Eu já falei aqui que minha pele é sensível e isso significa que ela resseca super fácil. No inverno, com a água quente do banho e o vento gelado, costumo ficar com a pele descamando e com manchas vermelhas. :( Mesmo usando o hidratante que eu mesma faço, eu ainda sofria um pouco em manter a pele feliz nesses dias mais frios e não entendia muito bem como eu ia resolver isso já que né, eu tava usando um hidratante super maravilhoso. Foi só lendo o livro Skin Cleanse da Adina Grigore que eu descobri: a culpa era do sabonete!

A gente aprende rotinas de beleza completamente erradas pra nossa pele e totalmente voltadas pro mercado da beleza! E uma dessas coisas é essa neura por uma super limpeza da pele. A gente aprende que o tônico precisa arder um pouquinho pra limpar direito (quem não lembra da propaganda do algodão sujo?), também tem que lavar com um super sabonete e, se bobear, tem que lavar duas vezes no dia mesmo. O resultado? Todo mundo tem pele produzindo óleo demais tentando repor o que a gente perde nessas limpezas excessivas (famosa pele oleosa) ou pele ressecada porque não há hidratante que seja capaz de repor a hidratação que você tá tirando (famosa pele seca) ou até a pele oleosa e ressecada ao mesmo tempo (famosa pele mista).

Nem pele oleosa nem pele seca muito menos pele mista são verdadeiramente tipos de pele. São condições da pele que está sendo maltratada. Normalmente é uma mistura entre limpeza demais e hidratação de menos. A limpeza demais pode ser muitas vezes ou produtos muito agressivos (tudo o que não é natural e tem o Lauril Sulfato de Sódio é muuuuito agressivo). Já a hidratação de menos pode ser porque você não tem o hábito de passar hidratante mas também porque a grande parte dos hidratantes disponíveis no mercado não hidratam porcaria nenhuma e são feitos com óleo mineral, parafina líquida ou silicones (que não é absorvido pela pele, não hidrata e ainda entope poros e impede a pele de respirar). E, claro, esses "tipos" de pele são invenções da indústria pra vender mais.


O que eu uso pra limpar a pele então


Água. Só água. Parece estranho, parece que vai dar errado, parece que não vai limpar o suficiente. Eu sei que você tá fazendo uma cara de descrença assim como eu fiz quando li isso no livro da Adina. Mas a verdade é que água quente do banho é suficiente pra limpar nossa pele sem agredir. Simples assim.

E eu fui lá testar ficar sem lavar o rosto com sabonete que nem você: totalmente descrente que ia dar certo porque eu também duvido das coisas doidas do mundo da beleza natural já que eu também aprendi tudo ao contrário. Em poucos dias eu senti uma super diferença na pele! Foi no inverno do ano passado, um ano atrás, e ao invés de ficar descamando minha pele foi sossegando! Esse tá sendo o primeiro inverno que meu rosto não está completamente machucado, ressecado e descamando. No verão minha pele produziu muito menos óleo também. O segredo é que a pele sabe se equilibrar, a gente que bagunça a vida dela hihi.

Pra limpar maquiagem e outros produtos como protetor solar


Você pode usar o demaquilante natural bifásico que já ensinei como fazer aqui. Ou um óleo vegetal purinho, como óleo de amêndoas ou óleo de abacate. Eu não gosto do óleo de coco pro rosto porque ele é comedogênico e me dá muita espinha, quase que imediatamente, por isso não recomendo.

Você vai passar o demaquilante no rosto, tirar com disquinhos de crochê (ou de tecido de algodão) e tá pronto! Dá pra ir dormir com esse demaquilante que é hidratante. :) Também dá pra passar água morna ou um tônico feito de chá (como camomila ou chá verde) pra tirar o restinho de óleo que fica na pele se você não gosta desse toque ou não vai dormir imediatamente.

Ó como a pele tá feliz <3

Se você tem prazer de sentir a pele com sensação de lavada


Você pode fazer um tônico de 100ml de água pra 1 ou 2 colheres de sopa de vinagre de maçã. Como essa mistura é levemente ácida, mas não é agressiva como os tônicos com álcool, o frescor na pele deve ser suficiente pra quem é viciado em sabonete! Hehe.
Foto: Unsplash

Muita gente quer ser mais sustentável. Eu sei disso porque eu tô aqui faz alguns anos já e recebo muitas mensagens sobre como é difícil encontrar esse conteúdo se você não sabe como pesquisar (e como tem gente que fica feliz. Eu sei disso também porque eu já estive nesse lugar: queria reduzir meu lixo, queria fazer coisas mais legais pro meio ambiente mas não fazia ideia de como.

Faz algumas semanas que, toda sexta-feira eu mando um email com uma dica e uma tarefa pra quem quer aprender a reduzir sua produção de lixo e ser mais sustentável. Minha ideia era ir mostrando, semana a semana como pequenas ações fáceis de fazer vão fazendo a diferença aos poucos e quando você vê: cataploft, você reduziu muito seu lixo.

Além disso, tem sido um canal pra gente conversar um pouco mais, porque a cada dica surgem algumas dúvidas, alguns problemas individuais. Tem sido muito legal tudo isso! As news que já rolaram são essas:


Pra ver todo o histórico de news, você pode clicar aqui. E pra se inscrever e receber esses emails, clique aqui.

Tem alguma sugestão de tema pra eu falar na newsletter? Comenta aqui que aos poucos elas vão acontecendo! :)
Semana passada eu vim aqui fazer uma crítica ao documentário Minimalism, que conta a história dos The Minimalists. Fiquei bastante impressionada com a quantidade de pessoas que concordou que o documentário é muito superficial e poderia ser muito melhor. Algumas pessoas também argumentaram que era óbvio que ia ser superficial porque era um filme de só 2h. Bom, daí a gente chega onde quero chegar: não precisava ser superficial com esse tempo não.

Hoje a gente vai falar de um documentário que vi na sequência do Minimalism, o Demain. Foi indicação da Fê Canna lá no grupo do UASL no Facebook e fiquei tão decepcionada com o Minimalism que resolvi ver esse em seguida pra ver se melhorava o humor. E gente, que filme bom!

Ele parte da seguinte premissa: um casal vê notícias sobre como o futuro do mundo é assustador e Cyril Dion e Mélanie Laurent que estão esperando um filho decidem descobrir soluções criativas pro mundo que o filho deles vai viver não acabar como as notícias prevêem. E aí eles vão atrás de homens e mulheres que fizeram coisas e descobriram soluções pra vários dos problemas modernos.

Se você se incomoda em saber mais detalhes do filme, talvez daqui pra frente tenham spoilers.




A postura é muito diferente nesse filme, eles vão atrás das soluções para um mundo melhor. E, mais que isso também, eles vão atrás de pessoas que já fazem e mostram o que, como, o porquê, quem, quando. Cada pessoa que fala nesse documentário fala como realmente começar a mudar o mundo amanhã. São exemplos de pessoas que fazem hortas no meio urbano, escolas com sistemas diferentes de ensinar, cidades que buscam um sistema econômico complementar ao que já existe. Todos os exemplos são possíveis de a gente sair fazendo assim que o filme acabar.

Isso é incrível. Tem muita profundidade nesse documentário. Não só porque os exemplos são realmente bem descritos, tem números, tem informações, tem o jeito que eles fazem tudo mas também as discussões sobre como o outro modelo – o que a gente vive e considera normal – tem falhas, mentiras, erros grotescos.



O documentário é costurado começando a achar uma solução para o problema da fome, então ele fala no primeiro capítulo da agricultura e mostra soluções incríveis como as hortas urbanas na cidade de Detroit ou sítios pequenos mas com uma eficiência maior (aqui) que monoculturas porque usam a permacultura produzindo comida orgânica, sem agrotóxicos porque as plantas ao seu redor se protegem.

No segundo capítulo, eles mostram alternativas à geração de energia feita com combustíveis fósseis como petróleo e carvão. Esse modelo que vivemos hoje não só é finito porque as reservas naturais um dia vão acabar como é extremamente poluente. A extração do petróleo, do carvão, de minérios (só lembrar da barragem de Mariana). Eles mostram alternativas muito legais, como a Islândia que é totalmente livre do petróleo pra geração de energia, uma ilha na França que instalou painéis solares, vários exemplos inteligentes.

O próximo capítulo fala de economia. O primeiro exemplo é muito, muito legal. É uma fábrica de envelopes e você pensa "nossa, mas o que tem de sustentável em uma fábrica de enevelopes?" e aí o filme mostra como eles passaram a investir muito do dinheiro que a empresa ganhava nela mesma. Assim eles gastam menos eletricidade, matéria-prima, água e ganha mais produtividade, segurança, modernidade. O outro exemplo me deu um nó na cabeça: são cidades que criaram moedas da própria cidade pra fortalecer a economia local. Eu acho que preciso ver de novo o documentário pra entender direito, porque a gente tá TÃO mas tão acostumado ao sistema de reais, dólares, etc que realmente dá um nó na cabeça.



O quarto capítulo é sobre democracia. Aqui, um dos exemplos é a Islândia que após um escândalo de corrupção faz protestos e o povo se reúne não pra proteger os bancos que tinha feito todo mundo perder dinheiro, mas impedir que o governo e os bancos tivessem de novo esse poder. São milhares de pessoas que se reúnem pra discutir e escrever uma nova Constituição. O outro exemplo é em um vilarejo da Índia, onde o Elango fez uma espécia de conselho municipal para discutir com as pessoas as coisas que eles queriam mudar e fazer ali, localmente.

O último capítulo é sobre educação e mostra principalmente como as escolas na Finlândia funcionam. Pra quem herdou uma mistura de sistema americano, é bastante incrível imaginar uma escola como a deles: menos horas por semana em sala, dois professores por turma, vários métodos pra ensinar e não só um, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, música, marcenaria, etc.

O gancho entre todos os capítulos é que eles são interligados. A democracia é mais forte se a educação é melhor. Se a democracia é forte, a economia de sempre pode ser questionada e assim podemos pensar em novos modelos energéticos e de agricultura. Esse ponto é super importante, porque toda vez que alguém quer levantar uma solução pra um problema, precisa lembrar que o caminho é gigantesco.



E esse caminho não é pra ser trilhado sozinho. Todas as iniciativas, todos os exemplos que o filme mostra só funcionaram/funcionam porque são muitas pessoas trabalhando pra aquilo. São vizinhos que quiseram plantar hortas na cidade toda, são pessoas de uma empresa que trabalham todos por melhorias que todos sentem, são pessoas que não permitem que o governo mude o plano de educação do país antes do tempo planejado. São pessoas, igual eu e você mas que se uniram com as pessoas próximas porque todo mundo entendeu que as coisas eram legais e boas pra todos.

Porque, vamos lembrar que moram em sociedade, em cidades, em condomínios, não moramos sozinhos. Se queremos mudanças no mundo, precisamos sentar juntos, lado a lado pra conversar e agir. Atualmente, nem conversar a gente tem conseguido, que dirá sentar e agir, concordar em uma ação. Por isso tudo aquilo ali em cima é importante, percebe? Como vamos discutir energia renovável se ainda tem gente que acha que isso "não vale a pena" ou "não precisa"? São muitas perguntas, mas o filme traz infinitas respostas. Por isso: assistam e façam pelo menos dois amigos assistirem também. Vamos espalhar essas ideias e começar a tirar elas do papel!

Demain tá disponível no Netflix, em alguns cinemas e no YouTube nesse link.

+ A cada 15 dias eu vou aparecer aqui pra falar de algum filme ou livro que fale sobre sustentabilidade, pra irmos mais a fundo nas nossas discussões, pra aprendermos cada vez mais. O próximo filme é Cowspiracy, disponível no Netflix e vamos falar sobre ele dia 21/06.