Assim como vocês podem imaginar, a principal razão de se escolher usar fraldas de pano é não querer descartar a quantidade absurda de fraldas descartáveis que demoram 500 anos para se decompor. Se um bebê usa umas seis fraldas em média por dia e usa elas até uns dois anos de idade, ele vai usar cerca de 4.380 fraldas descartáveis!!! Isso em uma conta arredondada. Fora as assaduras, o preço altíssimo (!) de se comprar todas essas fraldas ao longo da vida do bebê.

Como eu só devo ter filhos daqui uns dez anos (para o desespero do meu pai), eu não saberia dizer pra vocês como é usar fraldas de pano nos bebês. Foi por isso que chamei duas amigas que tem duas bebês que usam fraldinhas de pano pra tirar todas as dúvidas. A Cecília Cavalieri mora no Rio, é artista visual e mãe da Dora. A Raquel Drehmer mora em Nova Petrópolis - RS, é decoradora e jornalista e mãe da Agatha.

Um bebê fofo usando o modelo all-in-one, o mais moderno com botões

1. Por que vocês decidiram pelas fraldas de pano?
Cecília: ​Sinceramente eu nunca cogitei usar fralda descartável. Nunca mesmo. Fui criada à base de fralda de pano. Toda a minha geração e a dos meus pais e antepassados em geral (risos) sobreviveu às fraldas de pano. Usei as minhas próprias fraldas de pano nas minhas bonecas e, confesso, nunca tive contato com fralda descartável (não tive irmãos mais novos nem sobrinhos).
No meu chá de bebê ouvi todo o tipo de gracinha a respeito da escolha das fraldas de pano e, mesmo assim, não sucumbi às descartáveis. Pra mim era uma questão muito básica: se fraldas de pano não matam (hehehe) e não poluem o meio ambiente, por que eu usaria fraldas descartáveis, uma vez que elas demoram em média 400 anos para se degradar no meio ambiente? Essa conta não fecha! A escolha das fraldas de pano, para mim, foi a mais crucial quando estava grávida. E hoje vejo que foi a mais acertada também, pois ela passa por uma relação do próprio corpo com o espaço e tem uma função pedagógica interessante. Como queremos que nossos filhos experimentem uma relação de causa e efeito com o mundo saturado que estamos deixando para eles? Para a geração dos nossos pais e avós isso não foi tão importante, não era uma questão. Não à toa estamos experimentando a destruição em massa de rios, florestas, mares, bichos, minérios, fósseis, etc., como resultado do projeto modernizante. Tudo tem um custo, apenas nunca se pensou tanto nesses custos quanto hoje, quando o homem - o último da fila, aliás - começou a pagar por eles. Agora que a água bateu na bunda...
Mas voltando às fraldas de pano, acho importante que minha filha saiba porque ela usa essas fraldas e tenha outro tipo de relação com seu cocô, seu xixi, seu corpo e o ambiente. Depois de ser uma escolha pensada na questão ambiental, foi também uma escolha pela saúde dela: Dora nunca teve uma assadura. Fraldas de pano dão muito menos assaduras que as descartáveis, não causam alergias e duuuuuuuuram.

Raquel: Nunca pensei em usar fraldas descartáveis quando tivesse meu bebê. Respeito profundamente a decisão de parentes e amigas usarem as descartáveis, mas elas não cabem na minha consciência ecológica. É uma conta que me dá tristeza só de pensar. Um bebê usa de seis a 12 fraldas por dia, e vai usar fraldas por pelo menos dois anos. São aproximadamente seis mil fraldas. Pense no tamanho de uma pilha de seis mil fraldas. E pense que cada uma leva uns 400 anos - quatro séculos!!! - para se decompor. E daí pense no estado em que se encontram nossos lixões / aterros sanitários. Sei que sou uma gota no oceano, mas me recuso a fazer parte dessa destruição do meio-ambiente.
Então, sempre tive muito claro para mim que usaria fraldas de pano. E dei a sorte de casar com o Augusto, que pensa igualzinho a mim em todas as questões, inclusive as ambientais. Ele também sempre foi contra fraldas descartáveis e juntos pesquisamos, enquanto eu estava grávida, para chegar ao modelo de fraldas que decidimos usar na Agatha: absorventes que vão dentro de uma capa.

2. Como são os modelos que existem hoje em dia e como escolher?
Cecília: Há uma porrada de modelos por aí, mas eu particularmente prefiro os modelos AIO (all-in-one), que são basicamente aqueles que servirão para o bebê desde o nascimento até o desfralde, pois você consegue ajustar os tamanhos pelos botões. Existem modelos com tamanhos fixos P, M, G, mas como as fraldas de pano são basicamente eternas, eu optei pelos modelos vida-toda mesmo! Ah! Dizem que os melhores absorventes são os de carvão de bambu e de cânhamo, mas eu nunca experimentei. Estou feliz com os meus de microfibra.

Raquel: Existem muitos, desde os tradicionais (grandes panos a serem dobrados em triângulos para enrolar no bebê e serem cobertos por uma capa plástica) até os "all-in-one" (esses que usamos aqui em casa). Escolhemos o all-in-one pela praticidade: o processo de colocar o absorvente na capa toma poucos segundos e a colocação no bumbum do bebê é facílima, pois os botões de pressão da capa fornecem as graduações de tamanho necessárias para o tamanho do bebê, desde RN até grandinho.

A fraldinha de cima parece ter fechamento com velcro, e a debaixo tem com botões

3. Tem algum modelo/marca que vocês preferiram por algum motivo?
Cecília:  Depois de uma breve pesquisa na internet, fui de cara nas fraldas Dipano e adoro! Só me arrependi porque não sabia que eram feitas na China, achei que fossem fabricadas em São Paulo. Se soubesse, não teria comprado. Me tornei mais nerd do assunto só depois de ter feito o enxoval e de ter tido filho, então não consegui experimentar de fato nenhuma outra, pois já tinha o suficiente. Se soubesse teria ido atrás de fraldas feitas localmente. No mais, sinceramente, acho as Dipano bem ótimas. A Quimquim compra e revende do mesmo fabricante chinês. No mundo materno das fraldas de pano elas são conhecidas como "chinesinhas".
Aqui tem um guia bem bom de fabricantes por região. Já ouvi falar bem da Efral, Papuda e Fio da Terra. Todas nacionais. Das gringas as mais elogiadas são a Bumgenious e Rumparooz. Aqui um guia bem legal pra quem quiser comprar fraldas americanas.

Raquel: Escolhemos as da DiPano pela praticidade no uso, como coloquei na resposta anterior, pela facilidade para comprar (o e-commerce deles é ótimo) e, como ninguém é de ferro, pela variedade de estampas das capas. Moramos no Rio Grande do Sul, os verões aqui são bem quentes e sabíamos que a Agatha ficaria só de fraldinha muitas vezes. Queríamos que fossem fraldas de boa qualidade e bonitas. :-)
Outra coisa legal na DiPano é que existem diversos modelos e tamanhos de absorventes, o que ajuda bastante contra vazamentos. A gente pega o ritmo do bebê e vai fazendo combinações desses absorventes. A Agatha, por exemplo, dorme com um absorvente simples + um noturno; na primeira troca de fralda da manhã, colocamos um simples + um fininho.

4. Como é o cálculo (se existe algum) da quantidade de fraldas necessárias? Quantas vocês compraram?
Cecília: Dizem que um enxoval com 20/22 fraldas completas (capa + absorventes) dá conta. Aqui temos 22 fraldas diurnas e 3 noturnas (de velcro e com um absorvente extra). Nunca faltou nada! Eu também quis ter umas extras porque sempre deixo umas fraldas montadas na bolsinha de passeio da Dora.

Raquel: Nas milhões de leituras que fiz durante a gravidez, li várias vezes que os bebês usam 8 fraldas por dia - hoje sei que é mentira uma conta tão exata, tem dias em que vão 6 e outros dias em que vão 12. De toda maneira, pensamos em ter 24 fraldas, para que elas fossem suficientes por três dias inteiros. A nossa conta era: ter 8 em uso, 8 lavando/secando e 8 disponíveis no armário.
Ocorre que me perdi nas contas das que ganhei no chá de fraldas e das que havíamos selecionado no site da DiPano e, quando vi, estávamos com 30 fraldas antes de a Agatha nascer. Enfim, melhor mais do que menos, né?



5. É fácil de limpar? Como que vocês tão fazendo?
Cecília: As fraldas de pano são usadas com um lencinho, um forrinho biodegradável, que pode ser de bambu ou de milho. Eu prefiro o de bambu. Então na troca, se tem cocô, o lencinho segura bem e você descarta na privada e dá a descarga normalmente. Lógico que não fica tudo no lencinho, mas ele já quebra um galhão na hora de lavar o resto. Eu lavo as fraldas da seguinte maneira: 
1 - Passo uma água na pia logo depois de tirar do bebê ([uso aquele chuveirinho porque o jato d'água é superpotente e ajuda a tirar todo cocô)​; 
2 - Enxáguo umas 3 vezes na água pra tirar o máximo de resíduo; 
3 - Coloco no balde de molho por uns 3 dias com uma colher de sobremesa de bicarbonato de sódio e um detergente líquido biodegradável (uso Bio Wash); 
4 - Depois dos 3 dias coloco todas na máquina e lavo com mais bicarbonato e detergente; 
5 - Penduro no varal para secar.

Raquel: É fácil, basta pegar o ritmo. Vou colocando as fraldas usadas em um cesto de roupa suja daqueles com furos (para não mofar as fraldas lá dentro) e todo dia pela manhã as lavo na máquina de lavar roupas. Tiro os absorventes das capas e coloco tudo (absorventes e capas) na máquina de lavar, nível médio. Deixo bater só na água algumas vezes, esvazio a máquina e encho de novo, daí com sabão específico para lavar roupas de bebês e um copo de vinagre. Deixo em um ciclo completo para roupas delicadas (50 minutos) e pronto.
No verão, elas secam super rápido; deixo no varal dentro da área de serviço ou estendo no quintal e em uma horinha já estão secas. Já no inverno pode demorar um pouco mais se o dia estiver úmido, daí apelo para a secadora de roupas.
Ah, usamos forrinhos biodegradáveis de bambu ou de milho para facilitar a lavagem. Eles seguram o cocô, deixando escapar bem pouco para a fralda, e são jogados fora com o lixo orgânico.

6. É tranquilo de não vazar no bebê? Tem que trocar com mais frequência que as descartáveis?
Cecília: Olha,​ segundo conversas com mães que usam fraldas descartáveis: toda fralda é passível de vazamento. Sobretudo quando é bebezinho. Aqui tivemos bastante vazamentos nos primeiros meses, mas isso também tem a ver com o cocô do recém-nascido, que é bem líquido, e com o tamanho do bebê: você fica com medo de machucar, de apertar demais, e acaba deixando uma folguinha por onde o xixi pode vazar. Mas nenhum vazamento molhou o colchão ou o lençol. Sempre passaram pra roupa ou cueiro, no máximo. 
As fraldas de pano, se bem lavadas, conseguem absorver muito bem o xixi. Aqui nunca mais vazou. Fazemos trocas a cada 5 horas, mais ou menos. Ou antes, quando tem cocô evidente rs.

Raquel: Tranquilíssimo de não vazar, basta colocar bem ajustadinho no corpo do bebê. Na verdade, se tiver que vazar, vai vazar mesmo, seja de pano, seja descartável. Mudamos de cidade no final do ano passado (de Porto Alegre para Nova Petrópolis) e precisamos usar fraldas descartáveis por alguns dias (nos dias em que ficamos sem a máquina de lavar). Vazou em alguns momentos. Assim como às vezes vaza das de pano. Faz parte de ter um bebê. :-)
As trocas são com a mesma frequência também. Se a fralda está cheia, o bebê reclama, daí é hora de trocar. Também acontece de o bebê fazer cocô e não reclamar, mas o cheirinho denuncia, hihihi. Daí é hora de trocar também. Seja fralda de pano ou descartável, o que rege as trocas é o bom senso.  

Meu deus do céu, quem guenta esses pézinho? Crédito: EcologicalKids
7. Além da fralda, vocês tão usando algum creminho, pomada, óleo etc pra limpar o bumbum?
Cecília: Pois é, em geral ​os fabricantes de fraldas de pano recomendam não fazer uso de cremes para assaduras, porque eles também hidratam as fibras e prejudicam a absorção da fralda. Em geral esses cremes são usados para prevenir assaduras para quem usa fralda descartável. Aqui usamos só quando aparece uma irritação ou outra, o que é raro, pois bebês que usam fraldas de pano praticamente não têm assaduras, ao contrário dos que usam descartáveis. Dora nunca teve uma assadura, mas já teve algumas irritações. E para elas eu uso o creme de calêndula da Weleda, que usei também nas brotoejas quando recém-nascida. Mas amo mesmo a pomadinha que faço em casa: Óleo de coco com óleo essencial de tea tree [fungicida e bactericida] e óleo essencial de lavanda [calmante].  Eu ponho na geladeira pra ficar durinho​ e refrescante​ :)

Raquel: Limpamos o bumbum sempre com um paninho molhado na água e só. Temos muitos usados apenas e especificamente para isso. Se a situação está muito dramática num pós-cocô, adicionamos o sabonetinho dela na equação e é isso. Creme, só se aparecer alguma irritação na pele dela, o que é muito raro - a época em que mais apareceu foi justamente quando precisamos usar fraldas descartáveis, na época da mudança. Usando fralda de pano é muito difícil ter assaduras, Agatha nunca teve. O creme que usamos, de toda forma, é o de calêndula da Weleda.

Para continuar lendo sobre o assunto:
- Um guia completo, lindo e perfeito sobre fraldas de pano
- Guia de fraldas de pano por região do Brasil
Lá em 2011 eu descobri o Um Ano Sem Zara, da Jojo e leio o blog desde então. A Jo decidiu passar um ano inteirinho sem comprar nada de roupas e sapatos novos – e o principal motivo eram as dívidas enormes que ela tinha por conta das compras impulsivas. O blog continua até hoje (cês viram o post que eu dei dicas de receitinhas?), agora comprando mas com mais critério. A consciência é um caminho sem volta, cês já ouviram falar?

A proposta era tão legal que além de não comprar e economizar uma grana, nesse ano sem compras a criatividade aconteceu fazendo vestido virar saia num dia ou blusa em outro. Foi por isso que pedi pra expert Jojo dar dicas aqui pro Um Ano Sem Lixo (o nome parecido não é coincidência) sobre escolhas mais legais pro nosso guarda-roupa.


1. Acho que a primeira dica que eu sempre dou é: antes de mais nada, tire tudo do armário e depois arrume tudo de novo. Muitas vezes a gente não tem noção da quantidade de coisas que temos em casa. É importante ter esse momento de "confronto" com a quantidade de coisas que a gente já tem, especialmente pra conseguir lembrar disso naqueles momento em que a gente acha que "não tem roupa".

2. Outra coisa importante desse processo de arrumação é que ele permite que você conheça o seu armário de verdade. E só conhecendo o que você tem é que você vai poder usar o que você tem e se livrar do que não usa. E, por se livrar, eu quero dizer, passar essa peça adiante para quem realmente vai usá-la. Seja vendendo, doando ou dando de presente pra uma amiga, não tem nada melhor do que passar adiante uma roupa que a gente nem liga mais pra alguém que vai apreciá-la de verdade.

3. Uma coisa que faço muito é mandar ajustar peças na costureira para que elas caiam melhor ou fiquem mais atualizadas com o meu estilo. Subo barra de calças, cintura de saias, encurto mangas de camisas. Tudo para manter o meu armário sempre atual e o mais útil possível.

4. Esse processo de arrumação também vai te ajudar a entender melhor o seu estilo. Tire um tempo para realmente analisar o que você tem no armário, as coisas que ama, as que usa muito. Isso vai te ajudar a entender que tipos de roupa combinam de verdade com você e com o seu estilo de vida.


5. O segundo passo depois de saber o que se tem é comprar de forma consciente. E isso quer dizer várias coisas. A primeira é comprar de forma planejada e dentro do seu orçamento. O UASZ começou justamente porque eu comprava de forma impulsiva e não tinha controle sobre os meus gastos. Quando você tem consciência sobre o seu orçamento e quanto pode gastar, a compra acaba sendo menos impulsiva e mais inteligente.

6. Outra coisa que tenho tomado cada vez mais cuidado é entender o custo-benefício do que estou comprando. Comprar peças de qualidade, mesmo que sejam um pouco mais caras, garantem que eu vou conseguir usá-las por mais tempo, o que quer dizer que vou produzir menos lixo. Por isso, presto atenção especial aos tecidos e acabamentos pra apostar no que realmente vale a pena.


7. Outra coisa que estou cada vez aprendendo a dar mais valor é comprar de marcas menores com produções locais. Dessa forma, não só a gente prestigia a economia da nossa região, como evita impactos ambientais resultantes de transporte e ainda tem mais controle sobre a cadeia de fornecedores.

8. Por fim, procuro cuidar bem das minhas roupas. Pra começar, salvo algumas exceções, não lavo as minhas roupas a cada uso. Às vezes a gente é tão acostumado a simplesmente botar as coisas pra lavar que nem presta atenção se aquela peça realmente sujou ou não. Quando lavo, tomo cuidado para seguir as instruções da etiqueta.

Pra continuar lendo sobre o assunto:
- Como ter um guarda-roupa mais sustentável
- Achadões da semana: by Cristal Muniz, do Um ano sem Lixo
Vamos falar de cachorro?
Eu adotei a Filó tem quase 2 meses e comecei a pesquisar alternativas naturais pra todos os cuidados envolvidos com ela desde então. Cachorro tem que dar banho, tem mais problema de pulga, de vermes, passeia, todo esse carnaval que eu já tinha esquecido por viver mais de 4 anos só com a gata Nina. E logo quando postei a foto da Filózinha lá no meu instagram, recebi um comentário da Good Boy falando que eles eram uma marca de cuidados naturais para cães. Não pensei duas vezes e propus uma entrevista pra saber mais sobre isso tudo!

A Thaiana Trevisan, de Curitiba, criou a Good Boy depois de começar a alimentação natural com seu cãozinho, o Neto e ir se aprofundando em outros cuidados mais naturais. Foi aí que ela percebeu uma carência no mercado veterinário de lojas e sites especializados. E foi assim que surgiu uma loja que fala sobre alimentação, banho, medicina alternativa e muito amor pros bichinhos!

Golden Paste, uma pastinha funcional de óleo de coco e açafrão pra adicionar proteção pros animais

1. Para vocês, qual é a importância de se pensar em cuidados naturais para os nossos animais de estimação?
A questão fundamental é o respeito à natureza animal. Hoje há um excesso de humanização dos cães e algumas coisas nem sempre são saudáveis tanto fisicamente quanto emocionalmente. Nossa missão, na Good Boy, é promover um cuidado natural, integral e seguro para os cães, sem deixar de entender esta nova de forma de amor que os tutores têm pelos bichos, que fazem parte da família, como filhos mesmo.

Quais são as mudanças mais fáceis que a gente pode fazer nos cuidados?
- Primeiro, não oferecer nenhum tipo de alimento industrializado que não seja específico para cães. Exemplo: chocolate, balas, refrigerante (sim, isso acontece), pão, bolo, bolacha, etc. Depois, não misturar restos de comida na ração, isso pode causar um desequilíbrio nutricional muito grande.

- Manter uma farmacinha natural para tratar coisas comuns, exemplo: um floral S.O.S para momentos de estresse, uma pomadinha homeopática como a CMR para tratar machucadinhos, um spray homeopático como o Pró-Gastro para tratar vômitos e até um spray Pró-Derma para cães com problemas de pele crônicos ou eventuais, agora no verão aumenta muito a incidência de problemas de pele. São todas soluções naturais que podem ser utilizadas sem contra indicação e que frequentemente resolvem os problemas. Lembrando sempre de observar o cão e levar no veterinário se os sintomas não melhorarem.

- Uma outra dica bem legal é quanto aos antipulgas. Se o cão não convive com outros animais desconhecidos, é um cão urbano e não vai muito em campos e gramados, não há necessidade de aplicar antipulgas mensalmente. Aquelas pipetas são altamente tóxicas e você também pode prevenir parasitas com homeopatia e até com a alimentação: uma colherinha de café de levedo de cerveja ao dia, misturado na alimentação, protege de pulgas cães de até 10kg. Para animais maiores, aumente a dosagem para uma colher de chá por dia. Da mesma forma o alho, que em doses recomendadas é seguro para cães e previne os vermes. Uma lâmina de 0,5cm ao dia, bem picadinha e misturada à alimentação para cães até 5kg. Para os maiores, uma lâmina de 1cm ao dia é a recomendação.

Os petiscos saudáveis em formato de ossinhos

5. Me fala um pouquinho dos snacks que vocês vendem na loja: por que eles são mais legais que os convencionais?
Ah os nossos petiscos! Eles são muito mais legais porque são feitos artesanalmente só com ingredientes integrais, seguros para cães e bem balanceados. Sem adição de corantes, palatabilizantes, conservantes, açúcar e sal, eles agradam até aos tutores. Nós criamos uma página no nosso site só para falar o porquê de cada ingrediente.

As guias handmade, que são lindas de doer!

6. De onde surgiu a ideia de fazer as guias handmade?
As guias surgiram por acaso, de uma pesquisa sobre cuidados naturais, vimos alguns movimentos nos EUA que fazem e vendem este tipo de guia com parte da renda revertida para fundos de proteção animal e decidimos trazer o design para cá porque elas realmente são lindas e diferentes de tudo o que já vimos no Brasil. Nossa intenção, conforme o negócio traciona, é também criar projetos de proteção animal.

7. Quem quiser começar a cuidar dos bichinhos mais naturalmente começa por onde? Qual a dica de vocês?
Alimentação, alimentação, alimentação. É a chave de tudo e faz com que, naturalmente, você entenda os cuidados para outras áreas. Se você tem tempo e gosta do tema, pesquise muito, conheça as possibilidades e comece a trocar a ração por comida de verdade, é mais simples do que você imagina e com o tempo você desenvolve o seu ritmo. Se você não tem tempo ou paciência, sugerimos a alimentação desidratada da Simple Dog e claro, os produtos próprios e curados da Good Boy, que foram pensados para ajudar e facilitar os cuidados naturais.