Assisti o documentário Minimalismo: Um documentário Sobre As Coisas Importantes (tradução livre do título) e não gostei. Eu já conhecia o movimento The Minimalists do Joshua e do Ryan porque seguia eles no twitter, tentei ouvir um que outro podcast e achei que seria legal ver o documentário – até porque a gente falou sobre isso lá no grupo do UASL no Facebook semana passada. Acho que tem algumas ideias legais ali, mas acho que no geral tem muitos problemas e uma visão muito rasa que não resolve nada.

O mote principal do documentário é a história do Ryan e do Joshua que, basicamente tinham chegado no topo da carreira ganhando mais de 50 mil dólares por ano, tinham tudo o que sempre quiseram conquistar e de repente perceberam que as coisas que compraram não faziam eles felizes e resolveram se desfazer de quase tudo, inclusive do trabalho. Enquanto eles contam a sua história pessoal e como eles chegaram ali, no lançamento do livro deles em várias cidades (que é o que o documentário conta, na verdade), vamos sendo apresentados a outros personagens que também seguem o movimento minimalista e tem seus próprios projetos pessoais.

Esse texto tem spoilers porque problematizo o documentário, então talvez seja melhor ver o filme antes! ;)


Onde estão as mulheres?


A primeira coisa que me incomodou foi que passaram muitos personagens e quase nenhuma mulher. E não é porque não tem mulher praticando minimalismo ou outros projetos que falem sobre sustentabilidade. Aliás, muitíssimo pelo contrário. A maior parte dos blogs e das pessoas do movimento lixo zero que eu conheço são mulheres! Olha a Lauren Singer. A Bea Johnson. A Anne-Marie do Zero Waste Chef. A Marie Kondo que tem um livro best seller no mundo inteiro, o A Mágica da Arrumação que conversa demais com o que eles falam. Enfim, mulher não falta no mundo, mas faltou na hora de selecionar pro documentário.

As únicas mulheres que aparecem ali pra contar dos seus projetos são a Courtney Carver do Project 333, a Tammy Strobel do A Tiny Tour e a Cristine Koh do Minimalist Parenting. Ainda tem duas mulheres que aparecem, mas com seus maridos – que falam muito mais.

Courtney do Project 333 que originou o conceito de Armário Cápsula

Pra mim, o problema nessa diferença de personagens é que é muito mais fácil pros homens o discurso do filme de "cheguei lá e larguei tudo". Primeiro porque é muito mais fácil pra um homem chegar no topo da carreira e ganhar uma bela grana. Enquanto eles podem se dedicar à carreia e são criados pra isso, as mulheres muitas vezes ficam responsáveis por todo o resto enquanto o homem vai chegando lá: casa, filhos, a carga mental que bombou tanto nesse quadrinho (leia!) é 100% real. Segundo porque é muito mais fácil pros homens largarem tudo. Eles já largam os filhos com as mães com muito mais facilidade e permissão do julgamento da sociedade que as mulheres. Cadê a mãe dos seis filhos do Leo Babauta? Por que só ele aparece no filme?

Ainda tem outra coisa que me incomodou demais: a diferença do julgamento sobre as coisas dos homens x coisas das mulheres. Enquanto as duas personagens Courtney e Tammy falam e tem enfoque nas roupas e sapatos que tinham (historicamente tratado como futilidade, vocês sabem), o discurso dos homens não é tratado como fútil, até certo ponto, mas tem um quê de mais heróico.

Em um trecho de uma palestra, Ryan fala que um cara perguntou pra ele "eu amo meus livros, eu tenho uma biblioteca gigante, tenho que me desfazer deles?" e a resposta dele foi não, claro. Diferente de quando ele fala sobre os 20 pares de sapatos da namorada que a classificam como não-minimalista. Pode ter uma biblioteca por quê? Por que não pode ter 20 pares de sapato se ela amar e usar todos esses pares? Não acho que dá pra dizer que isso é sem intenção porque se a gente lembrar, foram editadas as falas pra entrar apenas o que eles queriam que tivesse no filme.

Pra quem é possível largar tudo?


Em qual degrau de privilégio estão esses homens, majoritariamente brancos, estão pra dizer que querem sair do emprego que paga 50k dólares por ano pra viver uma vida com mais significado? Que tipo de vida eles tão vendendo com esse discurso? Pra mim, uma vida bastante surreal inclusive pra mim. Essa possibilidade lhes é assegurada por esse privilégio, vale dizer. Essa cifra que eles mencionam no documentário provavelmente garantiu a possibilidade de poder sair viajando e fazendo o lançamento do livro mesmo quando não tinham pessoas suficientes.

O que é verdadeiramente discutido e resolvido no filme?


Minha resposta é: o ego das pessoas. Pra mim, tudo o que aparece ali do jeito que aparece ali mostra apenas o sucesso de dois caras que reduziram drasticamente o número de coisas que tinham incentivando as pessoas a fazerem o mesmo em busca de uma vida com mais significado. Os casos também falam de como eles se sentiram melhor depois que passaram a ter menos coisas, etc. Mas isso só resolve o ego ferido dessas pessoas individualmente e às vezes em casal, nada mais.

Apesar da questão da sustentabilidade ser apresentada no filme, não se discute de verdade. Até porque não foi uma só vez que a dupla Ryan e Joshua aparecem tomando café em copos descartáveis. Não são apresentadas soluções de verdade ao longo do filme, só nos é vendido como isso é bom. Eles usam da mesma lógica do capitalismo e do consumismo pra se vender, o que me parece contraditório por demais.

O foco segue no objeto, nas coisas. Poderíamos estar discutindo o porquê da nossa busca pela felicidade estar tão atrelada a objetos historicamente e como quebrar essa lógica; poderíamos estar falando de como o machismo faz as mulheres depositarem toda sua auto-estima em roupas, sapatos e maquiagens; poderíamos falar sobre lixo e ações para reduzir sua produção a partir do minimalismo. Mas o foco segue nas coisas: tenha menos, tenha só o suficiente, tenha uma blusa só de qualidade, tenha só um ou não tenha. O Joshua inclusive fala que não é contra o consumismo, mas é contra o consumismo compulsório. Bem, eu acho que ele deveria ser contra o consumismo sim, talvez não ser contra comprar coisas – que é bem diferente.

Acho que faltou muito uma discussão mais profunda sobre tudo, faltaram soluções práticas, faltou aprofundar os problemas e faltou ser menos machista. Ficou sendo egoísta também, porque é uma solução de uma pessoa só, não fala em coletivo e mudança real de sociedade. Por isso tudo eu não gostei, mas tem uns pontos legais sim sobre a pressão em ter cada vez mais casas, espaço, etc.

 Semana que vem a gente fala sobre um documentário que vale realmente assistir: Demain (tem na Netflix). E assim a gente dá uma revivida no Clube de Livros & Filmes Sobre Sustentabilidade, yes!


18 comentários

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  2. Oi Cristal,

    Achei interessante seu texto, mas discordo em alguns pontos. A parte do Leo Babauta não ter mostrado a mulher dele acredito que é porque ela não faz parte do projeto dele, no blog e no livro dele ele comenta bastante sobre a família e os benefícios que esse caminhos trouxe pra eles mas não diz se eles se envolvem no movimento.
    Mas vejo total razão de você apontar a falta de mulheres, no conteúdo extra que eles disponibilizam pra quem compra o filme pelo vimeo, não muda muita coisa mas da mais material e perguntas que fora desses temos que vocês destacou. Realmente eles poderiam ter aproveitado isso de outra forma.

    Acho que o único ponto que não concordo no seu texto é essa parte do documentário se concentrar só em bens materiais. Pra mim que consumo bastantes os podcast e conteúdos do blog deles vejo eles sempre espalhando a mensagem de que as coisas não são importantes, o importante é o que você faz depois que tira esse excesso e como você vai atras do que importante pra você. Talvez eles pudessem ter deixado isso mais claro no filme, mas gostei bastante desse conteúdo deles.

    Bjo, adoro seu blog. Você e a Lauren Singer são minhas musas de inspiração pro meu tcc na facul :)

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    1. Oi, Guilherme!

      Po, a mulher do Leo faz parte do projeto de VIDA deles, né? Haha. Acho que seria legal demais os dois aparecerem e falaram sobre o fato de terem SEIS filhos, que é um número absurdo pra qualquer família hoje em dia quando a média é 1-2 pessoas.

      Então, no filme eles até falam um pouco sobre isso, mas as falas são super focadas em objetos: quantidade, qualidade, 20 sapatos, 51 itens, secador de cabelo, livros, tenho só uma mala. Daí o foco continua nas coisas, né? Pra chegar no ponto que a gente não liga ou liga menos pras coisas faz como? Não aparece isso no filme e acho que seria legal demais se tivesse.

      Obrigada <333

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    2. "A mulher dele nao faz parte do projeto dele" Aqui vemos o porque da critica da Cristal.
      Seis filhos, é a mulher dele... mas ela não faz parte do projeto. Acho que você deveria ler de novo sua frase e entender por si mesmo a questão.
      Mais um caso de ego de homem, em que é tudo muito simples diferente da vida das mulheres e tudo o que envolve quando pensamos em no tornarmos minimalistas. Sem contar que a questão de consumo, principalmente falando de roupa, os homens ja não são tão atingidos, a moda pra homem já é reduzida, diferente das mulheres....

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  3. Cristal, adorei o texto!


    Quando vi o documentário fiquei dividida entre gostar e não gostar. Não gostar pelos pontos já citados, ou gostar pelo simples fato de estar dando mais visibilidade a um assunto tão importante, mas agora parando para refletir um pouco, vejo que talvez seja até um desserviço.
    Enfim, um ponto que me incomodou muito foi a ideia do tudo ou nada. Parece que o minimalismo só é suficiente quando a pessoa antes era super consumista e fútil, ou quando ganhava muito dinheiro dentro de uma grande corporação e resolveu largar tudo. É claro que situações extremas causam impacto num primeiro momento, mas para meros mortais isso soa um pouco hipócrita e um tanto irreal (tipo, "ok, pra ele que ganhava muito dinheiro é fácil, não tava se ferrando pra pagar as contas” ou ainda “se eu tivesse esse monte de sapatos também não me importaria em ficar só com os melhores”). Enfim, eu acho que esse tipo de pensamento afasta as pessoas, faz com que pareça muito difícil ou fora da realidade delas, ao invés de aproximar com ações simples que podem ser tomadas no dia-a-dia e já causam uma enorme diferença.
    Outra coisa que não achei legal foi o fato deles focarem o documentário na “saga” pela promoção do livro. E não é que eles não devam vender o livro, é que justo num documentário sobre minimalismo? Sério, dava pra focar em muitas outras coisas, eles poderiam simplesmente ter acompanhado o dia-a-dia de uma família, sei lá, mas acompanhar a promoção do livro não precisava ser, nem de longe, o foco principal.


    Beijos, obrigada pelos textos esclarecedores de sempre!

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  4. Quando comecei a assistir o doc fiquei incomodada, parecia superficial demais. Lendo sua resenha percebi que senti falta dessas coisas também. Super concordo que faltou falar de mulheres importantes que são inpirações para nós. Podiam trocar o nome "Minimalism" para "The minimalists - the story".
    Nossa sociedade aceita 100% um homem recomeçar do zero, dando a ele o direito de se "desfazer" da familia. Para nós mulheres, optar por abdicar de certas coisas torna-se um absurdo, enquanto possuir certos objetos é visto como futilidade. "Como vc quer ser minimalista se ta comprando mais uma blusa?", ja escutei muito isso. Ate explicar pras pessoas que minimalisto não é ter uma muda de roupa demora.
    Vou indicar um filme: Wild, com a Reese Witherspoon. Conta a historia de uma mulher q opta por fazer a trilha do pacifico sozinha, como descoberta pessoal. O tempo todo no filme fica claro como que é estranho para outras pessoas verem uma mulher fazendo aquilo que consideram uma atitude masculina.

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    1. Concordo contigo, Ane!
      E eu conheço esse filme! Eu li o livro no começo do ano e é INCRIVEL, mas esqueci de ver o filme. Essa diferença ainda é muito incômoda pra nós mulheres.

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  5. Gostei dos pontos e outra coisa que eu não gostei no documentário é de quando ele fala das casas minúsculas, casas cápsula. Qualquer pessoa que viva numa cidade grande pode notar o movimento de apartamentos cada vez menores e modernos, com intuito não minimalista, mas para conseguir colocar mais gente num só espaço e cobrar valores absurdos por isso. Completamente a favor da lógica do capital, nada a ver com o conceito de vida que eles querem passar. Até pq quem mora em casas dessas não se sente melhor por isso (morei mto tempo em kitnet), pelo contrário, a gente se acostuma a não ter quintal, não olhar pela janela, não comer na mesa de jantar. Acho que os problemas relacionados a isso tem muito mais a ver com outros fatores, o tamanho da casa nem de longe é o principal. E achei que eles venderam como uma ótima "solução" no documentário.

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    1. Fica muito nesse tudo ou nada, né? É ruim ter uma casa de 500m2 entulhada de coisas que você não usa, mas é ruim também viver num mini espaço de 30m2 - também já morei numa kitnet. Concordo contigo demais com essa questão do mercado!

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  6. Eu adoro ler outras opiniões sobre o mesmo assunto, assisti com o meu namorado, e mesmo na luta pra desconstruir vários pensamentos padrões que temos, eu não vi muitos pontos que você citou, ao mesmo tempo que não me senti satisfeita ao terminar o documentário, fiquei com uma sensação de que estava faltando algo. E agora, lendo esse post, concordo muito com o que você diz, e percebo que uma das coisas que mais me incomodou foi realmente a superficialidade, faltou informações importantes, aquilo que te motiva a vestir a causa, como Cowspiracy e The True Cost por exemplo, que também assisti com meu namorado e nós dois terminamos nos sentindo lixos humanos, mas motivados a fazer parte da mudança.

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  8. Nossa, obrigada. Estava pensando que só eu tinha ficado incomadada e me senti contemplada com o texto :)

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  9. Olá Cristal, eu não ia comentar mas acho que pode ser um exercício legal. Enfim, me incomoda bastante uma causa ser desvalorizada por não contemplar outra, como me parece ser o principal argumento da tua crítica ao documentário, ou seja, como não contemplou o feminismo (na forma que tu vê o feminismo, claro, lembrando que existem outras formas dessa luta) então o minimalismo ali ilustrado não é pleno ou digno de seus próprios méritos e funções sociais... Acho que não é e não pode ser por aí! Admiro ambas as causas e acho que quanto mais essas novas formas de refletir a realidade da nossa sociedade se complementarem melhor, porém nem sempre irão e tudo bem! Outro ponto que eu acho importante perceber é que o entendimento de um documentário/livro/música (whatever) sempre passa pelos olhos da pessoa que assiste e aí cabe ao leitor relativizar e ver o que serve pra vida dele ou não. Poxa eu não me vejo vivendo com 33 peças de roupa, largando meu emprego ou construindo uma mini casa para morar, mas há formas de trazer esses aspectos mais genéricos para a minha vida e que eu acho muito relevante! Eu entendo a preocupação com a mensagem que o documentário pode deixar na cabeça das pessoas, mas eu, realmente, acredito que melhor comunicado assim do que não comunicado. Eu vejo o mundo nessa bagunça toda e acho muito legal que pelo menos alguma mensagem de simplicidade, felicidade, consciência e minimalismo esteja se espalhando. Por fim, acho também que foi importante a tua crítica, com certeza, porque me despertou pra algumas disparidades no documentário, mas que na minha opinião não desvalorizam todo o trabalho deles. Prego muito que o equilíbrio tem que estar o mais presente possível da nossa vida, inclusive pra questionar e se posicionar.
    �� (obs. adoro o teu blog)

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  10. Cristal, que reflexão estupenda essa que você fez. Eu assisti a esse documentário e não tive a sensibilidade que voce teve de fazer essa análise. Obrigada por me fazer ver as coisas de outras formas.

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  11. Oi,

    Eu vi o documentário, achei a proposta legal, mas tudo muito superficial. Na verdade, e um filme sobre dois caras que podem largar tudo e sair pelo mundo para lançar um livro e gravar um documentário.Também senti falta das mulheres

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  12. A palavra realmente é essa: superficial. É o que acontece sempre que o capitalismo quer absorver algo que vai contra ele. Que nem as lojas vendendo blusas de feminismo, é superficial, sem verdade, vazio.

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  13. Olá!

    Eu não sou muito de comentar mas por alguma razão lendo o seu texto essa vontade brotou muito forte.
    Eu totalmente me sinto representada no hora que você fala sobre como o doc é superficial. Ele é! Muito! Mas também eu tenho estudado e usado isso na minha vida a algum tempo e eu conheço todos que fizaram parte do filme com muito mais profundidade do que a que foi mostrada pelo filme. Dessa forma eu tenho um ponto de partida privilegiado em comparação a maior parte do mundo sobre o assunto, assim como eu acredito que você também. Em um mundo onde o consumismo é a regra, para essas pessoas que vivem afundadas nesse ponto de vista esse doc é um choque e uma ideia que eles nunca tiveram. Dessa maneira eu louvo o doc por começar a falar. Que ele consiga superar sua superficialidade é um desejo profundo do meu coração. Eu vi o doc para ver se ele ia conseguir transmitir para meus familiares esse mudança tão positiva que esse movimento tem gerado na minha vida. Ele não passou no meu crivo e eu não mostrei ele para esses familiares. Mas só porque eu acredito que meu exemplo fale muito mais alto e com muito mais propriedade sobre o tema. Assim que esse seja o começo de muita discussão sobre esse assunto.

    P.S. : Quando você falou sobre os copos de café descartaveis eu pensei na hora sobre o conceito de "óbvio". Eles são minimalistas no filme. Eles não fazem parte de forma alguma do mivimento "zero waste". Na verdade acho que é pior ainda, ele desconhecem esse movimento. É como vender orgânicos em saco plástico, ou vender escova de bamnbu em embalagens plasticas, ou ter cosméticos naturais em plástico. Para mim não faz o menor sentido. Eu sei que o plastico não reagem bem com os OE ou OV. Mas é o que você mais acha por aí. Para mim é obvio. Para os outros não. Se eu estou exagerando ou não, eu francamente não sei. Enquanto isso eu vou fazendo parte da discussão, do exemplo, do movimento.

    Grata pela oportunidade.
    Grata pela leitura.
    Bji

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  14. Superficial sim... ele apenas vende o livro que os dois fizeram. Propaganda, somente isso.

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