* Esse post foi gentilmente patrocinado pela Ecojoias Carol Barreto.

É vendo a beleza de plásticos de embalagens de amaciante, shampoo e latinhas de alumínio que a Carol Barreto transforma esses objetos que seriam descartados em ecojoias como colares, brincos e pulseiras reutilizando os materiais em um processo que a gente chama de upcycling. É um trabalho delicado, slow, sob encomenda e que precisa de um processo de garimpo dos materiais e de abrir os olhos pra enxergar mais que um potinho que iria pro lixo.

Foi assim com aquela bolinha do desodorante roll-on que se transformou no Colar Uno e que me deixou enlouquecida quando vi no Instagram dela. Eu já acompanhava fazia um tempo, mas quem me conquistou foram as bolinhas e saber de onde elas vinham.

As peças que recebi* foram feitas especialmente pra mim com materiais que seriam descartados e transformados em produtos lindos. As peças são cortadas artesanalmente usando técnicas de ouvires, são bem acabadas e são leviiinhas. Os brincos são feitos de aço inoxidável pra não dar alergia (sou super alérgica e não tive nenhum problema!) e toda peça vem com tags explicando a origem e o percentural do material que é de reuso. :)

Brincos Uno feitos especialmente pra mim, menorzinhos.

1. Conta um pouco sobre você e sua história. :)

Quando ainda bem nova, eu montava algumas bijuterias para meu próprio uso, sempre gostei de brincos com um lado diferente do outro, mas era bem difícil encontrar algo assim para vender, então comprava conjunto de colar e brincos iguais, e como o pingente do colar era sempre maior, eu desmontava tudo e assim criava meus brincos com um lado maior do que o outro.

O ano de 2005 foi o ano em que a empresa onde eu trabalhava faliu e fui obrigada a trancar a faculdade de biologia. Me vi fazendo bijuteria e vendendo para as amigas como uma forma de renda extra.

Um dia olhei para o lixo seco que eu separava para o catador do meu prédio, e uma garrafa pet dourada de refrigerante me chamou a atenção, achei ela linda demais e pensei no que eu poderia transformá-la, e adivinha o que nasceu dali? Brincos lindos e junto com eles nascia a minha marca. Da garrafa pet dourada para as garrafas transparentes e em seguida para as latinhas de bebidas foi um pulo. Comecei tudo sozinha, com técnicas bem manuais e arcaicas, e com o dinheiro das vendas fui me especializando com cursos de joalheria e moda.

Colar Uno feito com embalagem de desodorante e lata de alumínio com 80% de upcycling.

2. Qual foi sua influência na hora de criar a marca?

Eu sempre fui aquela carioca da gema mesmo, que ama estampa e cores fortes até mesmo no inverno, de chinelo no pé e um par de biquínis sempre dentro da bolsa. Não suporto roupa desconfortável, sapato apertado e acessórios pesados. A Ecojoias é o reflexo disso tudo, tem uma pegada bem regional, que respira o dna brasileiro.

3. Como é o processo de produção das peças?

Todas as Ecojoias são feitas artesanalmente, com técnicas próprias e de joalheria.
Desenvolvo uma coleção por ano, sem seguir tendências nem estações, cada coleção é criada com base nas minhas experiências pessoais como viagens, sabores, lembranças de infância. As inspirações podem surgir do formato de um barco a vela, das folhagens, aves e até de algum prédio ou arquitetura.

Desenho as peças primeiro e depois monto os protótipos (alguns em papel cartão) para então confeccioná-los no material escolhido que pode ser em plástico, alumínio ou outro material. Esse processo do desenho até a peça final, pode durar 40 minutos ou 2 anos. Dependendo do projeto a peça pode dar super certo ou não ter um resultado final bacana, aí ela fica de molho.

Para cada uma existe uma técnica específica e um tratamento diferenciado, mas todas são tratadas com a mesma importância de um metal nobre: são separadas por tipo, espessura e cores, onde cada pedacinho não usado é destinado a reciclagem.

Não trabalhamos com estoque, as peças são feitas sob encomenda, com isso o cliente pode personalizar a sua peça, escolhendo a cor e tamanho que desejar, e ainda pode escolher peças de coleções mais antigas, que não saem de produção, deixando o consumidor livre para comprar quando desejar, sem a pressão de seguir temporadas.

Gargantilha Eclipse feita com reaproveitamento de plásticos.

4. De onde são os materiais utilizados?

Tenho parceria com algumas empresas que separam as latas de bebidas e garrafas pet em grande quantidade, mas a maior parte da matéria prima das Ecojoias vem de produtos domésticos como embalagens de amaciante, frascos de shampoo, produtos de limpeza. É um trabalho de formiguinha, recebo doações dos vizinhos do atelier, de amigos e dos próprios clientes das Ecojoias.

Existe um trabalho de conscientização ecológica depois que o cliente toma conhecimento do conceito e do material utilizado nas peças, ele nunca mais olha para o seu "lixo" da mesma forma, ele passa a ver valor e beleza nas coisas que descartamos diariamente.

Bracelete Gladiadora feita de garrafa pet e fio de algodão.

5. Qual a reação das pessoas quando elas descobrem que as peças são de "lixo"?

O bacana é que ninguém percebe que o material vem do lixo, não dá pra criar uma peça, olhar para ela e ainda ver o material de descarte ali, fica over. Por isso todas as peças acompanham uma tag explicativa sobre o material utilizado e também a porcentagem dele.
Uma das coisas que mais amo nessa vida, talvez a que eu realmente mais ame nessa vida é ler. Troco filmes e séries facinho por uma pilha de livros, sou completamente apaixonada. E, por ser designer, amo um livro físico, com um projeto gráfico incrível. Só que, com essa empreitada lixo zero, comecei a pensar na possibilidade de não comprar tantos livros, ter versão digital deles, essa coisa toda. E aí eu comprei um kindle que mudou a minha vida. Acho super confortável de ler, é prático, barato (livros digitais são normalmente mais baratos), dá pra levar centenas de livros em só 200g na bolsa.

Mas, eu realmente tenho livros demais, uns 80. Mesmo sem ter comprado muitos livros depois de começar o blog, depois do kindle comecei a pensar que só quero manter comigo: 1) livros que amo e releio de vez em quando 2) livros de consulta, como os de receitas 3) livros raros ou especiais. Outros livros eu posso ler e depois passar pra frente. Gosto de dar livros que já li e foram incríveis pra outras pessoas que sei que vão se identificar com eles.

Livro que recebi em uma troca feita no Skoob, a edição de janeiro da Tag Experiências Literárias :)

E aí eu descobri um outro jeito de trocar livros, pelo Skoob e queria muito compartilhar aqui pra mais gente usar. Não só é legal porque a gente mantém aquele livro em movimento, garantindo que a energia usada pra fazer e transportar ele até você tenha valido a pena, como é um jeito barato de ter livros, já que o único custo que você tem é na hora que envia seus livros. ;)

O Skoob é uma rede social de livros e leitura que eu uso tem uns oito anos já. Eu coloco tudo o que eu leio lá no meu perfil e adoro ver as listas de livros lidos no ano, meta de leitura, etc. Existe uma funcionalidade no site que chama Skoob Plus, que serve pros usuários trocarem livros mas que eu nunca tinha nem investigado nem usado até um tempinho atrás.

COMO FUNCIONA


  • Você cadastra os livros que você quer trocar. Dá pra colocar foto, descrição do livro e o valor. O valor é em créditos, não reais. Livros normais custam $1 e livros mais especiais, capa dura ou mais raros, $2 ou mais.
  • Você espera alguém que queira seus livros entrar em contato. Aparece uma solicitação e assim que você aceita, os dados de envio da pessoa aparecem. Aí é só embalar (com o mínimo de papel possível pra poder ser reciclado), ir aos correios e mandar o livro (tem um tipo de envio pra livros que é mais baratinho, nenhum dos que enviei deu mais de 9 reais).
  • Depois de você enviar 2 livros, você pode pedir um. Você vai ter $2 ou mais créditos agora. A busca não é lá muito boa, mas pra mim ajudou ter alguns títulos marcados como Desejado, tem uma aba especial pra esses. Ah, e eventualmente alguém vê que você quer esses livros e manda uma mensagem pra você, avisando que ela tem pra trocar.
  • Pronto! Aí é só esperar. :) O mais legal é que como a troca é em créditos, você pode mandar qualquer livro e receber qualquer também. Eu mandei já 4 livros e recebi 1 (tô querendo uma trilogia que tá difícil de achar pra troca).
  • Depois que você recebe o livro, as duas pessoas se dão uma nota. Então é legal de ver a reputação da pessoa de quem você tá solicitando o livro. ;)

PRA LER MAIS E ENTENDER MELHOR

_Como funciona o Plus do Skoob com todas as instruções deles, aqui.

Eu não gosto de passar hidratante, cês já sabem né? No rosto eu até desgosto menos, porque temo o hábito de passar algum óleo vegetal ou hidratante antes de dormir, aí não fico o dia inteiro melada. Mas no corpo, minha gente, é difícil demais eu lembrar e me esforçar pra fazer isso.

Aí eu fiz aquela receita (maravilhosa) do hidratante natural só com óleos e manteigas vegetais que foi um sucesso, muita gente fez também! E muita gente comentou que era muito oleoso. Bom, são óleos e manteigas vegetais, não tem como ser muito diferente. Era o que eu achava, porque foi com a Eliz do Cosmetologia Orgânica que eu descobri que alguns óleos e manteigas têm velocidade de absorção diferente na pele – além de fatores como refino, qualidade da matéria-prima, etc.

E então eu queria uma receita que fosse menos sofrida de usar, porque eu sigo detestando passar hidratante. E descobri a manteiga de manga, que além de ser brasileira, tem um toque aveludado quando a gente passa na pele, diferente do óleo de coco, por exemplo. Fiz uma pesquisa e fiz essa receita super fácil que resultou numa manteiga corporal ótima pra usar no verão e em lugares quentes e/ou por pessoas que também tem aflição daquele toque super melecado dos hidratantes.



AS MANTEIGAS E ÓLEOS USADOS


Manteiga de manga: manteiga obtida do caroço da manga, tem um cheiro característico super doce, cor levemente amarelada. É suavizante, calmante e hidratante. Tem um toque não-oleoso, aveludado.

Óleo de abacate: hidratante, calmante e suavizante. O óleo de abacate é uma alternativa mais barata e que tem produção nacional ao óleo de jojoba e azeite de oliva. Ambos são ricos em vitamina E e tem uma absorção muito boa pela pele.

Óleo de calêndula: provavelmente não é óleo vegetal da calêndula (pelo que conversei com a Eliz, não existe mesmo!) e sim uma infusão de algum óleo vegetal com as flores da calêndula, que tem ação antiinflamatória, cicatrizante. 

Esses três ingredientes foram escolhidos por mim porque além da manteiga de manga e do óleo de abacate garantirem um toque menos oleoso, mais confortável, eles também são ingredientes perfeitos pra quem tem uma pele sensível, que é meu caso.

COMO FAZER


Você vai precisar de:

  • Cerca de 30g de manteiga de manga
  • 15ml de óleo de abacate
  • 15ml de óleo de calêndula
Como fazer:


  1. Coloque todos os ingredientes em uma vasilha de vidro.


  1. Bata com uma batedeira até emulsificar bem os óleos. Não precisa esquentar e derreter, o que garante as qualidades dos óleos intactas, porque eles não são durinhos como a manteiga de cacau.

  1. Guarde em um potinho de vidro esterilizado, de preferência escuro. Eu coloquei em um potinho com válvula, mas depois de uns dias a mistura ficou mais durinha e tive que derreter tudo em banho maria e colocar em outro potinho de vidro, então fica a dica de não usar um potinho com válvula (não importa a temperatura onde você mora, tava 40ºC aqui e não ficou mais líquido não)!

PRA LER MAIS:



→ Quem for no Workshop de Beleza Natural aqui em Floripa, vai levar pra casa um hidratante parecido, com manteiga de manga, manteiga de cacau e surpresas! Clica aqui pra saber mais. ;)
Oi! :)

Finalmente vou dar um workshop na minha cidade, Floripa. Esse workshop é um convite a redescobrir os cosméticos e tratamentos de beleza, com receitas feitas em casa, simples e eficazes. É um convite a uma vida com menos químicos, mais simples, com menos embalagens e mais saúde.

Os cosméticos comuns são produzidos com muitos químicos sintéticos comprovadamente nocivos. Passamos nossa vida toda absorvendo ou entrando em contato com detergentes potentes, conservantes derivados do petróleo, ingredientes potencialmente alergênicos sem saber que eles estão ali. Ter uma rotina de beleza natural é poder ficar livre de tudo isso. :)




VAMOS FALAR DE:


- O que precisamos pra ter uma pele saudável, muito antes dos cosméticos;

- Ingredientes nocivos mais comuns presentes nos cosméticos convencionais e por que evitá-los;

- As vantagens de se ter uma rotina de beleza mais natural;

- Sabonetes e como limpar a pele de forma menos agressiva;

- Tônicos faciais fáceis de fazer em casa;

- Como hidratar a pele com óleos vegetais;

- Como combater espinhas de forma natural;

- Outras formas de tratar a pele: máscaras e esfoliantes.


COMO VAI SER


Vamos conversar sobre os químicos nocivos presentes nos cosméticos comuns mais usados, aprender como identificá-los e evitá-los. Os primeiros passos pra ter uma pele boa que não envolvem cosméticos.

Depois, vamos sentar todos juntos pra cada um testar algumas receitas disponíveis enquanto eu for explicando como usar e manipular. Vou mostrar como fazer a receita da manteiga hidratante 100% vegetal que cada um vai levar pra casa.

O QUE VOCÊ LEVA PRA CASA


- Um caderninho com todo o conteúdo do workshop incluindo as receitas;

- Um potinho com cerca de 120g de uma manteiga hidratante multiuso (corpo & rosto) 100% vegetal.


INSCRIÇÕES

Inscreva-se aqui no site do Sympla ou aqui abaixo:

O primeiro lote vai até o dia 25/03 ou enquanto durarem os estoques.

A Bioart foi uma das primeiras marcas naturais que conheci quando comecei a procurar por isso. Na época eles tinham menos produtos, mas todos pareciam muito legais – principalmente por usarem argila na composição, que faz com que esses produtos tenham função terapêutica também.

Recebi alguns produtos de presente e aproveitei pra fazer uma entrevista com a criadora da marca, a Soraia Zonta. Ela é especialista em desenvolvimento de formulações de cosméticos pela Associação Brasileira de Cosmetologia e criou a Bioart por ter uma pele muito sensível. Ela não encontrava produtos pra usar e resolveu criar a própria marca de maquiagens e cosméticos naturais, orgânicos e veganos. E já ganhou prêmios como “Homenagem Jovem Empreendedora Beleza” da Ecoera e Vogue 2015 e o “Prêmio Mulher de Negócios: Categoria Ouro” do Sebrae 2015 - 2016.

Além das maquiagens, a Bioart também tem perfumes, sabonetes, hidratante pro rosto e máscaras de argila. Lê até o final porque tem: minha opinião sobre os produtos que testei (lembrando que não sou expert em maquiagem, é minha opinião como usuária comum, assim como você!), todas as perguntas sobre a história da marca e também as perguntas dos leitores lá do nosso grupo do Facebook que falam sobre o valor final dos produtos, os conservantes e a preocupação com o descarte das embalagens.

Máscaras de argila dourada e roxa

Os produtos que testei

Rímel: foi o primeiro rímel natural que testei. Não gostei, achei que ele é leve demais, quase não sinto diferença. Além disso, senti que ele derrete muito rápido e costuma borrar e sair fácil - talvez seja porque em Floripa é super úmido. Faz bastante tempo que comprei, talvez a formulação tenha mudado, mas não testei o novo.

Base: adoro o cheiro da base, que é bem doce e lembra baunilha. Mas a cor não é a certa pra mim, que sou bem clara e rosada. A base tem aquele tom amarelado - bem brasileiro - e é um pouco mais escura que minha pele. Apesar de que você pode esfregar bem com a mão ela no rosto que ela fica um pouco mais clara. A cobertura é bem bem leve.

Primer: gosto bastante da textura que o primer dá na pele. Realmente dá aquela "aveludada". É muito bom pra usar sombra de pó solto depois, fica bem grudadinho.

Sombras: eu fiquei impressionada com as cores e brilhos das sombras. Minha preferida é a sombra iluminadora, que praticamente não tem cor, é só brilho. Minha vontade é passar no corpo todinho, hehe. O único problema é que elas são pó solto, que faz uma bagunça maior (na minha opinião).

Blush: uso o blush terracota que tem uma cor super bonita. Ele é bem pigmentado. Não me acostumei muito bem com a embalagem, que tem uma esponjinha pra passar direto porque prefiro passar tudo com pincel.

: fazia um tempão que eu não usava pó. Eu adorei esse, porque senti que ele tem uma cobertura legal e, principalmente no verão, dá pra usar primer + pó no lugar de base. É mais leve e controla aquele brilho de suar muito.

Máscaras de argila: as máscaras de argila vem prontas pra usar, com argila + óleo vegetal. São vários tipos, várias cores. A ideia é muito legal, já que é só passar. Eu confesso que prefiro fazer a mistura na hora com a argila e adicionar óleo essencial, vegetal ou outra coisa conforme a necessidade.

Base super cheirosa e Primer

1. Como surgiu a Bioart?

A Bioart surgiu a partir de um sonho e de uma necessidade pessoal. Tenho a pele muito sensível e alérgica.  Após trabalhar 8 anos na área de matérias primas naturais e orgânicas para cosméticos, percebi o quanto o Brasil estava distante em desenvolver maquiagens ecológicas e foi então que resolvi me dedicar em ser pioneira a criar minha própria seleção de maquiagens ecológicas e que pudessem trazer benefícios de tratamento a pele sem causar alergias.

Comecei idealizando e criando os produtos que eu mais queria usar e não encontrava no Brasil. Esses primeiros desenvolvimentos e criações ocorreram em parceria com laboratórios internacionais que fornecem ingredientes naturais e orgânicos com rastreabilidade e testes clínicos.

2. Qual o diferencial dos cosméticos da bioart de outras marcas?

Argila certificada em granulometria especial, fábrica própria que preza princípios de sustentabilidade desde a seleção de ingredientes até a produção final e processos aplicados na fábrica, enquanto muitas marcas produzem seus cosméticos em outras fábricas terceirizadas.

Rastreabilidade dos ingredientes para garantir que nenhum ingrediente foi testado em animais. A pioneira no Brasil a criar e fornecer refil para maquiagem para poder impulsionar o consumo consciente de reutilização de embalagens. Produtos naturais orgânicos e veganos, conhecimento sobre o processo de extração dos ingredientes na natureza.

Além da preocupação com os ativos, a Bioart se preocupa na forma de extração dos ingredientes no meio ambiente de forma sustentável. Este é um grande diferencial, realmente pesquisar a fonte e os processos para obtenção de ingredientes. Exemplo: muitas empresas utilizam argila. Mas quando pesquiso a fonte, descubro que são argilas extraídas sem garantia de reprodutibilidade e sem manutenção do solo e das plantas ao redor.

A Bioart utiliza argilas de fonte validada pela Ecocert que garante que todo processo seja ecologicamente correto. Posso lhe garantir, pois fui co-criadora da única empresa do mundo que fornece argilas e realmente apresenta todos os requisitos de sustentabilidade, além de testes clínicos que comprovam seus benefícios. Os demais ingredientes utilizados também passam por uma seleção bem criteriosa, pois não basta ser natural. Precisa ser natural e preservar toda a cadeia sustentável.

3. Quais ingredientes que os cosméticos da bioart têm e quais são seus benefícios pra pele?

Essa é a parte que mais me encanta falar. Os benefícios são os que mais devem ser divulgados, pois maquiagem convencional pode obstruir os poros, promover aumento de espinhas e manchas por conta das toxinas e ainda envelhecer a pele.

A Bioart utiliza ingredientes ativos Biomiméticos. Isso significa que imitam naturalmente a composição da pele. Isso faz com que a maquiagem possa receber: hidratação, remineralizacão, aumento de elasticidade, controle de oleosidade, prevenção de rugas, entre outros.

O blush terracota e o pó facial na mesma embalagem que já vem com aplicador

4. Qual o processo de criação dos produtos?

A criação de um produto da Bioart sempre nasce de um sonho de fazer um produto diferente do que já tem no mercado. Se vamos criar um pó facial ele precisa ser diferente, trazer resultados diferentes e ser especial para muitas pessoas. Se criamos uma máscara de argila com ingredientes da Amazônia, procuramos a melhor argila e os melhores ativos em alta concentração para que se possa manter todos os ativos em um pequeno pote. Não pensamos em vender produtos em grandes potes onde os ativos são diluídos para serem mais baratos.

Ouvimos muito a necessidade das clientes Bioart, o que elas sonham, desejam e tem dificuldades para encontrar e aí então, se for possível dentro da linha de natural orgânico, vegano e sustentável nós vamos criar.

5.  Como vocês veem esse movimento da beleza natural e mais consciente aqui no Brasil?

O movimento da beleza natural e orgânica está crescendo. Quando iniciamos em 2010 era ainda um sonho distante, as pessoas não tinham a informação correta e comparavam um produto natural e orgânico com marcas que usam nomes de naturais e não são verdadeiramente naturais.

Outras pessoas ainda têm dificuldade de entender que um produto natural e certificado pela Ecocert não são caseiros ou artesanais e sim que são produtos com muita pesquisa e desenvolvimento em tecnologia verde.

Dúvidas dos leitores do UASL feitas lá no nosso grupo do Facebook:


1. Quais são os conservantes usados nos produtos de vocês (principalmente por conta da argila)?

Nossos conservantes naturais são: Citrus reticulata fruit extract (conservante natural utilizado para conservantes de amplo espectro); Glyceryl Caprylate (conservante natural validado pela lista EcoCert); Citrus aurantium dulcis oil; Tocopherol (vitamina E antioxidante);

Óleos Perfumados – Por se tratar de produto de caráter oleoso (óleos essenciais que auxiliam naturalmente na preservação do produto) além de antioxidante.

Blush, Pó e Sombras – Não possui conservantes por se tratar de pós naturais com características que não favorecem o crescimento de micro organismos. Não possui água como cremes, pó compacto, pasta que são fórmulas que precisam de conservantes.

2. Os produtos são livres de glúten e seguros para celíacos?

Nossos produtos são isentos de glúten e derivados.

As sombras que são lindas e brilham muito e são feitas de mica

3. O que vocês usam pra dar brilho / purpurina nos produtos? É biodegradável? 

Usamos micas, que são pigmentos minerais. Quando empresas naturais e orgânicas usam cores nos produtos, essas cores são de micas minerais aprovadas. As que usamos têm qualidade certificada pelo Ecocert e garantia de controle de que não causam alergias. Os corantes sintéticos, purpurina ou glitter [usados nos cosméticos convencionais] muitas vezes vêm da China e são tóxicos.

A Bioart é uma das únicas marcas do mundo que usa a argila como redução de micas, pois a argila tem um potencial maior para tratamento. A maioria das empresas usam apenas o pigmento das micas.

4. As pessoas sempre querem saber e entender o valor final dos produtos. Por que eles têm esse preço?

São vários itens que fazem um preço de um produto e tudo isso é ligado diretamente a qualidade e certificações. As argilas da Bioart por exemplo, são da única fonte certificada do mundo, que tem um custo altíssimo. A maioria das empresas vem de uma fonte não sustentável. Neste artigo falo deste processo.

Utilizamos o óleo de semente de uva certificado orgânico, enquanto outras empresas que pesquisamos no Brasil, usam um óleo de uva comum e super barato. A maioria das empresas que nós pesquisamos utilizam ingredientes sem justificar a fonte, a Bioart tem uma grande preocupação em pegar um produto de fonte renovável, certificada e com rastreabilidade. Encontramos muitos ingredientes que são testado em animais e são produtos naturais e que se dizem veganos, mas na rastreabilidade é onde detectamos que fazem o teste em animais. Não queremos fazer comparação dos nossos produtos com os demais, mas esta é uma forma de explicar a diferença.

Foram anos de pesquisas para chegar nestes ingredientes, um trabalho de desenvolvimento que envolve países como França, Italia, Japão, então isso requer também um investimento muito alto.

Outro exemplo: uma máscara de argila que vem de uma fonte que faz um monte de buraco na natureza, uma fonte com nenhum teste clínico e se compra por R$10,00 o quilo é diferente das argilas da Bioart, que vem de uma fonte totalmente renovável, onde pagamos em torno de R$100,00 o quilo, uma grande diferença, mas garantimos que não destrói a natureza, e a reprodutibilidade.

Também utilizamos os ativos das oliveiras para substituir os silicones e os petrolatos. São ativos muito especiais, com origem italiana, certificados, conhecemos as fontes e todo o processo de produção.

Outra questão é que a certificação também tem custo, ou seja, pagamos a EcoCert para a vistoria da nossa fábrica, ela tem como lei que sejamos biodegradável, principalmente na produção dos produtos, nossa fábrica tem controle de sustentabilidade que é muito mais caro na produção, sendo que a maioria das empresas não tem fábrica própria. Ou seja, manter uma  estrutura fabril sustentável é muito mais caro que uma estrutura de fábrica comum.

Sobre as maquiagens, não existe maquiagem natural e orgânica no mundo, feita com as argilas micronizada (custo bem elevado de matéria prima) sem que os produtos sejam caros, porque a matéria prima é cara.

Para nosso sabonete, não usamos nenhum tipo de fragrância e sim óleos essenciais de fonte orgânica reconhecida, utilizamos extratos aromáticos que vem dos Estados Unidos, que tem um controle de qualidade excelente e nenhuma empresa no Brasil usa, somente nós.

As embalagens das máscaras de argila


5. Qual a preocupação de vocês com o descarte das embalagens?

Nossa grande preocupação é de não gerar muito lixo, em questão disso somos a única empresa do Brasil que faz Refil de maquiagem e utiliza muito o vidro. Quando é impossível utilizar vidro, por não existir embalagem de maquiagens disponível, utilizamos um plástico que é reutilizado e pode ser descartado em lixo plástico.

Temos o refil de tudo, para que a pessoa tenha aquela embalagem por anos e geralmente tentamos fazer a embalagem resumida, pequena, porque isso causa um impacto também, quanto maior o tamanho da embalagem, maior o volume para transporte.

Temos a preocupação em fazer embalagens menores e produtos não diluídos, altamente concentrados e que não geram tanto impacto. Nossa fábrica sustentável segue todos os princípios de sustentabilidade possíveis e as embalagens também.

Nós recomendamos bastante as outras empresas para que também façam refil, para não gerar tanto lixo, mas ainda não temos a alegria de que todos participem desta causa.

Ontem foi dia da mulher e, pra muitas mulheres, foi um dia de lembrar o tanto de mulher incrível que está perto da gente. Além de lembrar que a gente segue lutando, todos os dias, pra viver em uma sociedade igualitária. Lembrei que ano passado fiz um post citando algumas mulheres maravilhosas (e conscientes) que eu me inspirava muito (clica aqui pra ver) e resolvi fazer uma segunda edição. Até porque não é e nunca será uma lista definitiva.

Então, se você quer se inspirar lendo, ouvindo, assistindo conteúdo produzido por mulheres desse mundo, senta e vê as minhas musas inspiradoras do dia-a-dia:



Alê Nahra, do Herbívora

Conheci a Alê pela indicação da Fabi Secches e foi amor à primeira vista. A Alê tem um blog/projeto que chama Herbívora e fala sobre plantas, hortas, bichos e várias coisas sobre consciência. Eu sempre acho incrível ver as coisas que ela faz porque parece muito verdadeiro, simples e feliz. E ela dá oficinas de horta e tem uma horta em casa, num apartamento!!!

Mona Soares, da Ewé Alquimias

A Mona foi uma descoberta dos grupos no Facebook de beleza natural. Eu já conhecia a marca dela, Ewé Alquimias, de muitas pessoas indicarem. O condicionador dela, natural, é um dos únicos que eu sei indicar. Ela é farmacêutica e dá vários cursos sobre beleza natural, tem apostilas e o blog tem muito conteúdo legal. Fora que eu acho ela uma pessoa muito good vibe e divertida nas redes. <3 Não sei como tem gente que não AMA a possibilidade de encontrar pessoas incríveis que moram longe via internet.

Fefa Pimenta, da Fefa Pimenta

Se você não conhece a Fefa, você precisa conhecer. A Fefa EMANA amor, sério. Fico tão, mas tão feliz de ter conhecido ela pessoalmente e começado a lavar meu cabelo com as alquimias que ela faz. Vocês já devem ter ouvido falar da Fefa que faz xampu sólido e sabonete. E ela é uma pessoa que dá gosto de acompanhar, ler, conversar. Mesmo antes da gente se conhecer melhor, eu já fui perguntar sobre cabelo pra ela e ela sempre foi incrível. Além de fazer produtos legais demais, demais mesmo. Eu se fosse você ia lá comprar alguma coisa agora. Rs.

Flavia Aranha, da Flavia Aranha

A Flavia tem uma marca que leva o nome dela com uma proposta que é algo tipo: se eu tivesse uma marca, seria assim -- mesmo sem eu saber que poderia ser assim. Tecidos de algodão, tingidos naturalmente (!), atemporais, com projetos sempre um mais incrível que o outro. Tem bazar e agora tem um projeto no estilo "brechó" que você pode devolver uma peça da marca que não gostou/não usou e ela é vendida com um preço bem abaixo das novas. Fora que é dela a receita do sabão líquido pra roupas que é in-crí-vel.

Bela Gil

Quando eu postei o outro post, muita gente me perguntou da Bela. Bom, a Bela vocês sabem né? Uma pessoa maravilhosa demais porque tem receitas gostosas que valorizam sabor e saúde. Dicas pra uma vida natural com receitas como desodorante, discussões aprofundadas e legais sobre escovar os dentes com cúrcuma, lancheira da filha. Eu amo a Bela, amo tudo o que ela faz e ela é uma super super inspiração pra mim.

Mari Pelli, do Roupa Livre

Quando eu comecei o UASL eu conheci a Mari meio por acaso, acho que muito porque eu já conhecia o namorado dela. O projeto do Roupa Livre é incrível, mesmo. Todos os projetos que ele engloba, aliás. Aprendi muito sobre consumo lendo as coisas que tão lá no blog delas e também no evento do Fashion Revolution do ano passado. E aprendo em qualquer conversa que tenho como ela, qualquer mesmo.

Naiara Lima, do Pedal Glamour 

A Naiara é minha amiga antes do UASL e dela criar o blog dela, o Pedal Glamour. Ela é engraçada, eu sempre me divirto demais quando saio com ela e olha, os textos que ela faz são bons de dar gosto assim. Se você já pensou em andar de bike e desistiu, se você é mulher e quer andar de bike, entra no blog dela porque vai ser libertador. <3

Marina Colerato, do Modefica

Se você gosta de: sustentabilidade, veganismo, moda, feminismo, vá ler o Modefica. No comecinho do UASL eu descobri o Modefica e fiquei pensando "ainda bem que existe esse lugar". Todo o conteúdo do Modefica é incrível. Se você puder, entra lá agora e lê uns 2 posts. Você vai se surpreender. Além disso, eu acompanho as discussões e questionamentos que a Marina faz nas redes pessoais e eu sempre, sempre mesmo, acho elas elucidativas, construtoras, etc.

Flávia Schiochet, do Tô Puta e Vou Cozinhar & do Verdura Sem Frescura

Você tem um momento pra ouvir falar da minha amiga maravilhosa que apenas, APENAS, tem um blog chamado Tô Puta e Vou Cozinhar e outro que chama Verdura Sem Frescura? Eu agradeço todos os dias que falo com a Flavinha porque ela é muito especial na minha vida. Nosso santo bate sempre, absolutamente sempre. E é tão bom conversar com ela sobre mil assuntos, porque ela é sempre inspiradora. E os textos dela, minha gente. Fiquem com esse título: Tomar maracujina pra não tomar no cu.

Eu agradeço todos os dias por ter encontrado essas mulheres na minha vida. Mais ou menos próximas de mim. Eu aprendo muito com elas, muito sobre as questões de sustentabilidade, cada uma na sua área mais específica, mas também sobre outras muuuitas questões -- pessoais, da vida, só coisa boa. Se eu puder dar uma dica: gruda nelas, segue todas. <3
Eu não lavo meu rosto com sabonete há meses e, por mais estranho que possa parecer, minha pele está menos oleosa e menos ressecada. Excesso de limpeza sempre causa esses dois sintomas: efeito reboot e pele com aspecto muito oleoso OU ressecamento e pele áspera, sensível e que descama.

Você pode evitar o sabonete pra tirar a maquiagem se sua pele for muito sensível ou estiver muito ressecada e maltratada. Esse demaquilante natural bifásico é fácil de fazer, rende bastante e é muito eficaz. O importante é tirar a maquiagem da pele, pra ela poder respirar, mas isso não significa usar sabonete necessariamente. ;)


Você vai precisar de:


  • 15 ml de óleo vegetal (pode ser qualquer um da sua preferência)
  • 15 ml de gel de aloe vera (industrializado, usei o da marca Live Aloe)

Como fazer:



  • Coloque os dois ingredientes em um potinho (de preferência escuro) com válvula spray. Pronto!

  • Na hora de usar é só chacoalhar bem e passar com spray direto no rosto ou direto no seu disquinho de crochê. Esfregar até sair a maquiagem.
  • Essa quantidade rende bastante, apesar de parecer pouco. Use por 1-2 meses.


→ Ah, se você não tiver gel de aloe vera pode usar um óleo vegetal puro, como o óleo de coco. Esfregue bem o rosto pra maquiagem "derreter" e tire tudo com disquinhos reutilizáveis de crochê.

→ Você não precisa enxaguar nem lavar o rosto depois. Por ser um óleo vegetal, ele vai hidratar seu rosto durante a noite, olha que multifuncional! :)
Maquiagem orgânica, natural e vegana que funcione tão ou melhor que as maquiagens que a gente sempre usou. Um corretivo que seja tão bom quanto o Touche Éclat da YSL. Ou o iluminador da NARS. Ou os batons da MAC. O conceito da BAIMS e o motivo pelo qual você também vai amar essa marca é mais ou menos esse: maquiagens de alta qualidade, ótimo acabamento – inspiradas nos grandes sucessos mundiais – mas orgânicas, naturais e veganas.

Tudo isso surgiu lá na Alemanha, onde a Luisa Baims foi morar em 2000. Lá, a onda mais sustentável já se instalou faz anos e existem opções boas de alimentos a cosméticos em vários mercados com preços acessíveis. Foi num dos países mais pioneiros em soluções urbanas pro desperdício e questões ambientais que surgiu essa marca de cosméticos, mas cujo foco sempre foi vender no e para o Brasil, justamente pela falta de produtos assim aqui.

Foi a Nyle do Lookaholic que contou pra gente nesse post quem a BAIMS era e que ela tava chegando no mercado. Eu, é claro, fiquei super feliz. E aí que eu ganhei alguns produtos da BAIMS e aproveitei pra fazer esse post-entrevista com a Luisa, fundadora da marca, pra saber mais e contar pra vocês algumas coisas muito legais de todo o processo da marca.

Lê até o final do post porque tem algumas perguntas que foram feitas no grupo do UASL no Facebook e também minha impressão dos produtos que testei! Se você quer saber e entender o porquê dos preços dos produtos, quais são os conservantes naturais que eles usam e sobre o descarte das embalagens, segue lendo:

O rímel natural que deixa os cílios pretos e lindos :O