Este post foi gentilmente patrocinado pela Mercur*

Reciclar é super importante pra reduzir o impacto do lixo no mundo. Mas quando a gente não tem coleta seletiva disponível, parece que não tem o que fazer. Mas tem sim! O esforço ideal pra reduzir o problema do lixo nas cidades é em conjunto com indivíduos (a gente), público (o Estado) e o privado (empresas, escolas, marcas, instituições, etc). Mas quando o governo deixa a gente na mão, precisamos 1) ir atrás pra que não fique tudo como está e 2) nos unir pra pedir pro poder público o que está faltando. :)

Existem muitos jeitos de lidar com o lixo de uma forma mais legal pra todo mundo e tudo começa com: se responsabilizar pelo seu lixo! Olhar pros resíduos que você produz e cuidar deles, separando, compostando, reduzindo, reciclando, reutilizando é o 1º passo pra um cuidado maior com isso. Eu falo muito aqui sobre reduzir o lixo, mas a gente precisa lembrar que junto com esse esforço, precisa ter também o esforço pra encaminhar corretamente t.u.d.o!

O que é reciclável: papel, plástico, metal, vidro, papelão, embalagens em geral que estejam limpas e secas. Tudo isso dentro de uma sacola plástica ou uma caixa de papelão, depende como é a coleta do lixo onde você mora.

Uma das coisas mais legais que você pode fazer pra garantir que seus resíduos recicláveis vão parar na reciclagem e não no aterro sanitário é se unir com os catadores de lixo da sua cidade! Mesmo as cidades pequenas costumam ter pessoas que trabalham com o lixo, algumas vezes até mais organizados através de cooperativas de catadores ou associações. Procure e combine o que ficar melhor pra vocês: pode ser toda semana em um dia e horário eles passam recolher os resíduos na sua rua ou casa; pode ser um ponto de coleta perto da sede da cooperativa. Se você não faz nem ideia de como descobrir se tem ou quem são essas pessoas na sua cidade, baixa o app Cataki! Ele une as pessoas que querem reciclar com as pessoas que trabalham com resíduos secos.

Crédito: Freepik

A Mercur faz isso há mais de dez anos e é um exemplo do que toda empresa deveria fazer: se responsabilizar pelos resíduos que gera. Todos os resíduos recicláveis (papel, papelão e plástico) são doados para a Coomcat (Cooperativa de Catadores de Santa Cruz do Sul). Além da questão ambiental, também existe a responsabilidade social de entender que essa ação ajuda a gerar renda e manter um trabalho muito importante com essas pessoas que são muitas vezes esquecidas ou pouco valorizadas nesse ciclo do lixo urbano.

Além das doações de resíduos, a Mercur também contrata a Coomcat pra outros serviços, também empresta profissionais pra realizar manutenções na cooperativa e o mais legal: a parceria inclui visitas de funcionários da Mercur à cooperativa, como parte dos espaços de aprendizagem que fazem parte do plano de educação da empresa. É super importante que todo mundo conheça a realidade desse trabalho que, de acordo com a ONG Pimp My Carroça (1), coleta 9 em cada 10 quilos de material reciclado no país.

Outro local para onde a Mercur encaminha seus resíduos sólidos é a FUPASC (Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul). Tem processos de compostagem de pó de fumo das fumageiras e de resíduos orgânicos como papel higiênico, resíduos de alimentos, cinzas de caldeira, entre outros que se tornam adubo orgânico vendido depois. A Fupasc também centraliza a destinação de embalagens de agrotóxicos das associadas e outros resíduos perigosos. Assim como a Coomcat, a Fupasc também tem visitas como parte da formação dos funcionários pra essa questão do lixo!

A gente fala muito de logística reversa das empresas, cobra muito que as embalagens sejam recicláveis e os produtos retornáveis e sustentáveis, mas falamos pouco sobre a responsabilidade de todo mundo em encaminhar os resíduos pra reciclagem principalmente quando não tem coleta seletiva disponível pela prefeitura.

É o que todo mundo deveria fazer, porque a gente deixa de jogar dinheiro fora, dá trabalho pras pessoas, aprende a lidar com o lixo de uma forma mais responsável. Vamos cobrar as marcas sobre o destino dos resíduos delas? Vamos parar de desculpa e usar o Cataki pra achar um catador perto da gente?

E pra ir além: descubra quem são os vereadores da sua cidade e veja como está a situação desse caso específico para saber o que fazer. Talvez você precise criar um abaixo-assinado, talvez você precise ir em uma reunião na Câmara municipal, mas é preciso cobrar.

Pra ler mais:

– O post Como ter um negócio mais sustentável e que gere menos lixo.

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*Atuando sempre em função das pessoas, a Mercur propõe ajudá-las no desenvolvimento do seu bem-estar. Para isso, tem como base o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis. A empresa busca estar presente em diálogos significativos que promovam reflexões sobre o mundo em que vivemos. Essa publicação é o início de um relacionamento que a Mercur deseja ter com as pessoas sobre assuntos que considera importante. Fique à vontade para acompanhar os seus canais: Portal MercurFacebookTwitterYoutube.
Esse é um post curtinho mas com muito significado! <3

Julho é mês de aprender a viver sem plástico, especialmente os descartáveis que a gente usa uma única vez. Esse movimento, #plasticfreejuly, começou em 2011 e cresceu tanto de lá pra cá que hoje é uma ONG especial só pra falar do problema do plástico no mundo.

É muito importante a gente recusar esse tipo de resíduo em primeiro lugar, porque normalmente descartamos errado, usamos por segundos e é um material que a previsão é durar meio milênio! Mais  de 40% de todo plástico produzido foi usado uma única vez e jogado fora. São copos, cotonetes, talheres, sacolinhas, absorventes, garrafas, etc etc sem fim.

Ter um kit lixo zero sempre na bolsa ajuda a recusar todos os descartáveis na hora de comer fora de casa. Foto: Felipe Machado.

Vamos começar? Seguem algumas trocas bem fáceis:

  • Levar sempre uma garrafa de inox ou vidro pra evitar as garrafas de água feitas de plástico.
  • Ter sempre um copo ou caneca pra recusar os descartáveis.
  • Dizer não pros canudinhos ou ter um seu reutilizável sempre na bolsa!
  • Fazer compras levando sua sacola ao invés de usar as sacolinhas de plástico.
  • Usar cotonetes só se realmente necessário (no ouvido faz mal, viu!) e escolher sempre os de haste de papel.
  • Recusar comprovante ou 2ª via da compra no cartão.

Enquanto isso, não esqueça de separar seus resíduos plásticos e encaminhar para a reciclagem, isso é muito importante pra diminuir a quantidade desse material nos aterros sanitários e nos oceanos. Se não tiver coleta seletiva na sua cidade, procura uma cooperativa de catadores de lixo! Dá pra usar o app Cataki pra isso, ó que legal.

Vai ter mais um montão de posts lá no instagram @umanosemlixo, é só seguir as tags #julhosemplastico! E postar também! Vamos lotar essa tag durante esse mês contando as mudanças que a gente já fez ou tá fazendo pra evitar esse resíduo desnecessário? :) 

_ Se você quiser um checklist (em inglês) do Plastic Free July, clica aqui.
Este post foi gentilmente patrocinado pela Mercur*

Pensar em um negócio mais sustentável é repensar alguns hábitos de empresa que estão automatizados quando a gente entra em uma ou cria uma. Dá pra reduzir o lixo com algumas ações muito simples, mas para funcionar, é preciso que todas as áreas da empresa se comprometam. Não adianta passar um memorando só, precisa treinar as pessoas. Quem trabalha diretamente com o descarte do lixo, como o pessoal da faxina, precisa aprender o novo método de fazer a separação e o descarte, por exemplo.



Isso é muito importante porque, como empresa, você produz muito mais lixo que você como pessoa. A quantidade de resíduos que pode ser economizado é absurda, além de melhorar a consciência das pessoas que trabalham com você e da própria imagem da empresa.

Nesse post eu quis dar dicas que podem ser implementadas em qualquer tipo de empresa, sendo ela de um produto ou serviço mais sustentável ou não. Porque é muito importante que inclusive as empresas que não sejam "eco" façam o mínimo do mínimo com relação ao lixo gerado.

Para mais além, precisamos repensar os próprios produtos em si para que eles não tenham mais um ciclo de vida linear que consiste em compra > uso > descarte. Num modelo circular, o produto é comprado > usado > reciclado para voltar ao início do ciclo. E pensar em ações que vão além do lixo: são ações que envolvem a sustentabilidade das pessoas que trabalham na empresa.

Coisas que toda empresa deveria implementar já


Parar de disponibilizar descartáveis


Tirar os copinhos plásticos dos funcionários e dar uma caneca para todo mundo tomar seu café ou sua água na mesma caneca reutilizável! Quando não tem a opção que gera lixo, as pessoas criam o hábito e repensam o uso dessa opção.

Em locais que vendem comida, já dá para não ter canudos e copos plásticos. É só ter opções reutilizáveis como canudo de metal ou bambu e copinhos reutilizáveis como os do Meu Copo Eco.

Existem opções biodegradáveis (e até comestíveis) das bandejinhas de isopor para levar comida, de marmitas, etc. Conheço a Oka Bioembalagens e a Embrapec!

Ter um porta canecas desse deixa o escritório mais lindo e com menos desperdício.

Colocar torneiras que desligam sozinha e descargas rápidas


Quase toda empresa já pensa nisso, mas não custa lembrar que quanto menos água se gasta, melhor. Torneiras que desligam sozinhas, com aeradores de água, gastam muito menos e previnem desperdício. Isso impacta tanto no meio ambiente quanto na conta do mês.

Parar de imprimir coisas desnecessárias


Apesar de estarmos num momento super digital, muitas empresas ainda têm o costume de imprimir muitas coisas. Será que não caberia uma mudança pra ter documentos só em suas versões online, com um bando de dados acessível e organizado?

O que precisa ser impresso, evitar as tintas coloridas, deixar as impressoras no modo econômico como padrão e reutilizar o verso para anotações. Também dá para separar esses papéis do resto do lixo reciclável e até vender!

Colocar avisos nos interruptores para desligar a luz


Avisos simples, pequenos e que lembram de desligar a luz ao sair da sala, desligar o ar-condicionado, desligar as telas e os computadores quando você não está usando. Dá para automatizar algumas dessas coisas com sensores que acendem a luz em ambientes pouco usados como a cozinha ou corredores; a TI pode configurar que a proteção e descanso de tela seja mais rápido para desligar os monitores ou deixá-los em modo de espera.

Separar o lixo reciclável


Imprescindível. Se não tem coleta seletiva na sua cidade, aproveita que você faz parte de um negócio e vai atrás de outras empresas para ver o melhor jeito de resolver isso. Você pode pressionar a prefeitura, pode combinar com uma associação de catadores de lixo que vocês vão entregar o lixo separado todo dia x, pode até vender para alguma empresa.



Separe papel, papelão, plásticos, metais, vidro em um lixo destinado ao lixo seco, o chamado resíduo reciclável. Esse lixo normalmente vai em uma sacola mais clara (verde ou azul). Só vale colocar ele na rua no dia exato da coleta seletiva, senão ele vai ser levado pelo caminhão do lixo comum para o aterro sanitário!

Crie Pontos de Entrega Voluntário (PEVs) de lixos especiais como pilhas e baterias, lixo eletrônico, materiais de escritório, óleo de cozinha, etc. Você pode pedir uma caixa para descartar esse lixo com a Terracycle e tornar sua empresa um ponto de coleta para mais pessoas além dos funcionários, olha que incrível.

Se possível, veja como destinar corretamente o lixo orgânico e fazer compostagem dele. Existem algumas empresas que coletam esse resíduo e, dependendo da disponibilidade de espaço, vocês podem ter composteiras na própria empresa.

Coisas mais além para negócios serem sustentáveis


Esses passos são para serem implementados aos poucos, mas gradativamente e sem parar. Podem parecer irreais, por isso vou citar somente ações que a Mercur tomou e alguns resultados, para vocês verem que é sim possível.
  1. Priorizar matérias-primas, produtos ou embalagens de materiais renováveis e/ou recicladas, impactando menos no meio ambiente.
  2. Desenvolver produtos com maior vida útil.
  3. Implementar estações de tratamento dos efluentes para não jogar água contaminada nem esgoto nos rios.
  4. Separar o lixo e doar o material para associações de catadores de material, gerando renda e incentivando a economia local.
  5. Reduzir a diferença entre o maior e o menor salário, dando aumentos maiores e graduais para quem tem menores salários e aumentos em % menores para quem tem os maiores salários. Assim, com o tempo, a diferença vai diminuindo gradativamente.
  6. Utilizar cada vez mais a água da chuva para as operações industriais especialmente em resfriações de caldeiras, geração de vapor, etc.


  7. Diminuir as importações e exportações e valorizar os produtores locais, fortalecendo a economia do seu país e os trabalhadores da sua região.
  8. Investir em pesquisa e desenvolvimento para produzir produtos que sejam menos impactantes (embalagens, etc). Investir especialmente em produtos que sejam pensados para o descarte, ou seja, que sejam 100% recicláveis ou 100% compostáveis e que, assim, cumpram o ciclo de vida de uma forma que voltem pro mundo, pensando na logística reversa. "Eliminar o conceito de desperdício significa projetar as coisas – produtos, embalagens e sistemas –, desde o início, com o entendimento de que o desperdício não existe." (1)
  9. Mudar a alimentação dos funcionários introduzindo os alimentos orgânicos. No caso da Mercur, a empresa se aproximou de cooperativas locais para comprar os alimentos e garantiu uma renda mensal para esses pequenos produtores.
  10. Medir e reduzir as emissões de carbono da empresa, com um plano de compensação através do plantio de árvores para ser neutros em carbono.
  11. Evitar e trabalhar para garantir o fim dos testes com organismos vivos inclusive com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias se assim for preciso.
  12. Assumir o compromisso de uma política de logística reversa que tem vários pressupostos: desde o que será lançado, o que segue nos catálogos de produtos, se o produto é realmente necessário, qual a fonte e o tipo de matérias-prima utilizada, se quando em desuso poderá ser reciclado.
Parece muito além do que a gente costuma pensar sobre, mas é o mesmo caminho de reduzir o lixo em casa: aos poucos. Primeiro você precisa analisar o problema, depois criar soluções para ele. No caso de uma empresa, ganha também o bolso porque normalmente essas ações fazem as contas diminuírem muito e as pessoas trabalharem melhor e mais felizes. É possível sim. A Mercur é um exemplo vivo do que toda empresa deveria estar fazendo.

Para ler mais:

– O documentário Demain que eu falei nesse post tem uma parte justamente sobre empresas e negócios, é bem lindo de ver como empresas "comuns" podem fazer tanta e até mais diferença que as "sustentáveis".
– O livro Cradle to Cradle (em português!), disponível na Amazon.
– O livro Narrativas da Mercur que conta justamente como eles mudaram a gestão da empresa e as ações que foram feitas.

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(1) Do livro Cradle to Cradle: Criar e Reciclar Ilimitadamente de Michael Braungar e William McDonough.

*Atuando sempre em função das pessoas, a Mercur propõe ajudá-las no desenvolvimento do seu bem-estar. Para isso, tem como base o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis. A empresa busca estar presente em diálogos significativos que promovam reflexões sobre o mundo em que vivemos. Essa publicação é o início de um relacionamento que a Mercur deseja ter com as pessoas sobre assuntos que considera importante. Fique à vontade para acompanhar os seus canais: Portal MercurFacebookTwitterYoutube.
Este post foi gentilmente patrocinado pela Weasy

Se você tem cachorro em casa, é muito provável que tenha se perguntado como que eu faço com as necessidades da Filó aqui para tudo ser lixo zero. A gente não usa jornal nem tapete higiênico. Desde que eu descobri que existiam sanitários para cachorro, usamos essa opção. Se você nunca ouviu falar, é o equivalente à caixinha de areia dos gatos. :)

O jornal sempre foi uma solução fácil para a maior parte dos cães que ficam dentro de casa, mas na hora de descartar ele precisa ir pro aterro sanitário dentro de um saquinho plástico. :( O tapete higiênico foi uma invenção mais recente que nada mais é que uma fraldinha: tem algodão, plástico, etc ali que impedem a reciclagem e a decomposição vai pra casa de centenas de anos. Além de serem bem caros. Pior ainda.

O Weasy da Filó é amarelinho! :)

Existem muitos modelos de sanitários, mas hoje eu queria falar de um em especial que desde que descobri fiquei apaixonada. O Weasy é um sanitário feito no Brasil e criado pela Lara e pelo Fábio. Como eles são donos de cachorros, pensaram nesse produto resolvendo vários problemas que eles viam nos sanitários comuns e em outras formas de lidar com as necessidades dos bichinhos em casa. É por isso que o Weasy é maravilhoso.

Como o Weasy funciona: uma mangueira leva o xixi pro ralo e na versão com entrada pra água, uma mangueira leva a água da torneira pro Weasy pra hora da descarga.

Como o Weasy funciona?


O Weasy é muito legal porque com ele você pode dar uma descarga e mandar o xixi do seu cão direto pro ralo. Ele tem um caimento (olha a foto abaixo) que direciona todo líquido pro centro do sanitário e aí o xixi escoa direto pela mangueira e pro ralo onde você instalar ele. Todos os modelos tem essa mangueira que joga o xixi direto para o ralo na hora que o cão faz!!! Desse jeito o xixi não fica ali empoçado e você não sofre com cheiro ruim, além de ser muito mais tranquilo de limpar no futuro. Por causa do tapetinho de borracha o cachorro também não pisa no xixi, ficando com as patinhas limpas.

Sem mais fraldinhas descartáveis, usar um montão de água ou de produtos de limpeza pra limpar a área de serviço! :)



Só isso já seria incrível e suficiente, mas o Weasy tem mais opções!

No Weasy com entrada de água, você usa uma derivação na torneira e faz uma ligação que dá de fato a descarga que eu falei antes. A primeira vez que liguei a água fiquei muito chocada porque ela não sai de um ponto só. Esses vários furinhos ao redor do sanitário são de onde a água escorre pra limpar por igual a superfície toda!!! É incrível demais.

Se você precisar, tem essa pecinha para fazer a derivação da água na torneira e poder continuar usando ela no tanque normalmente.

Se você não quiser usar água potável pra isso, pode fazer como eu e reaproveitar a água com sabão que sai da máquina de lavar roupa, jogando com um regador no seu sanitário! Nesse caso você pode escolher o Weasy sem entrada para água e "dar a descarga" com um copinho ou regador.

Para quem tá sempre fora de casa e não consegue controlar essa saída de água da máquina, a opção da torneira é ótima para quando você chega em casa e vai limpar o banheiro do seu dog. Só não deixa muito tempo a torneira aberta, o planeta agradece.

O Weasy tem três tamanhos para todos os tamanhos de cachorros. A Filó é bem pequena, então o P é mais que suficiente. A Ramona, minha nova filhota que mora lá com Lucas deve ficar porte médio, então provavelmente vamos comprar um M assim que ela parar de crescer. Além da entrada de água e do dispenser, também existe a versão do Weasy para machos, com uma paredinha que escoa o xixi para dentro do Weasy – os meninos não ficaram de fora! :D A única coisa que você precisa ter é um ralo perto e espaço para colocar seu Weasy.

Como limpar o seu Weasy?


O dispenser de desinfetante é um acessório para ajudar na limpeza do sanitário com entrada de água. Você só precisa colocar dentro dele algo que tenha um poder de limpeza como vinagre ou o sabão líquido que ensinei aqui como fazer e bombear umas cinco vezes antes de ligar a água na torneira. Para os que não tem a mangueirinha ligada na torneira, é só adicionar à agua usada para a limpeza – o que fica dispensável se você reutilizar a água da máquina de lavar roupas.

Esse é o dispenser de desinfetante, tipo uma saboneteira, só prender na parede na melhor posição e ligar nele mesmo a entrada de água na conexão indicada.

Os cocôs você tira com uma pá e descarta no vaso sanitário! Se sujar o tapete de borracha do Weasy é só escovar com uma escovinha própria pra essa limpeza e jogar um pouco de água para enxaguar. Como tudo escoa direto no ralo, a limpeza é muito tranquila!

Outra vantagem é a economia. Apesar do Weasy não ser baratinho, a gente precisa olhar a longo prazo: comprando tapetinhos descartáveis você gasta cerca de R$550 por ano (levando em consideração o custo de R$1,50 por tapete como média do mercado e usando 1 tapete por dia – usei uma média de mercado). Já é mais que um Weasy! Com a vantagem de que ele vai durar a vida toda do seu cachorro, né?

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É difícil de adaptar o cachorro pra um sanitário?


Não, mas precisa de um pouco de paciência. Se ele já faz em casa, num lugar específico e no jornal ou no tapetinho, vai ser muito mais fácil. Monte o Weasy no mesmo lugar e coloque o jornal ou o tapetinho em cima dele nos primeiros dias. Apresente o sanitário e toda vez que ele cheirar ou subir em cima, dê uma recompensa. Aos poucos vá liberando o próprio Weasy para seu cão sentir a textura da cobertura dele e ir se acostumando. Se precisar, na loja do Weasy vende grama sintética que você usa em cima dele até seu cão aprender como usa. ;)

Foca na Filó, que a lavanderia não é muito bonita aqui em casa. A modelo usa um modelo P abelhinha.

Aqui a adaptação durou poucos dias, porque a Filó já usava um sanitário. Ela acabou fazendo no chão algumas vezes até eu puxar um pouco o Weasy para o "meio do caminho" e ela não errar. Depois disso tem sido só sucesso! A mangueira do xixi ficou um pouco mais visível que na foto e assim eu vejo quando tem xixi nela.

O primeiro sanitário que comprei era a versão mais simples possível: uma caixinha de plástico com uma tela vazada por cima. Ao longo do tempo essa solução foi criando um problemão: o sanitário foi ficando impregnado dos resíduos do xixi no plástico, o cheiro não ia embora de jeito nenhum e eu já estava triste de talvez ter que comprar um e sempre jogar fora, até descobrir o Weasy. Esse sanitário é muito mais incrível porque já escoa todo xixi, então não fica tudo sujo, não emite cheiro ruim, é fácil de limpar, gasta muito menos água na limpeza do que a que eu usava antes.



Gostou? Então vai lá no site do Weasy e segue eles nas redes sociais pra ver todos os posts, todas as opções de tamanhos e cores do produto que tenho certeza que você e ser cachorro vão aprovar como aqui em casa. Vem tudo o que você precisa pra instalar, mais as instruções de como fazer isso e até de como treinar seu cachorrinho. Sucesso!

Para ler mais:

Passei a vida inteira querendo um desodorante que funcionasse direito. Sério. Não nasci com a graça de ter pouco cheiro nas axilas e vivia incomodada com a sensação de que aqueles desodorantes simplesmente não funcionavam. Os aerosóis me dão alergia. O roll-on parece que gruda na roupa para nunca mais sair. Detestava os cheiros e os sem cheiros pareciam não existir e nem funcionar. E pra coroar, todos eles tinham alumínio e outros químicos potencialmente nocivos na sua composição. A busca por um desodorante natural continuava.

Mas por quê se preocupar com o alumínio? Estudos já mostraram que ele pode estar ligado a doenças como o Mal de Ahlzheimer ou câncer de mama. Por isso, evito ao máximo.

Desde que comecei o blog, testei muitas opções e resolvi listar elas aqui, porque são muitas que funcionam e são muito mais naturais!

Bicarbonato de sódio – R$2


Lembrei que um amigo já tinha me falado de usar bicarbonato de sódio como desodorante e ta aí o melhor desodorante que já usei! É só pegar um pouquinho e passar na axila com a mão. Também dá pra usar um pincel de maquiagem gorducho pra depositar o bicarbonato na axila. Você vai suar mais, claro, já que não é antitranspirante como os normais. É um sal com poder bactericida que combate as bactérias que produzem o mau cheiro ali. Além disso, um potinho custa cerca de R$1,50 e vai durar uns 2 ou 3 meses. Diferente dos desodorantes normais que custam mais de R$10 e acabam em menos de um mês.

Vale testar e ver se você não tem alergia ou alguma reação. Muitas pessoas falaram lá no grupo do Facebook do UASL que tiveram reação ao bicarbonato de sódio, várias amigas minhas vieram contar que não deu certo. Por isso: testa e no menor sinal de arder, lava bastante e suspende o uso! Mas calma que não acabaram suas opções.

Desodorante em creme com bicarbonato de sódio – R$5




Apesar do bicarbonato ser ótimo desodorante, ele é muito forte e a maioria das pessoas não tolera ele puro direto na axila. Por isso eu desenvolvi uma receita que é bastante suave, cremosa. Ela tem como base uma manteiga vegetal que ajuda a manter o bicarbonato na axila e também hidrata sua pele, amido que serve para absorver o suor e o bicarbonato em pequena quantidade para evitar alguma irritação. Clique aqui para ver a receita completa.

Teo e Aromaco, da Lush  – R$50



Os desodorantes da Lush, o Teo e o Aromaco, também são a base de bicarbonato de sódio (portanto, faça o teste se você tem alergia antes de comprar um deles). Usei o Teo por muito tempo, dura muito (uns 6 meses) e funciona superbem! É um dos meus desodorante favoritos. Ele parece uma barra de bicarbonato comprimida com cheiro bem forte de limão. Quando você passa ele dá uma esfareladinha. Ele custa R$51.

Composição: Sodium Bicarbonate, Creme de Tártaro (Potassium Bitartrate), Óleo de Semente de Damasco (Prunus armeniaca Kernel Oil), Cera Azul (Cera Microcristallina), Óleo de Melaleuca, Carbonato de Magnésio, Citrus limon Peel Oil (Óleo de Limão), Óleo de junípero, Óleo de Capim Limão, Uvas Verdes, Pétalas de Centáurea-Azul (Centaurea cyanus Flower), *Citral, *Eugenol, *Geraniol, *Citronellol, *Limonene, *Linalool, Perfume
O Aromaco tem uma textura mais pra um sabonete ou um desodorante desses de stick e também funciona super bem. Custa R$49,10 por 100g (que também dura vários meses). Esse meu corpinho não gostou muito, não durou tanto tempo o poder desodorante. E o cheiro me incomodou, é de patchouli e bem forte (pra mim).

Composição: Extrato de Hamamélis, Propylene Glycol, Sodium Stearate, Vinagre de Camomila, Sodium Bicarbonate, Óleo de Patchouli, *Citral, *Limonene, Perfume

Os dois são vendidos em barra (só um papelzinho de embalagem) e precisam ser guardados em uma latinha longe da umidade. Ou seja, se você levar sua latinha na loja e não comprar embalagem nenhuma! :)

Crystal Stick ou Pedra Hume – R$35


Só ouvi elogios do desodorante Crystal Stick que tem as versões em barra, roll-on e spray. Ele é feito de um mineral antisséptico (alúmen de potássio) que cria um ambiente alcalino impróprio pras bactérias que causam o cheiro. A barra de 120g custa em média R$35 e dura cerca de um ano (de acordo com os sites que vendem). Pena que vem numa super embalagem de plástico e parece que também tem alumínio. Já testei e não funcionou pra mim. Mas conheço várias pessoas que amam.

Uma opção mais barata é comprar uma pedra hume direto na farmácia. É a mesma composição, só não tem a mesma forma e embalagem do Crystal Stick. Tem versão em pó e em pedra. A versão em pó você pode diluir e fazer um spray!

Desodorante natural de Aloe Vera, da Live Aloe – R$25



Testei esse desodorante da Live Aloe porque ganhei da marca e achei muito bom no começo! O cheiro é super maravilhoso, bem fresquinho por causa da mistura de óleos essenciais. Mas, depois de um tempo, percebi que não segurava muito bem para mim o fator desodorante não. Ele é uma mistura de gel de aloe vera, óleos essenciais e álcool. Por isso, quem tem sensibilidade a álcool melhor evitar essa opção.

Ele é em spray e também dura bastante! Como usei poucas vezes, ainda tem mesmo depois de um ano, olha só! Mas um ponto bastante negativo é que percebi que ele manchou várias roupas claras de amarelado/verde.

Composição: Aloe barbadensis* leaf Juice (Gel de Aloe vera certificado), Salvia officinalis* Leaf Extract (Extrato de Sálvia Certificada), Rosmarinus officinalis* Leaf Extract (Extrato de Alecrim Certificado), Morinda citrifolia* Fruit Extract (Extrato de Noni fruto), Azadiractha indica* Leaf Extract (Extrato de Neem Certificado), Ocimum basilicum* Leaf Extract (Extrato de Alfavaca Certificada), Moringa oleifera* Leaf Extract (Extrato de Moringa Certificada), Bryophyllum pinnata* Leaf Extract (Extrato de Folha Santa), Plectranthus amboinicus* Leaf Extract (Extrato de Hortelã graúda)**, Salvia officinalis oil (Óleo essencial de Sálvia)**, Rosmarinus officinalis Oil (Óleo essencial de Alecrim)**, Lavandula angustifolia oil (Óleo essencial de Lavanda)**, Melaleuca alternifolia oil (Óleo essencial de Melaleuca)**, Mentha arvensis oil (Óleo essencial de Menta)**, Copaifera officinalis Resin (Óleo Resina de Copaíba)**, Cymbopogon nardus oil (Óleo essencial de Citronela)**, Alcohol**, Glyceryl caprylate**, Gliceryl undecylenate**. * Plantas provenientes de cultivo Orgânico Certificado. **Ingredientes Naturais.

Leite de Magnésia – R$7,5


Pra quem tem alergia ao bicarbonato, o mundo vai ser salvo usando leite de magnésia como desodorante! É só passar puro nas axilas ou diluir e colocar em um potinho spray. Tem quem reutilize embalagem de roll-on tirando a bolinha, enchendo o potinho de leite de magnésia e voilá! :)

Faça um desodorante usando 1/2 xíc de leite de magnésia + 1/4 de xíc de água + 20 gotas de óleo essencial (de melaleuca, lavanda, capim limão). Coloque em um potinho com spray e use por até 2 meses.

A partir de agora, nada de desodorante com alumínio! Individualmente as opções que mostrei aqui parecem muito mais caras que os desodorantes normais. Mas, eles duram muito mais. Se você compra 1 aerosol por mês, gasta cerca de R$144 por ano em desodorante. Estimando que os da Lush duram cerca de 6 meses, você vai gastar cerca de R$100 por ano. Com o Crystal Stick, uma barra de 120g dura 2 anos e custa R$35. E a opção mais barata é bicarbonato puro, vai custar uns R$9 no ano (se você comprar o bicarbonato nos potinhos pequenos, se for a granel é ainda mais barato)! O leite de magnésia é super baratinho também, só R$7,50 pra uns bons 6 meses! ;)
Fazer o próprio cosmético é maravilhoso. Dá uma sensação de poder incrível, além de que você sabe exatamente qual sua composição, a origem dos ingredientes e escolhe eles a dedo conforme as funções que você espera. Mas quem só chega nesse mundo através de uma receita e não pesquisa um pouco, acaba cometendo erros que podem comprometer a eficácia do produto e inclusive gerar contaminação! Por isso eu listei os erros mais comuns que vejo as pessoas fazendo ou falando que vão fazer quando o assunto é esse pra explicar os perigos e cuidados que devemos ter.


Usar água para um produto que não é de uso imediato


A água é o principal veículo de contaminação dos cosméticos. É nela que se criam os microorganismos que fazem o produto estragar e ser perigoso de você usar. Qualquer receita que vá água ou algo que tenha água (chá, suco, água de coco, água de rosas) não deve ser feito pra usar por meses, e sim usar na hora. A única excessão pra essa regra são produtos aquosos que são feitos com sistemas de conservação. Sim, usando conservantes. Existem conservantes naturais, mas pra ser um sistema efetivo são necessários testes e estudos mais aprofundados. Não é um chute que se faz em casa.

Se você for comprar um produto de um produtor artesanal e ele tiver água na composição, mas você não identificar o conservante na fórmula, pergunte. Ele tem que saber na ponta da língua, e se responder que é o óleo essencial: fuja. Óleo essencial não é conservante de nenhum produto (1). Eles podem até ter propriedades antifúngicas e bactericidas, mas não existem comprovação de uso deles e em qual % seria seguro para evitar a criação de microorganismos em cosméticos. Ele não tem ação antimicrobiana de amplo espectro para criações caseiras.

Trocar ingredientes da fórmula sem entender sua função


Uma das coisas legais de fazer seus cosméticos é justamente escolher seus ingredientes. Mas quando a gente vai reproduzir uma receita x com um efeito esperado x, não dá pra mudar metade dos ingredientes só porque parece que dá na mesma. Os óleos vegetais tem funções bem diferentes entre si. O óleo de coco, por exemplo, tem índice comedogênico super alto – isso significa que ele entope os poros e pode causar espinhas. O óleo de jojoba tem uma fórmula química muito parecida com o sebo natural da pele, por isso tem resultado rápido e toque mais leve. A manteiga de manga está sempre cremosa, independente da temperatura, além de na pele ter um toque mais suave e seco.

Os óleos essenciais então são remédios naturais, cada um para sua função. Se na receita são sugeridos alguns óleos, entenda o porquê primeiro. No caso os óleos essenciais, preste ainda mais atenção – eu falo disso em seguida.

Se você está começando no mundo das receitas feitas em casa, siga as instruções da receita rigorosamente. Entenda o porquê dos ingredientes e como o uso do produto funciona. Antes de trocar qualquer coisa, pesquise antes. Adicionar bicarbonato no desodorante pode levar a uma alergia. Mudar a quantidade de óleo essencial pode ser ineficaz ou tóxico.



Usar óleos essenciais sem pesquisar suas indicações de uso


Como eu falei, os óleos essenciais são óleos super concentrados com efeitos terapêuticos incríveis. Mas por serem concentrados, podem ser tóxicos se não forem usados com sabedoria. Alguns OEs são fototóxicos como os de frutas cítricas (limão, laranja, bergamota) e não devem ser usados em produtos que podem ser expostos ao sol. Alguns OEs não são recomendados para mulheres grávidas. A grande maioria precisa ser diluído em algum óleo vegetal carreador e ser usado em percentual baixo para não ter risco de intoxicação. Sempre leve em consideração que os OEs precisam ser de 1% da fórmula (2). Se você não conseguir medir por peso, meça por volume, mas não em gotas.

Não cuidar com a higienização na hora de fazer o cosmético


Nesse post que a Eliziane Pozzagnolo, farmacêutica e bioquímica, escreveu aqui pro blog, ela dá as diretrizes principais de segurança na hora de fazer seu cosmético em casa. Usar potes de vidro escuro ao invés dos de plástico, limpar tudo com álcool 70 e papel, usar válvulas, fazer pequenas quantidades garantem a segurança do produto. Leia mais aqui.

Pra ler mais:


→ O site da Ane, Cosmetologia Orgânica, tem posts riquíssimos em conteúdos.
→ O blog da marca Trópica Botânica também.
→ O blog da Fefa Pimenta tem vários posts principalmente sobre saboaria.
→ O blog da Mona Soares da Ewé Alquimias tem aulas, receitas, até livros para comprar.
→ O ebook Beleza Natural & Sem Lixo que eu escrevi tem todo conteúdo para você aprender a ter uma rotina de beleza natural.

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(1) Por que óleo de melaleuca não é um conservante natural, março de 2018, disponível em: https://tropicabotanica.com.br/oleo-de-melaleuca-nao-e-conservante/

(2) Cosmetologia Orgânica, Dicas para manipular seu cosmético em casa, março de 2018, disponível em: http://www.cosmetologiaorganica.com.br/dicas-para-manipular-seu-cosmetico/

(3) Cosmetologia Orgânica, Q&A Conservantes, março de 2018, disponível em: http://www.cosmetologiaorganica.com.br/conservantes/

Este post foi escrito pela Juliana Gomes, autora do blog Comida Saudável Pra Todos especialmente para o Um Ano Sem Lixo

Muito prazer, eu sou a Juliana. Passei uma vida a base de miojo, mas agora durmo abraçada na berinjela. Sou jornalista, agora também estudante de Letras, mãe de dois gatos e cozinheira amadora. Comecei a seguir uma alimentação vegetariana há seis anos e, desde então, vi uma transformação alimentar acontecer na minha vida. Larguei o frango assado com creme de cebola maggi e passei a entrar no supermercado pensando em pratos onde o protagonista é o brócolis.

E a partir daí sigo pesquisando e me questionando sobre o que é uma alimentação, de fato, saudável. Até agora cheguei a quatro conclusões. Ela precisa ser baseada em ingredientes naturais, sem veneno sempre que possível, pobre em açúcares, óleos e sal. Também tem que ser sustentável, gerar o mínimo de impacto ambiental possível, além de ser fornecida por profissionais que atuam em condições dignas de trabalho. Por isso, procuro comprar sempre de pequenos produtores, cooperativas, da agricultura familiar. E, por último, uma alimentação saudável só faz sentido se for acessível a todos, com ingredientes simples, produzidos na região, de baixo custo.

Assim surgiu a ideia de criar um blog só com receitas que seguissem esses quatro itens acima (natural, sustentável, justa, acessível) e que custassem até R$ 10. Esse é o projeto Comida Saudável pra Todos. Além de receitas, procuro contextualizar o motivo da escolha daquele ingrediente, que lembranças ele me traz, de que forma ele compõe a nossa história gastronômica. Porque comida saudável não é contar nutrientes. Comida é prazer, cultura, afeto.

Agora vamos ao foco desse post, já que a Cristal (que fez uma revolução na minha vida) cedeu esse espaço. Além da questão ambiental, o desperdício de comida sempre me incomodou porque significa dinheiro jogado fora. A gente paga pelo alho poró inteiro, não só pela parte branca, então por que não usar tudo? A salsinha é vendida junto com o talo, então vamos incluí-lo nas receitas também. Praticamente todos os alimentos podem ser aproveitados de forma integral. E os caroços e sementes de frutas, por exemplo, foram feitos para voltar à terra, então por que não plantá-los em jardins, praças, bosques, vasos? Como cozinheira amadora, separei 10 dicas que sigo na minha cozinha para evitar o desperdício de alimento e espero que seja útil pra você também.

Ricota de resíduos de gergelim


1. Cascas 


Não há razão para sair descascando tudo. Cenoura, batata, tomate, quiabo, jiló, rabanete, berinjela, abobrinha, pimentão, e mais uma infinidade de alimentos, eu cozinho com casca e tudo. Prefere não usar? As casas de tubérculos rendem deliciosos chips crocantes. Basta passar um tiquinho de óleo neles, jogar uma pitada de sal e colocá-los no forno. Até casca de inhame, aquele peludinho, eu consumo assim. Não quer ingerir as cascas de jeito nenhum? Então vá armazenando num vidro na geladeira e, quando tiver em torno de 2 xícaras de cascas, partiu fazer um caldo de legumes para sopas e risotos. É só ferver por 10, 15 minutos com água filtrada. Aqui valem cascas de cebola, alho, tudo. Das frutas, as cascas de maçã, banana, pera, podem ser incluídas em doces e bolos. Já as da jabuticaba, maracujá, laranja, tangerina, rendem saborosas geleias. As cascas da banana, inclusive, rendem um ótimo refogado salgado, junto com alho, cebola, tomate, azeitonas e molho shoyu.

2. Talos


Aqui está uma fonte enorme de nutrientes que gente insiste em descartar. Brócolis e couve-flor, por exemplo, estão entre os líderes do ranking de desperdício. Os talos desses dois e da maioria das verduras podem ser picados fininho e acrescentados na farofa, nas tortas salgadas, refogados de legumes, bolinhos de arroz e hambúrgueres de grãos. Os talos da salsinha, inclusive, rendem um ótimo molho pesto.

3. Folhas


Muita gente não sabe, mas você não precisa se limitar a comer as folhas verdes cruas, na forma de salada. Experimente fazê-las refogadas. Eu coloco as folhas de rúcula mais velhinhas num refogado com tomate e cebola, pra comer com pão. Elas também podem ser acrescentadas no risoto. As folhas de alface que já não estão tão crocantes podem ser refogadas com alho, gengibre e pimenta dedo de moça. O mesmo vale para as folhas da beterraba, brócolis e couve-flor, além das ramas da cenoura. Todas essas folhas podem, inclusive, virar bolinhos. Basta misturá-las com farinha de trigo, leite vegetal, cheiro verde e fritar.

Refogado de folhas murchas de rúcula

4. Sementes


Elas lideram o ranking do desperdício de comida e saúde, principalmente as semente de abóbora e melancia. As duas podem ser levadas ao forno para dar uma torrada e viram um ótimo petisco pro meio da tarde ou pra acompanhar uma cerveja. A dica é misturá-las com sal e temperos: orégano, sálvia, páprica picante ou curry.

5. Resíduos de leite vegetal


As sobras dos leites de castanhas, amendoim, aveia e coco rendem ótimas farinhas para bolos e bolachinhas. Basta escorrer bem e levar ao forno para secar. Resíduo de gergelim, arroz e semente de girassol pode virar farofa. É só refogar o óleo ou azeite com cebola, pimentão ou azeitonas e acrescentar o resíduo. Se ele for mais grudentinho, é bom colocar um pouco de farinha de mandioca também. Todos eles ajudam, ainda, a dar liga no quibe vegetariano. Basta hidratar o trigo pra quibe, acrescentar o resíduo, cenoura ralada, berinjela ou abóbora bem cozidas, e temperos (limão, zattar, hortelã, pimenta síria, sal). Aí é só moldar com as mãos e assar no forno. Em dias de preguiça, os resíduos podem virar apenas pastinhas. É só temperá-los com cheiro verde, sal, limão azeite e o que mais tiver em casa.

6. Frutas muito maduras


A maioria das frutas perde sabor se conservadas na geladeira, mas também estraga rápido se deixada em temperatura ambiente. A dica é comprar pouco, pra comê-las sempre frescas, e ficar de olho para evitar que estraguem. Quando estão muito maduras, principalmente manga, abacaxi, banana, morango, é só picá-las e guardar em sacos ou potes no congelador. Depois, podem virar sorvete se batidas no processador ou suco. As bananas com a casca preta podem ser assadas no forno com canela e rendem uma ótima sobremesa. As polpas do limão, laranja e maracujá resistem super bem quando congeladas em forminhas de gelo.

Chips de casca de beterraba

7. Sobras das refeições


Muita gente joga comida fora porque cozinhou muito e não aguenta mais comer a mesma coisa várias vezes. A dica para essas ocasiões é inventar pratos novos com as sobras. O feijão vira tutu se misturado com farinha de mandioca. Pode ser consumido assim ou frito. O purê de qualquer tubérculo pode ser a estrela do pãozinho vegetal, basta acrescentar polvilho azedo e um pouco mais de gordura. O arroz dormido é o campeão de versatilidade. Dá pra fazer o tradicional bolinho de arroz, hambúrguer, arroz de forno.

8. Pão amanhecido


Está aqui um ingrediente super injustiçado e mal aproveitado. O pão velho. E nesse quesito vale qualquer um. O francês da padaria, o sem glúten industrializado, o integral caseiro. Todos eles, quando já não estão frescos, podem ser torrados no forno e processados para fazer farinha de rosca. E com ela se pode empanar praticamente qualquer legume. Se cortados em cubinhos e temperados com páprica picante, orégano e azeite, vão pra frigideira ou forno e rendem deliciosos croutons, pra comer com caldos e sopas. Os pães também podem rechear a berinjela ou outro legume, por exemplo. É só deixá-los hidratando por uma hora em algum leite vegetal, fazer um refogado com alho, cebola e temperos, acrescentar essa massa na panela, junto com um pouco do miolo do legume. Aí basta levar ao forno para assar.

9. Água do cozimento


Em geral, quando cozinhamos algum vegetal sempre sobra um pouco da água do cozimento, certo? E a gente tá acostumado a descartar essa água. Mas não. A água do cozimento do brócolis, do feijão, das batatas está cheia de nutrientes e pode ser reaproveitada para cozinhar novos legumes, virar caldos, cozinhar o arroz. Além disso, água não é uma coisa que está sobrando na atual conjuntura da humanidade. Recomendo guardá-la em vidros com tampa na geladeira para reutilizá-la rapidamente ou no congelador, em forminhas de gelos ou potinhos.

10. Ervas aromáticas


Comprou um maço de tomilho, sálvia, alecrim ou orégano e não está dando conta de usar? Coloque-os pra desidratar. Tem várias formas de fazer isso. Uma delas é secá-los bem com um pano ou secador de alface, amarrá-los em forma de buquê (pode ser um com barbante), pendurá-los em algum lugar da cozinha que não pegue sol e deixar lá por alguns dias. Pronto. Podem ser armazenados em vidrinhos e utilizados em refogados, caldos, assados. Hortelã e manjericão são mais sensíveis e talvez apodreçam antes de desidratarem. Por isso, recomendo apostar no molho pesto mesmo, em vez de tentar desidratá-los em casa.

E, se quiser receitas mais detalhadas e outras dicas, é só fuçar o Comida Saudável pra Todos!

Esse foi um dos tópicos que mais li sobre na internet pra saber o que fazer e que mais me perguntam também.

Em muitos outros países as pessoas simplesmente jogam no vaso, como a Lauren e a Bea. Aqui no Brasil quase ninguém faz isso. De acordo com vários sites e lugares (aqui e aqui), o ideal seria jogar no vaso quando se tem tratamento de esgoto, e no lixo comum se não tem tratamento de esgoto. O resumo é que o papel se dissolveria rápido suficiente pra não entupir o encanamento, vira matéria orgânica e vai ser tratado com o resto do esgoto. Mas, se não há tratamento, a contaminação da água seria pior que empilhar os papéis num aterro, onde ele leva cerca de 20 anos pra se decompor.

O difícil é que aqui no Brasil, de acordo com uma pesquisa do IBGE de 2008 (a mais recente) só temos rede de tratamento de esgoto adequada em 55% dos municípios do país. Ou seja, quase metade do país não trata o esgoto e joga direto na rede fluvial ou mar. Além disso, nossa rede de encanamentos não é adequada porque não foi pensada para isso e tampouco os papéis que usamos, que não se dissolvem facilmente. Ou seja: essa não é uma alternativa pra maioria das pessoas que não pode fazer seu encanamento e ter um tratamento adequado de esgoto em casa.

Pensei em colocar o papel na composteira no começo do projeto, mas desisti porque na vermicompostagem (a com minhocas e que eu uso) o composto não é esterilizado porque o processo não acontece com calor. Nesse caso, as bactérias patogênicas que vivem na gente e estão no papel poderiam sobreviver e nos contaminar, caso a gente usasse esse húmus pra plantas comestíveis. Por isso essa não é a melhor alternativa pra quem mora em apartamento também.



Então cheguei a conclusão de que ao invés de lidar com o papel depois de usá-lo, seria melhor parar de usá-lo. Instalei uma ducha higiênica no banheiro e me lavo toda vez que vou ao banheiro. Para me secar, uso toalhinhas de bunda como a gente chamou lá no Instagram. Vou colocando pra lavar conforme vai sujando (não suja tanto porque a gente se lava com a ducha) e uma vez por semana lavo tudo na máquina com meu sabão líquido natural.

Parece simples e fácil, né? Também é recomendado por ginecologistas, lavar ao invés de usar papel. ;) Ou seja, menos lixo ruim e mais saúde. Além de economizar o dinheiro do papel.


E se eu morar em casa?



  1. Você pode continuar usando papel higiênico e jogar ele no vaso se seu encanamento suportar. Mas o ideal é fazer isso se você tiver algum tipo de tratamento de esgoto (seja ligado na rede municipal, seja alternativo).
  2. Também dá pra fazer uma composteira e colocar o papel lá. Mas aí, nesse caso, você precisa fazer em um lugar que pegue muito sol (pode ser enterrado ou dentro de um pote/tonel escuro). O calor vai esterelizar o composto e ele poderá ser usado em hortinhas com segurança. É a mesma lógica dos banheiros secos.


E se eu morar em apartamento?


  1. Eu não recomendo jogar no vaso sanitário, porque em prédio os encanamentos geralmente são mais fáceis de dar problema. Além de não ser sustentável como falei ali em cima.
  2. Ou você faz como eu e para de usar o papel, instalando a ducha higiênica.


Ufa! Problema resolvido :)

Eu demorei um tempão pra fazer esse post porque depois que troquei os xampus pelos naturais e sólidos, fiquei sem usar condicionador e sem sentir a menor falta deles por um bom tempo. Muita gente que para de usar os xampus convencionais – cujo primeiro ingrediente é o Lauril Sulfato de Sódio – percebe um cabelo muito menos ressecado em pouco tempo. Isso acontece porque sem usar xampus agressivos, a oleosidade natural não se perde e os fios não são tão agredidos. Por isso, provável que você não vá precisar hidratar o cabelo diariamente, como antes, principalmente se seu cabelo for curto e/ou liso.

Quem tem o cabelo cacheado ou crespo foge dessa regra, porque como o fio é naturalmente mais seco, uma hidratação extra é importante pro cabelo ficar mais maleável, mais brilhante e pra ajudar a desembaraçar. A Mona Soares falou disso no post que ela fez aqui sobre beleza natural para mulheres negras, clica pra ler. Quem tem cabelo comprido também precisa de uma ajudinha, porque a oleosidade natural não dá conta de hidratar tanto cabelo.

Algumas das opções que eu falo ao longo do post: óleo vegetal de jojoba, gel modelador da Surya, condicionador da Ewé cremoso e sólido ;)

Hidratando com óleos vegetais


Você pode usar óleos vegetais pra hidratar os fios. Indico esse método pra todo mundo que sentir o cabelo ressecado. O único cuidado é escolher óleos vegetais que são capazes de serem absorvidos pelos fios do cabelo como óleo de jojoba, abacate, amêndoas ou coco.


  • Pra usar como finalizador, pingue 4-5 gotas de óleo na palma da mão, espalhe bem e vá aplicando nas pontas do cabelo. Use bem pouco pro cabelo não ficar com aspecto pesado. Só use se o cabelo for mais seco mesmo, porque se seu cabelo for muito oleoso pode ficar horrível!
  • Pra fazer uma hidratação mais intensa, passe 1 colher de chá ou de sopa (depende da quantidade de cabelo que você tem) no comprimento dos fios. Prenda em uma trança, em um coque ou o que você quiser e deixe agir – pode ser durante a noite de sono ou algumas horas. No outro dia lave com um xampu pra limpar o excesso de óleo.
  • Pra fazer uma máscara de tratamento, você pode bater 1 colher de chá de óleo vegetal com 1 colher de sopa de abacate, babosa ou mamão. Todos eles são ótimos pro cabelo! Aplique em todo cabelo, deixe agir por 30min e lave em seguida. Se precisar, faça mais quantidade.


Hidratando com condicionadores naturais


Existem versões artesanais ou industrializadas de condicionadores naturais. Eles precisam ser livres de derivados do petróleo, silicones, parafina líquida, sulfatos, conservantes agressivos (como parabenos), liberadores de formol, corantes e essências sintéticas.

Esse é o condicionador sólido da Ewé

Gosto MUITO dos condicionadores da Mona Soares, da marca Ewé Alquimias. Já usei as duas versões em creme em todas as ocasiões: logo após o xampu, como finalizador e até no cabelo seco. E ela também tem uma versão incrível sólida em barra agora. Estou esperando o meu em creme acabar para usar.

Não confie no marketing das marcas. Leia sempre os rótulos pra se certificar que não tem tranqueiras no seu condicionador.

Algumas marcas bem legais que têm opções de condicionadores naturais são:


Os condicionadores liberados pra low e no poo também são livres de vários ingredientes ruins, mas não são necessariamente naturais ou totalmente livres dos ingredientes que eu considero os piores. Muitos ainda usam conservantes pesados como BHT e BHA, emulsificantes, corantes de alcatrão de hulha e fragrância sintética. Leia antes a composição!

Rotina de hidratação


Minha rotina de banho tem sabonete e xampu naturais e em barra e condicionador natural a cada 2 ou 3 lavagens

Eu recomendo que você faça uma transição aos poucos dos cosméticos convencionais pros naturais, sempre começando pelo condicionador porque como eu falei aqui, os xampus sem sulfato não conseguem limpar os silicones e óleos minerais dos fios.

Quem tem cabelo oleoso, curto e/ou fino pode trocar o condicionador por um enxágue de vinagre a cada 2 ou 3 lavagens. Ele não hidrata os fios, mas ajuda a deixar ele sedoso e brilhante porque o pH do couro cabeludo é mais ácido assim como o vinagre. Se o cabelo ficar seco, pode fazer uma máscara de babosa, abacate e mamão sem óleo vegetal sempre que sentir necessário. Pra ajudar a controlar a oleosidade dos fios dá pra usar um enxágue de chá verde depois do xampu, ele tem poder secativo.

Já quem tem cabelo mais seco, fio mais grosso, cacheado ou crespo vai precisar manter o condicionador. Opte por um natural pra usar depois do banho (eu prefiro sem enxague, assim menos produto é desperdiçado) que já funciona pra desembaraçar os fios. Use um gel modelador de cachos ou o mesmo condicionador natural pra modelar os fios. Eu descobri um muito legal da Surya, esse aqui.

O mais legal é pensar em produtos que sejam multifuncionais, que tenham menos embalagem e que possam reduzir o lixo nessa etapa da beleza. Como a maioria dos produtos ainda vem embalada em plástico, é importante lembrar de limpar os potinhos antes de descartar pra coleta seletiva. E se você usar só um produto, até o final, já vai reduzir muito a quantidade de lixo aí na sua casa! :)

Leia também:

  • Como está sendo usar xampu sólido natural
  • Rotina natural e sem lixo de beleza & cuidados para os cabelos: lavando
Tá chegando o Carnaval e tá tudo mundo trabalhado no glitter e nas fantasias pra sair nos blocos de rua e se divertir! Mas eu tenho umas notícias ruins e outras boas pra vocês passarem esse feriado se divertindo sem gerar toneladas de lixo e ajudando a não poluir sua cidade. Porque, se tem uma coisa que acontece no final de cada dia de festa, é olhar o chão e estar tudo completamente sujo de embalagens de bebidas, restos de fantasias, copos, leques e brindes dessa época do ano. Vamos fazer cada um sua parte esse ano? Dá pra ser feliz, se divertir e não participar da sujeira. :)


Fotos da @thaismonteiro_fotografia para o Modices, acesso aqui.

Recuse os brindes


Nessa época é bem comum que patrocinadores de blocos, de festas e etc tenham copos, bandanas, camisetas, leques de papel entre outras mil coisas de brinde. Você não precisa de nada disso, diga não e evite que isso caia no chão durante a festa ou vire lixo imediatamente na quarta-feira de cinzas. Lembra que falei outro dia que recusar é a principal coisa que a gente tem que fazer pra reduzir o lixo em casa?

Leve seu copo para beber


Pode ser copo retrátil (o do Menos1Lixo tem um gancho que você pode prender na bolsa ou na sua roupa), pode ser caneca de festa que tem aí na sua casa, copinho de plástico resistente, de alumínio ou inox. Tanto faz. Carregue um com você pra não precisar usar copos descartáveis na hora de pedir um drink, cerveja, suco ou água.

Não esqueça do kit pra comer fora de casa


No Carnaval a gente passa hoooras na rua e chega um momento que a gente precisa comer. Leve guardanapos de pano e talheres pra pedir as comidas direto ali e evitar os plásticos e guardanapos descartáveis. Se você quiser ser esperto de verdade, leve comida de casa como umas bolinhas energéticas de castanhas + cacau + frutas secas. Tem algumas receitas desse tipo de lanche por aí na internet! ;)

Use bioglitter

Os bioglitters da Glitra Bio

Glitter é lindo, mas também é microplástico. Depois que ele escorre da gente com o suor, vai parar nas águas e é super prejudicial pros animais, pra vida selvagem e pra própria saúde dos rios e mares.  Existem algumas marcas que vendem bioglitter hoje em dia, alguns são minerais (feitos de mica) e outros são à base de algas, por exemplo. Separei algumas marcas que conheço que fazem:

Pense na fantasia com coisas que você já tem ou pode usar de novo


Uma fantasia que só vai ser usada esse ano e vai ficar parada tooodo o resto do tempo é um desperdício enorme de energia, matéria e dinheiro. Você pode fazer uma fantasia mais simples usando suas roupas mesmo (alô, maiô!); pode emprestar roupas de amigos que tenham as cores que você precisa; pode alugar uma fantasia (algumas lojas de alugam!) e pode focar em uma tiara com vários adereços. A tiara pode ser usada de novo outras vezes, você pode aproveitar as flores pra fazer um arranjo pra casa quando o Carnaval terminar, pode usar materiais naturais como flores, galhos, folhas. Depois é só colocar tudo na composteira que a natureza faz seu trabalho!

Na dúvida do que usar, dá uma olhadinha nesses posts incríveis desses blogs que adoro pra se inspirar:


O bioglitter da Pura Bioglitter

Prefira latinhas do que vidros


Na hora de beber cerveja, prefira as latinhas. Elas não quebram e não machucam ninguém, além de que nessa época os catadores tão nas ruas catando tudo, então é quase certo que elas irão pra reciclagem. Sempre jogue em lixeiros e não no chão! Se não tiver um lixeiro por perto, guarda em uma sacola ou bolsa até chegar em algum. 

Leve água de casa


Sol, calor e cerveja = desidratação. E, pra evitar jogar fora dezenas de garrafinhas d'água por dia de Carnaval, leve uma grande de casa. Vai ser mais pesada no começo, mas vai ficando mais leve conforme você for tomando. ;)

Com tudo isso você vai gerar pouco lixo, o que gerar vai ser reciclado (latinhas) ou compostado (fantasias e glitter). A diversão vai ser a mesma e a alegria e o orgulho de não ter gerado lixo vai ser imenso! <3 E você, me conta aí se vai conseguir seguir as dicas ou se tem outras sugestões?


Essa receita é bem parecida com várias que existem na internet. Eu me baseei nessa receita da Lauren, do blog Trash Is For Tossers, mas mudei algumas proporções e ingredientes, porque eu queria que ela fosse mais segura pra maior quantidade de pessoas. Como o bicarbonato pode irritar a pele, coloquei bem menos dele na proporção e acho que isso foi um dos segredos do sucesso. Poucas pessoas que seguiram as proporções ou levaram o desodorante pra casa no curso de beleza natural tiveram problemas.

Esse desodorante em creme é livre de alumínio, conservantes, perfumes e funciona melhor que os que têm essas tranqueiras.

Fazer esse desodorante em casa é bom porque você:


  • Para de usar desodorantes feitos com alumínio, esses convencionais de mercado;
  • Para de produzir a embalagem dos desodorantes (mesmo os naturais, eles tem embalagem normalmente de plástico);
  • Economiza muito dinheiro também, porque é uma receita que dura mais de um mês e custa pouquíssimo;
  • Você consegue fazer sem produzir lixo porque dá pra comprar bicarbonato e amido a granel + o óleo de coco em embalagem de vidro reutilizável;
  • Você escolhe a manteiga e pode alterar as proporções conforme suas necessidades (calor, muito cheiro, não gostar do toque molhado, etc).

Ele é feito de basicamente três ingredientes bem simples:


O bicarbonato de sódio é o agente bactericida que evita o cheiro ruim

  • Bicarbonato de sódio: o agente bactericida da mistura e que vai impedir que as bactérias que causam o cheiro ruim nas axilas se proliferem.
  • Amido: pode ser de milho, de araruta, de batata, de mandioca. Tanto faz. Ele vai ajudar a absorver o suor e controlar o suador. Claro que, sendo um desodorante natural, ele não é antitranspirante e suficiente pra deixar a axila seca o dia todo. É mais um auxílio mesmo.

  • Manteiga vegetal: a base do desodorante é uma manteiga vegetal que você escolhe a que usar. É muito comum ver essa receita em blogs de fora do Brasil com óleo de coco, mas aqui no nosso calor ele fica líquido muito fácil (em alguns lugares o ano todo), por isso eu não recomendo usar ele puro se não tiver frio. Além de segurar a mistura na axila, a manteiga hidrata a região.

Você vai precisar de:
  • 3 colheres de sopa de uma manteiga vegetal
  • 2 colheres de sopa de amido
  • 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
  • 5-10 gotas de óleo essencial (opcional)

Como fazer:

  1. Coloque a manteiga vegetal em um potinho de vidro em banho-maria para que ela derreta se ela estiver muito dura. Esquente a água aos poucos para não oxidar a manteiga.
  2. Quando estiver tudo derretido, misture os outros dois ingredientes.
  3. Para adicionar o óleo essencial, espere ficar morno a frio. Recomendo o de melaleuca pra quem tem problemas com muito cheiro e o de lavanda pra quem tem sensibilidade. Se você for usar outro, confira nessa tabela as indicações e restrições de uso. Não use nunca um óleo essencial de fruta cítrica porque pode queimar sua pele quando exposta ao sol. Respeite também a quantidade, você não quer uma axila machucada! ;)
  4. Guarde em um potinho de vidro bem vedado e use por 1-2 meses. Aplique com o dedo na axila depois do banho.

Proporções de manteigas vegetais que eu indico:


→ 2 partes de manteiga de cacau + 1 parte de óleo de coco
→ 2 partes de manteiga de manga + 1 parte de óleo de coco
→ 3 partes de manteiga de manga se você sua muito, mora em um lugar muito quente e prefere um toque mais seco e não tão "molhadinho", porque é uma característica da própria manteiga de manga
→ 3 partes de óleo de coco só se você morar em um lugar bem frio ou quando estiver no inverno, caso contrário o desodorante não fica cremoso, fica líquido e a mistura não fica homogênea

Dá pra usar qualquer outra manteiga vegetal que você quiser, essas são as que indico porque já usei, são fáceis e com preço acessível no Brasil. Eu sempre dou preferência pras matérias-primas brasileiras. Se você mora em outro lugar, pode tentar com outras manteigas como a de karité ou a de murumuru. Não sei dizer se vai funcionar do mesmo jeito pra todas, sugiro que você pesquise um pouco sobre a que quer usar. Mas não tem muito mistério! A diferença é normalmente no toque (mais ou menos oleoso), no cheiro (algumas tem cheiro característico) e da textura no calor (se fica firme o tempo todo)


Eu amo essa receita. Desde a primeira vez que fiz, nunca mais usei outra coisa. Ela não irrita a axila, segura o cheiro o dia inteirinho, é barata de fazer e cheirosa. Recebi muitos feedbacks positivos de pessoas que amaram e estão usando há um tempão também. Notei com o uso que algumas blusas ficam com a área que encosta na axila um pouco oleosa por absorver o desodorante. Sai na lavagem e não manchou. Você pode esfregar diretamente na blusa com um sabão de coco antes de colocar a roupa pra lavar na máquina, se achar que precisa.

Pras blusas brancas que costumam amarelar com o suor, eu recomendo esfregar bem com sabão de coco em barra e deixar quarando no sol com sabão e tudo, até a blusa secar. Depois é só esfregar bem, enxaguar e deixar secar no varal. Tenho feito isso com roupas brancas que mancham e tem sido sucesso.