Este post foi escrito pela Anne Marie, autora do blog Zero Waste Chef e sua tradução livre para o português e pro Um Ano Sem Lixo foi autorizada pela autora e feita por mim, Cristal Muniz:

Todas as semanas, pelo menos algumas empresas me contatam com uma “oportunidade fantástica de colaborar” e vender seus produtos para eles aqui, produtos que aparentemente nenhum praticante do lixo zero pode viver sem. Eu não posso responder a todas as mensagens que recebo, então eu geralmente ignoro esses contatos - mesmo para produtos e serviços que eu poderia gostar. Mas quando eu leio alguns deles - como um de uma locadora de lixo -, eu me pergunto: você já leu meu blog?

Além das minhas oficinas de culinária, eu não vendo nada aqui. Eu entendo porque blogs publicam links afiliados, anúncios e conteúdo patrocinado. Manter um blog, mesmo em meio período como eu faço, ao tentar pagar as contas, não é fácil! Todo mundo tem que pagar a hipoteca. Mas vender coisas não combina com a minha-gulp-marca (aparentemente eu tenho uma).

Lixo zero não é um estilo de vida consumista. É um estilo de vida para conservar.

Então, como eu defino o lixo zero?


Como qualquer coisa que eu escreva no meu blog, não há regras. Exceto talvez pelo número 1… A Igreja do Lixo Zero é bastante dogmática sobre o número 1…

1. Comprar menos coisas


Isso parece óbvio.

Quando compro coisas, busco primeiro coisas usadas, de segunda mão. Eu tenho pilhas de coisas que você-nunca-diria-que-são-usadas-só-de-olhar, algumas das quais eu encontrei na rua (eu moro no universo alternativo do Vale do Silício, onde as pessoas jogam fora coisas caras constantemente). Quando eu compro coisas novas, compro da melhor qualidade possível que posso pagar. E, se eu precisar usar um item apenas de vez em quando, tento pedir emprestado. Cada um de nós precisa mesmo de suas próprias ferramentas? Seu próprio cortador de grama? Seu próprio carro? Às vezes sim, muitas vezes não (eu ainda tenho um carro, mas espero ficar livre dele depois que ele morrer).

Se você começou recentemente o caminho do lixo zero, você provavelmente quer jogar fora tudo o que você tem de plástico para substituí-lo por itens reutilizáveis ​​feitos de vidro, cerâmica, metal, madeira, fibras naturais e assim por diante. Eu evitaria fazer isso de uma só vez e gastar uma fortuna. Você provavelmente já tem muito do que precisa para um kit lixo zero – os sacos e potes de vidro para fazer compras e os talheres, potes e canecas para quando você sair. Kits caros de lixo zero são, bem, caros (clique aqui para montar um kit de desperdício zero por zero dólares).

Lutar contra as alterações climáticas, a poluição, a escassez de água e outros problemas ambientais requer a rejeição de uma cultura de consumo desequilibrada, e não uma versão mais verde da mesma. Teslas (carros elétricos) são legais. Transporte público bom e cidades que incentivam o uso de bicicleta são ainda melhores.

"Não tenha tanta tralha que você ficaria aliviado se sua casa pegasse fogo" Wendell Berry. Foto: Anne Marie, Zero Waste Chef.

2. Não enviar nada para o aterro


Eu composto restos de comida e gero pouco lixo de um modo geral. Isso não significa que eu encha minha lixeira reciclável com garrafas, latas e potes. Eu não preciso nem compro a maioria dos produtos que vêm em embalagens recicláveis ​​(geralmente de plástico) – junk food, alimentos processados, refrigerantes, produtos consumistas como cápsulas de café, cosméticos cheios de ingredientes nocivos ​​– então tenho pouco para reciclar.

O plástico pode ser reciclado um número limitado de vezes antes que o material seja encaminhado para o aterro. Assim, a reciclagem atrasa a chegada do plástico no aterro, não a impede. É não comprar esse material que faz isso. Com a China não aceitando mais nosso lixo [dos EUA e outros países ricos], estima-se que 111 milhões de toneladas de plástico terão de ser enviados a algum outro lugar até 2030. Não podemos reciclar nossa saída desse problema, as empresas devem se esforçar a deixar de produzir tanto lixo.

3. Desacelerar


Quem veio primeiro? A cultura do "descartável" ou a cultura "para levar"? A primeira faz a última possível. O sucesso da Starbucks depende, em parte, da onipresente xícara descartável que as pessoas pegam a caminho de outro lugar. Que tal ficar no café e saborear sua bebida em um copo de verdade que você leva na sua bolsa? Ou fazer em casa em uma cafeteira francesa? Esses cenários parecem realmente tão horríveis?

As restrições que coloquei felizmente em minha vida - para não criar desperdício - me obrigaram a desacelerar. Eu faço pão devagar, kimchi devagar, cerveja de gengibre devagar, slow food. Essa comida é tão gostosa que não posso viver de outro jeito. Em outros aspectos da minha vida, cortar meu lixo liberou tempo. Eu gasto menos tempo trabalhando para comprar coisas que eu não preciso, menos tempo para comprar coisas e menos tempo para manter as coisas.

4. Se tornar mais auto-suficiente


Para mim, uma das muitas alegrias de eliminar o lixo vem de aprender a fazer mais coisas para mim e depender menos das corporações para satisfazer todas as minhas necessidades e desejos. Se tornar mais autoconfiante não requer que você saia da sociedade, mude para um yurt (uma tendinha), viva fora da cidade, cultive sua própria comida e crie cabras (mas se você fizer isso, posso visitar, por favor?).

Eu faço um pouco de costura, um pouco de tricô e muita comida. Eu gostaria de cultivar minhas próprias frutas e vegetais, mas não o faço. Eu compro meus vegetais no farmers' market [feira de produtos orgânicos direto do produtor que existe nos EUA]. Eu não posso fazer tudo sozinha, mas faço o que posso e gosto disso. Até mesmo o monge mais auto-suficiente confia nos outros. A mãe de Thoreau lavava sua roupa quando ele morava em Walden Pond.

5. Consertar nossa cultura do descartável


De volta ao número 1… Quando eu compro, compro coisas de qualidade que duram. Quando essas coisas começam a mostrar algum desgaste, eu tento consertar ou pagar alguém para fazê-lo por mim. Deixamos sempre nossas roupas no nosso alfaiate, um pequeno negócio independente local. Sim, eu mesma poderia consertar as roupas, mas prefiro fazer algumas outras tarefas no lugar (veja o número 4). Sapatos estragando? Os sapateiros ainda existem aqui e ali. Eu tive meu par atual de Birkenstocks arrumado uma vez até agora (e sim, é claro que eu uso Birkenstocks… e como granola…). As bibliotecas onde eu moro também hospedam repairs cafés (lugares onde você pode arrumar de tudo) extremamente populares.

Use até esgotar; Vista até desgastar; Contente-se ou faça sem. Foto: Anne Marie do Zero Waste Chef.

6. Viver mais conscientemente


Acho que isso aconteceu naturalmente quando reduzimos nossos resíduos, porque muitos aspectos de nossa economia de consumo dependem do uso e do descarte do plástico – desde escovar os dentes pela manhã até empacotar os lanche dos seus filhos, comprar, bem, qualquer coisa – cortar as coisas requer algum planejamento, uma auto-examinação, um pouco de reflexão. Mas para mim, esse tipo de reflexão traz alegria. Eu não compro e consumo mais coisas sem pensar. Eu penso através das minhas ações e escolhas, ao invés viver o dia no piloto automático.

7. Aproveitando a comunidade


De volta para aquela ideia de "não posso fazer tudo sozinho", realizamos mais trabalhos em conjunto na comunidade. Você pode sair e mudar para uma comunidade x, ou simplesmente formar um clube de compras com amigos para reduzir o desperdício e as despesas com embalagens, ou participar de um clube de culinária para economizar tempo preparando comida de verdade (aqui tem mais algumas ideias).

Como a distância entre os que têm e os que não têm aumenta - um por cento da população dos EUA controla agora um historicamente grande e potencialmente desestabilizador social: 38% da riqueza da nação - não podemos todos viver em casas próprias, comprar nossos próprios cortadores de grama e carrinhos de mão, pagar pela nossa própria internet e assim por diante. Habitações cooperativas, alojamentos intergeracionais e comunas não são mais apenas para hippies. Eu moro em uma comunidade intencionalmente e eu amo isso.

"Pêssegos crescendo em nossa comunidade". Foto: Anne Marie do Zero Waste Chef.

Eu duvido que qualquer uma das idéias que eu listei aqui exponha você como o tipo subversivo que você pode ser. Hoje, viver dessa maneira faz de você um rebelde silencioso. Várias décadas atrás, você teria sido considerado normal.
Esse post é o segundo da série de posts com respostas da dermatologista Patricia Silveira (@dermagreen) para as perguntas que mais recebo sobre beleza natural e cuidados com a pele (principalmente do rosto). Acabei dividindo a entrevista em dois posts, o primeiro é só sobre acne e pele oleosa!

A Patricia é médica, formada em 1999, com pós-graduação em dermatologia pela UFRJ e acabou entrando no mundo natural muito por causa da experiência pessoal e de buscar a acupuntura para resolver dores. Em 2004 começou uma segunda pós-graduação em medicina chinesa, muito mais pra praticar isso em si do que para necessariamente aplicar dentro da dermatologia. Mas foi por isso que ela começou a usar fitoterápicos (remédios feitos a partir de plantas) em tratamentos alternativos e auxiliares para questões da pele e hoje indica sempre que possível cosméticos naturais e tratamentos naturais. Quis muito fazer essa entrevista porque é muito importante a gente ter informações de profissionais qualificados e com fontes confiáveis, principalmente quando o assunto é beleza e cosméticos.

1) Pele oleosa, seca, mista, etc. são tipos de pele (a pessoa nasce com isso e fim) ou estados da pele (devido à rotina, cosméticos, alimentação)?

A pele é o maior órgão do corpo e é o órgão que conecta a gente com o mundo externo, então é óbvio que temos uma herança genética da pele sim. Os alérgicos (inclusive das questões respiratórias) costumam ter uma herança genética de uma pele mais seca e áspera porque ela já nasce com essa deficiência de produção da oleosidade natural. Ou também podemos nascer com uma genética de pele mais oleosa, com inclusive tendência a ter acne na adolescência.

Mas isso tudo também pode ser influenciado por questões externas, principalmente do clima da região onde você mora. A gente pode até ter uma tendência genética a pele oleosa, mas morar num lugar super seco como um deserto e passar a ter uma pele mais seca. A pele demora uns dias pra sofrer essa adaptação quando você muda abruptamente pra um novo clima (do verão do Rio pro inverno da Europa, por exemplo).

Com a alimentação a mudança na pele é ainda mais lenta. Sabemos que uma boa alimentação saudável com alimentos frescos, naturais vão te dar os nutrientes e antioxidantes que vão trazer benefícios como reduzir processos inflamatórios e melhorar a imunidade da pele. Isso tudo a gente sabe hoje que tá diretamente ligado à saúde do seu intestino. Um intestino com uma microbiota saudável tende a ser igual a uma pele também saudável e com menos inflamações. E o contrário também, então quem se alimenta de comidas ultraprocessadas, muita porcaria, coisas cheias de conservantes e principalmente açúcar e álcool que geram inflamação no sistema digestivo isso também se reflete na pele como piora de acne e rosácea. É um processo difícil pro organismo metabolizar muita química, gera muitos radicais livres etc.

Foto: Felipe Machado.

2) Sabemos que óleo vegetal hidrata mesmo a pele, mas como que ele funciona? Por que não necessariamente ele causa acne ou deixa a pele mais oleosa?

O óleo vegetal é superior em hidratação quando comparado ao óleo mineral porque tem diferença na concentração e combinação de ácidos graxos (os ácidos oleicos e linoleicos) e alguns outros agentes hidratantes. Essa diferença é responsável pela maior ou menor absorção desses óleos na pele. Todos os óleos vegetais são legais, ricos em nutrientes, antioxidantes e vitamina E mas nem todo óleo vegetal é indicado para peles oleosas e acneicas. Isso porque tem alguns óleos (mesmo vegetais) que não penetram tão bem na pele, ficam na superfície e isso pode causar obstrução do folículo da glândula sebácea levando a uma acne inflamatória.

Como a gente sabe qual óleo é o mais indicado? O que penetra melhor, normalmente os mais finos são os melhores. Você pode procurar tabelas e ver a relação dos óleos vegetais e o quanto eles são comedogênicos (causadores de obstrução).

Quando a pele recebe uma hidratação satisfatória e suficiente, ela mesma controla e faz um feedback negativo e inibe sua própria produção de óleo. Então é como se o produto que você aplica na pele fosse capaz de estimular ou de inibir a produção de oleosidade. Quando a gente usa produtos muito adstringentes com muito álcool, muito sabão ou água muito quente isso costuma estimular a produção de oleosidade porque a hora que você remove totalmente a oleosidade da pele, ela mesma vai ter um estímulo pra se reidratar. Se você, por outro lado, não remove com tanta intensidade ou usa produtos que contenham algum tipo de óleo vegetal você vai promover muito mais equilíbrio nessa pele. Nossa pele tem uma capacidade de auto controle e de adaptação pra manter níveis adequados de ph, hidratação, elasticidade, etc. pra ela funcionar bem.

3) Tem algum problema em não lavar o rosto com sabonete – lavar só com água morna – quando você não usa outros produtos, só um hidratante? A poluição precisa de sabonete para ser retirada?

Não tem problema não usar sabonete. Você pode usar só água morna, só água floral com disquinhos de crochê ou uma alga que você faça uma esfoliação leve. Eu uso pedacinhos de toalhas mais velhinhas com água floral pra limpar o rosto quando eu não quero lavar.

Sabonete é a forma mais tradicional, mas basicamente você não precisa usá-lo pra remover a poluição. Talvez precisa pra remover maquiagem, algum produto mais oleoso como filtro solar que tem uma fixação maior. E se fizer, que faça uma vez só (pra tirar esses produtos).

Eu evito ao máximo lavar demais o rosto pra não ter rebote de oleosidade como falei antes, então lavar o rosto no banho a noite, passa hidratante e de manhã não tem necessidade de lavar de novo.

4) Quem tem algum problema de pele como rosácea, psoríase, dermatite atópica pode "curar" os sintomas tendo uma rotina de beleza natural? Ou esses tratamentos sempre precisam de um dermatologista para dar certo?

A primeira coisa é que você precisa de um dermatologista pra ter o diagnóstico correto sobre qual doença você tem. As dermatoses mais comuns são normalmente crônicas, então você precisa fazer o controle sempre. Muitas vezes você controla durante um tempo e depois você vai precisar modificar sua forma de cuidar e é aí que entra o dermatologista pra indicar novas formulações e métodos de controle da sua doença.

Quem tem uma pele com poucos problemas, espinha aqui e outra ali, dermatite leve e só de vez em quando no couro cabeludo por exemplo é muito mais simples de fazer esse controle sozinho, com produtos naturais e até com produtos que você mesmo faça em casa.

Maquiagens com cor como pó e base servem como barreira física para o sol. Foto: Felipe Machado.

5) Precisamos usar protetor solar todos os dias ou isso é exagero? A luz de ambientes internos tem o mesmo efeito do sol mesmo?

É importante usar filtro solar principalmente pra quem tem uma pele muito clara, que tem mais propensão a ter câncer de pele, manchas e ceratoses depois quando mais velho.

Hoje em dia eu só indico filtros físicos, 100% mineral e de barreira, sem ingredientes que façam filtros químicos. Normalmente eles são compostos de dióxido de titânio, óxido de zinco ou argilas. Lembrando que maquiagem funciona como filtro solar físico. Usando base ou pó que cobre a pele todos os dias você está criando uma barreira física de proteção ao sol.

Eu acabo indicando normalmente pro corpo o filtro solar da Mustela para bebê, que é uma loção fotoprotetora 100% mineral e que tem menos conservantes por ser de bebê, porque não temos no Brasil um protetor natural e orgânico. Como ele é muito oleoso, eu costumo não costumo indicar ele pro rosto principalmente para quem tem pele oleosa ou com acne. Para o rosto indico bases que, por terem cor, funcionam como um filtro físico. A minha preferida e a que eu uso é a da Bioart, porque tem maior concentração de argila que ajuda a controlar a oleosidade ao longo do dia principalmente aqui no Rio de Janeiro. O pó deles também é rico em argila. Todas as bases das marcas de maquiagem natural e orgânica brasileira são legais, mas quanto maior a cobertura de cor, melhor a proteção do sol.

A luz azul/florescente não são iguais à radiação do sol: eles não causam queimaduras nem bolhas, descamação, nem câncer de pele. Mas essas outras fontes luminosas causam envelhecimento da pele porque causam muito radical livre, que é um estresse oxidativo pra pele. Elas também são capazes de manchar e causar uma pigmentação de manchas já existentes como melasmas. Pra esse caso, indico o uso de produtos ricos em antioxidantes durante a noite pra combater esses efeitos dos radicais livres  da luz artificial.

6) O que fazer pra evitar e tratar manchas de pele de forma natural?

Principalmente fazer fotoproteção porque onde não tem fonte luminosa, não tem estímulo pra pigmentos, esse é o 1º passo. Alguns ativos são clareadores como alguns cítricos (que são perigosos no sol então tem que tomar muito cuidado!). E esfoliar a pele porque você promove uma remoção da camada de células mortas e estimula uma produção de uma pele nova que normalmente é formada mais clara.

Muitas manchas são causadas pela exposição ao sol de uma vida. A principal fotoproteção é até os 18 anos, que é quando você já acumulou muito dano dessa radiação que vai te causar as manchas quando você tiver mais de 30-35. Não é o sol do verão anterior.

Foto: Felipe Machado.

7) Existe algum problema em usar toalhinhas ou discos de crochê reutilizáveis pra tirar a maquiagem? Uma leitora me perguntou se não sujo demais reutilizar.

Claro que pode. Você tem como higienizar esses itens, né? Você pode lavar com água fervendo, colocar dentro de uma mistura de vinagre e bicarbonato de sódio, colocar no sol bem forte... Tudo isso vai higienizar muito bem pra você continuar usando as toalhinhas ou disquinhos. Eu, como falei, corto toalhas bem puidinhas em pedaços menores, uso uma ou duas vezes e junto tudo pra lavar no final da semana. É só higienizar com certa frequência, é a mesma coisa com pincéis que você reutiliza mas não lava todo dia.

A não ser que você tenha alguma lesão infectada, aguda, de origem bacteriana no rosto como um furúnculo, que você esteja contaminado com stafilococos aí não acho bom. É melhor usar um pouquinho de algodão e descartar até que a lesão esteja controlada.

8) Existe algum caso que você não recomenda usar produtos naturais pra pele? Quais são esses?

Pros problemas de pele mais usuais e a médio/longo prazo os produtos naturais super funcionam. Mas se você tem alguma doença aguda (vírus da herpes, infecção) eu acabo entrando com remédio tradicional (antibiótico, antiviral) pra acelerar o tratamento. Depende muito da intensidade e do tamanho do problema a ser tratado.

9) Quais são os principais erros que as pessoas cometem no cuidado com a pele que poderiam ser evitados?

1) Usar muita coisa, não ter uma persistência em usar o mesmo produto dias mais consecutivos, trocar muito de produto pode atrapalhar e não dar chance de achar um produto legal pra sua pele. Você acaba nem deixando aquele produto ter sua ação e mostrar seu efeito. Você lava dois dias com uma coisa, no terceiro já usa outra, no quarto você já trocou de hidratante, no quinto de tônico. Essa ansiedade de ter uma resposta rápida é um dos grandes problemas que a gente enfrenta no dia-a-dia.

2) E mudar hábitos. Temos esse padrão de "lavar, tonificar e hidratar" e não necessariamente a gente precisa fazer isso todos os dias ou em todos os momentos ou três vezes ao dia como já foi indicado no passado. É achar a rotina ideal pra você e os ingredientes indicados para o seu tipo de pele.

10) O que não pode faltar na rotina de beleza básica de todo mundo?

1) Alguma coisa pra limpar – pode ser um esfoliante suave ou hidrolato pra você limpar sua pele. 2) Fotoprotetor ou maquiagem que cria uma barreira física pra usar de manhã. 3) Algum tipo de hidratante pra usar depois de limpar a pele. Com esses três você resolve sua vida.

Pra ler mais:

Esse post vai fazer parte de uma série de posts com respostas da dermatologista Patricia Silveira (@dermagreen) pras perguntas que mais recebo sobre beleza natural e cuidados com a pele (principalmente do rosto). Acabei dividindo a entrevista em vários posts pra não ficar tão longa e ser mais organizado também!

A Patricia é médica, formada em 1999 e com pós-graduação em dermatologia pela UFRJ, acabou entrando no mundo natural muito por causa da experiência pessoal e de buscar a acupuntura para resolver dores. Em 2004 começou uma segunda pós-graduação em medicina chinesa, muito mais pra praticar isso em si do que para necessariamente aplicar dentro da dermatologia. Mas foi por isso que ela começou a usar fitoterápicos (remédios feitos a partir de plantas) em tratamentos alternativos e auxiliares para questões da pele e hoje indica sempre que possível cosméticos naturais e tratamentos naturais. Quis muito fazer essa entrevista porque é muito importante a gente ter informações de profissionais qualificados e com fontes confiáveis, principalmente quando o assunto é beleza e cosméticos.

Hoje falamos sobre acne, vem ver:


1) O que é e o que causa a acne de verdade?


A acne é uma doença inflamatória, é a dermatose mais comum e que afeta a maior quantidade de pessoas do mundo. É uma doença padrão universal, não existe uma área do mundo onde ela não exista. São os cravos (abertos ou fechados) que inflamam e viram as espinhas. Então a gente tem desde a acne mais leve que são só cravos (comedão); até as acnes inflamatórias quando você tem a inflamação desse comedão, podendo ser superficiais ou profundas e evoluindo até como cicatrizes definitivas. E ela é uma doença multifatorial: várias são as causas da acne.


A causa mais comum é a causa hormonal, é por isso que ela é comum na puberdade, porque ela marca o início desse aumento de hormônios e mudanças do corpo. Também tem questões relacionadas a fase adulta, principalmente nas mulheres, como síndrome do ovário policístico, endometriose, uso de hormônios (algumas pílulas principalmente com o hormônio progesterona).

A segunda causa é a genética mesmo. A unidade da estrutura da glândula sebácea das pessoas que têm acne é um pouquinho diferente. Ela é uma unidade um pouco maior e também tem um acúmulo de células mortas, tendem a fazer cravos mais fechados – uma obstrução mecânica dessa secreção da glândula sebácea.

A terceira causa é a presença de bactérias, então você tem bactérias que são mais comuns mas também outras que são inoculadas na região porque colocamos a mão no rosto; pela presença de muitos pelos; pelos encravados no caso de quem tem barba; pela depilação porque você muda um pouco a flora da pele do rosto e pode ter uma acne causada por outros microorganismos, não os mais comuns.

Além disso também tem a questão da alimentação. Sabemos que uma boa alimentação saudável com alimentos frescos, naturais vão te dar os nutrientes e antioxidantes que vão trazer benefícios como reduzir processos inflamatórios e melhorar a imunidade da pele, mas também temos algumas questões relacionadas a ginástica e musculação exagerada. Principalmente por causa dos suplementos de proteína que aumentam o processo inflamatório e a produção da oleosidade. Essa acne é mais na região do pescoço, colo e costas. Os laticínios e os alimentos com açúcar também são capazes de causar ou a piorar casos de acne.


Dependendo dos produtos que você passa na pele, eles podem ajudar a fazer essa obstrução na glândula. Ou seja, pessoas que usam muita maquiagem e que essa seja à base de talco, óleo mineral, maquiagem muito carregada e não removem esse produto de uma forma correta.

O estresse também piora a acne porque quando estamos estressados o hormônio cortisol aumenta muito e é esse hormônio que faz cair nossa imunidade. Por isso ficamos doente depois de uma semana estressante, por exemplo. Nossa defesa da pele também cai, por isso a acne fica mais inflamada, aparece um número maior de espinhas, etc.

Ter uma pele saudável é justamente esse equilíbrio entre agentes agressores (maquiagem, bactérias, cosméticos) e as nossas defesas (homeostase, imunidade, células de defesa). É quando esse equilíbrio fica prejudicado que as pessoas padecem do que elas herdam de genética: quem tem psoríase tem piora da psoríase, tem herdou acne tem piora da acne. Por isso eu acho legal a gente falar que a pele é um espelho da nossa saúde interna e como a gente tá vivendo. Avaliar isso e conseguir identificar que você não está tão bem apenas observando as mudanças na nossa pele e como ela muda de um mês pra outro e de acordo com suas escolhas.

2) O que você indica pra reduzir a acne de forma natural?


Primeira coisa é ter hábitos saudáveis, isso é fundamental. A segunda coisa é tomar cuidado com os suplementos que você toma. Os proteicos e os de vitaminas do complexo B como a B12 são capazes de estimular a acne. Controlar o estresse. Observar o que você aplica na pele [evitar produtos que obstruam os poros]. E ter disciplina, ou seja, tirar um momento da sua noite pra cuidar da sua pele. Usar bons produtos que podem ser poucos mas de boa qualidade. Ter um bom dermatologista pra te ajudar nisso (que às vezes não é uma tarefa fácil) porque muitas vezes as pessoas vão atrás de propagandas ou indicações de amigos e não necessariamente o que funciona pra uma pessoa vai funcionar pra você. Essa particularidade das características pessoais é que às vezes a gente não consegue entender.

Alguns complementos fitoterápicos ajudam no controle da oleosidade e da inflamação, mas eles precisam ser prescritos por médicos porque tem efeitos colaterais. Alguns são inclusive hepatotóxicos, então depende dos remédios que a pessoa já toma ou se ela já teve algum tipo de hepatite pra acompanhar como o fígado vai metabolizar essa substância que mesmo sendo de origem natural, é uma química.

Também é preciso ter paciência porque os efeitos podem demorar pra aparecer e pode demorar meses pros problemas acabarem. Em muitos casos de mulheres que param de tomar anticoncepcional é preciso cerca de seis meses pra começar a controlar o processo hormonal que o corpo tá reaprendendo a fazer naturalmente.

Em alguns momentos eu acabo usando medicações tradicionais também, principalmente quando envolve algum risco de ter alguma cicatriz permanente em pacientes mais novos.


Além disso, produtos que contenham nos ingredientes os ativos que são considerados antiacne como óleos essenciais com efeito antimicrobiano e bactericida (melaleuca, copaíba, alecrim, sálvia); a aloe vera que é um potente antiinflamatório e calmante da pele; hidrolatos (águas florais) de camomila e calêndula. As argilas são fundamentais nesse controle da acne porque ajudam no processo de cicatrização, secam as espinhas mais rápido, tem uma ação antiinflamatória legal. As mais indicadas pra acne são a verde e a branca.

Ter uma esteticista que você confie pra remover esses cravos mais profundos e mais fechados em limpezas de pele. Recomendo muito limpeza de pele para tirar esse excesso de células mortas e comedões.

Quando passa a fase da inflamação mais intensa, ter o hábito de esfoliar a pele acaba tirando o fator de obstrução dos poros que falei anteriormente. Se você tem o hábito de esfoliar semanalmente ou até duas vezes na semana, acaba que você elimina essa causa. De uma forma natural você acaba substituindo os efeitos dos ácidos que de uma forma geral atuam pra remover justamente essa obstrução, promovendo uma descamação da pele. Só não fazer na fase inflamatória.

Pra ler mais:

Eu escrevi um livro!!!!!!!!




Foi mais ou menos um ano trabalhando nesse livro que tá lindo em conteúdo, em foto e em design. São quase 250 páginas que eu explico como ter uma vida lixo zero começando pela sua casa, pra mudar cômodo a cômodo o que você produz de resíduos.

No capítulo da cozinha eu dou dicas de como comprar, armazenar, usar e descartar as comidas que a gente come. Eu ensino como fazer compras a granel sem produzir lixo, dicas de como guardar vegetais e outras coisas pra que elas durem mais tempo, algumas receitas com partes não tão nobres das comidas como carne louca de casca de banana e tem todo um capítulo com instruções de como montar uma hortinha em casa!

No capítulo do banheiro tem tudo o que você precisa saber sobre ler rótulos de cosméticos, os selos que existem e o que eles significam, a lista de ingredientes pra você evitar e todas as receitas que você precisa pra substituir os cosméticos convencionais por opções naturais, simples e baratas.




Limpar a casa de forma natural? Também tem! No capítulo da área de serviço eu ensino como fazer isso usando instrumentos naturais, receitas que funcionam superbem e dão um banho nas convencionais e que são mais seguras e muuuuito mais baratas.

No escritório eu falo sobre como se organizar melhor pra poder reduzir a papelada, as contas, a biblioteca. No quarto a gente fala um pouco sobre o guarda-roupa e como fazer escolhas melhores quando o assunto é roupa.




No final de cada capítulo tem uma seção chamada "o que parar de usar" que eu listo as coisas que são as mais problemáticas e que parece que não tem solução! Fio dental, barbeador descartável, plástico-filme, papel-alumínio. Tudo tem uma solução que não gera lixo. :)

E a parte mais legal e que eu mais amo é o capítulo Saindo de Casa, que eu dou ideias de negócios pra você ganhar dinheiro de forma sustentável, dou dicas de como fazer essa conversa pra fora da sua casa com síndicos, vizinhos, vereadores, prefeitura, etc. Vamos fazer uma verdadeira revolução!




Os lançamentos foram em São Paulo e Floripa semana passada, mas estou organizando uma tour de lançamentos em outras cidades como Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Vou falar por aqui quando tiver as datas e locais certinhos, ok?

Link para comprar online aqui.
→ O livro Uma Vida Sem Lixo está disponível em todas as livrarias Saraiva, Cultura, da Vila e outras pelo Brasil inteiro! É só ir comprar. :)
→ A versão digital do livro vai estar em breve na Amazon, mas ainda não sabemos quando entra. Avisarei no instagram e no facebook do UASL.
Este post foi gentilmente patrocinado pela Mercur*

Reciclar é super importante pra reduzir o impacto do lixo no mundo. Mas quando a gente não tem coleta seletiva disponível, parece que não tem o que fazer. Mas tem sim! O esforço ideal pra reduzir o problema do lixo nas cidades é em conjunto com indivíduos (a gente), público (o Estado) e o privado (empresas, escolas, marcas, instituições, etc). Mas quando o governo deixa a gente na mão, precisamos 1) ir atrás pra que não fique tudo como está e 2) nos unir pra pedir pro poder público o que está faltando. :)

Existem muitos jeitos de lidar com o lixo de uma forma mais legal pra todo mundo e tudo começa com: se responsabilizar pelo seu lixo! Olhar pros resíduos que você produz e cuidar deles, separando, compostando, reduzindo, reciclando, reutilizando é o 1º passo pra um cuidado maior com isso. Eu falo muito aqui sobre reduzir o lixo, mas a gente precisa lembrar que junto com esse esforço, precisa ter também o esforço pra encaminhar corretamente t.u.d.o!

O que é reciclável: papel, plástico, metal, vidro, papelão, embalagens em geral que estejam limpas e secas. Tudo isso dentro de uma sacola plástica ou uma caixa de papelão, depende como é a coleta do lixo onde você mora.

Uma das coisas mais legais que você pode fazer pra garantir que seus resíduos recicláveis vão parar na reciclagem e não no aterro sanitário é se unir com os catadores de lixo da sua cidade! Mesmo as cidades pequenas costumam ter pessoas que trabalham com o lixo, algumas vezes até mais organizados através de cooperativas de catadores ou associações. Procure e combine o que ficar melhor pra vocês: pode ser toda semana em um dia e horário eles passam recolher os resíduos na sua rua ou casa; pode ser um ponto de coleta perto da sede da cooperativa. Se você não faz nem ideia de como descobrir se tem ou quem são essas pessoas na sua cidade, baixa o app Cataki! Ele une as pessoas que querem reciclar com as pessoas que trabalham com resíduos secos.

Crédito: Freepik

A Mercur faz isso há mais de dez anos e é um exemplo do que toda empresa deveria fazer: se responsabilizar pelos resíduos que gera. Todos os resíduos recicláveis (papel, papelão e plástico) são doados para a Coomcat (Cooperativa de Catadores de Santa Cruz do Sul). Além da questão ambiental, também existe a responsabilidade social de entender que essa ação ajuda a gerar renda e manter um trabalho muito importante com essas pessoas que são muitas vezes esquecidas ou pouco valorizadas nesse ciclo do lixo urbano.

Além das doações de resíduos, a Mercur também contrata a Coomcat pra outros serviços, também empresta profissionais pra realizar manutenções na cooperativa e o mais legal: a parceria inclui visitas de funcionários da Mercur à cooperativa, como parte dos espaços de aprendizagem que fazem parte do plano de educação da empresa. É super importante que todo mundo conheça a realidade desse trabalho que, de acordo com a ONG Pimp My Carroça (1), coleta 9 em cada 10 quilos de material reciclado no país.

Outro local para onde a Mercur encaminha seus resíduos sólidos é a FUPASC (Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul). Tem processos de compostagem de pó de fumo das fumageiras e de resíduos orgânicos como papel higiênico, resíduos de alimentos, cinzas de caldeira, entre outros que se tornam adubo orgânico vendido depois. A Fupasc também centraliza a destinação de embalagens de agrotóxicos das associadas e outros resíduos perigosos. Assim como a Coomcat, a Fupasc também tem visitas como parte da formação dos funcionários pra essa questão do lixo!

A gente fala muito de logística reversa das empresas, cobra muito que as embalagens sejam recicláveis e os produtos retornáveis e sustentáveis, mas falamos pouco sobre a responsabilidade de todo mundo em encaminhar os resíduos pra reciclagem principalmente quando não tem coleta seletiva disponível pela prefeitura.

É o que todo mundo deveria fazer, porque a gente deixa de jogar dinheiro fora, dá trabalho pras pessoas, aprende a lidar com o lixo de uma forma mais responsável. Vamos cobrar as marcas sobre o destino dos resíduos delas? Vamos parar de desculpa e usar o Cataki pra achar um catador perto da gente?

E pra ir além: descubra quem são os vereadores da sua cidade e veja como está a situação desse caso específico para saber o que fazer. Talvez você precise criar um abaixo-assinado, talvez você precise ir em uma reunião na Câmara municipal, mas é preciso cobrar.

Pra ler mais:

– O post Como ter um negócio mais sustentável e que gere menos lixo.

________

*Atuando sempre em função das pessoas, a Mercur propõe ajudá-las no desenvolvimento do seu bem-estar. Para isso, tem como base o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis. A empresa busca estar presente em diálogos significativos que promovam reflexões sobre o mundo em que vivemos. Essa publicação é o início de um relacionamento que a Mercur deseja ter com as pessoas sobre assuntos que considera importante. Fique à vontade para acompanhar os seus canais: Portal MercurFacebookTwitterYoutube.
Esse é um post curtinho mas com muito significado! <3

Julho é mês de aprender a viver sem plástico, especialmente os descartáveis que a gente usa uma única vez. Esse movimento, #plasticfreejuly, começou em 2011 e cresceu tanto de lá pra cá que hoje é uma ONG especial só pra falar do problema do plástico no mundo.

É muito importante a gente recusar esse tipo de resíduo em primeiro lugar, porque normalmente descartamos errado, usamos por segundos e é um material que a previsão é durar meio milênio! Mais  de 40% de todo plástico produzido foi usado uma única vez e jogado fora. São copos, cotonetes, talheres, sacolinhas, absorventes, garrafas, etc etc sem fim.

Ter um kit lixo zero sempre na bolsa ajuda a recusar todos os descartáveis na hora de comer fora de casa. Foto: Felipe Machado.

Vamos começar? Seguem algumas trocas bem fáceis:

  • Levar sempre uma garrafa de inox ou vidro pra evitar as garrafas de água feitas de plástico.
  • Ter sempre um copo ou caneca pra recusar os descartáveis.
  • Dizer não pros canudinhos ou ter um seu reutilizável sempre na bolsa!
  • Fazer compras levando sua sacola ao invés de usar as sacolinhas de plástico.
  • Usar cotonetes só se realmente necessário (no ouvido faz mal, viu!) e escolher sempre os de haste de papel.
  • Recusar comprovante ou 2ª via da compra no cartão.

Enquanto isso, não esqueça de separar seus resíduos plásticos e encaminhar para a reciclagem, isso é muito importante pra diminuir a quantidade desse material nos aterros sanitários e nos oceanos. Se não tiver coleta seletiva na sua cidade, procura uma cooperativa de catadores de lixo! Dá pra usar o app Cataki pra isso, ó que legal.

Vai ter mais um montão de posts lá no instagram @umanosemlixo, é só seguir as tags #julhosemplastico! E postar também! Vamos lotar essa tag durante esse mês contando as mudanças que a gente já fez ou tá fazendo pra evitar esse resíduo desnecessário? :) 

_ Se você quiser um checklist (em inglês) do Plastic Free July, clica aqui.
Este post foi gentilmente patrocinado pela Mercur*

Pensar em um negócio mais sustentável é repensar alguns hábitos de empresa que estão automatizados quando a gente entra em uma ou cria uma. Dá pra reduzir o lixo com algumas ações muito simples, mas para funcionar, é preciso que todas as áreas da empresa se comprometam. Não adianta passar um memorando só, precisa treinar as pessoas. Quem trabalha diretamente com o descarte do lixo, como o pessoal da faxina, precisa aprender o novo método de fazer a separação e o descarte, por exemplo.



Isso é muito importante porque, como empresa, você produz muito mais lixo que você como pessoa. A quantidade de resíduos que pode ser economizado é absurda, além de melhorar a consciência das pessoas que trabalham com você e da própria imagem da empresa.

Nesse post eu quis dar dicas que podem ser implementadas em qualquer tipo de empresa, sendo ela de um produto ou serviço mais sustentável ou não. Porque é muito importante que inclusive as empresas que não sejam "eco" façam o mínimo do mínimo com relação ao lixo gerado.

Para mais além, precisamos repensar os próprios produtos em si para que eles não tenham mais um ciclo de vida linear que consiste em compra > uso > descarte. Num modelo circular, o produto é comprado > usado > reciclado para voltar ao início do ciclo. E pensar em ações que vão além do lixo: são ações que envolvem a sustentabilidade das pessoas que trabalham na empresa.

Coisas que toda empresa deveria implementar já


Parar de disponibilizar descartáveis


Tirar os copinhos plásticos dos funcionários e dar uma caneca para todo mundo tomar seu café ou sua água na mesma caneca reutilizável! Quando não tem a opção que gera lixo, as pessoas criam o hábito e repensam o uso dessa opção.

Em locais que vendem comida, já dá para não ter canudos e copos plásticos. É só ter opções reutilizáveis como canudo de metal ou bambu e copinhos reutilizáveis como os do Meu Copo Eco.

Existem opções biodegradáveis (e até comestíveis) das bandejinhas de isopor para levar comida, de marmitas, etc. Conheço a Oka Bioembalagens e a Embrapec!

Ter um porta canecas desse deixa o escritório mais lindo e com menos desperdício.

Colocar torneiras que desligam sozinha e descargas rápidas


Quase toda empresa já pensa nisso, mas não custa lembrar que quanto menos água se gasta, melhor. Torneiras que desligam sozinhas, com aeradores de água, gastam muito menos e previnem desperdício. Isso impacta tanto no meio ambiente quanto na conta do mês.

Parar de imprimir coisas desnecessárias


Apesar de estarmos num momento super digital, muitas empresas ainda têm o costume de imprimir muitas coisas. Será que não caberia uma mudança pra ter documentos só em suas versões online, com um bando de dados acessível e organizado?

O que precisa ser impresso, evitar as tintas coloridas, deixar as impressoras no modo econômico como padrão e reutilizar o verso para anotações. Também dá para separar esses papéis do resto do lixo reciclável e até vender!

Colocar avisos nos interruptores para desligar a luz


Avisos simples, pequenos e que lembram de desligar a luz ao sair da sala, desligar o ar-condicionado, desligar as telas e os computadores quando você não está usando. Dá para automatizar algumas dessas coisas com sensores que acendem a luz em ambientes pouco usados como a cozinha ou corredores; a TI pode configurar que a proteção e descanso de tela seja mais rápido para desligar os monitores ou deixá-los em modo de espera.

Separar o lixo reciclável


Imprescindível. Se não tem coleta seletiva na sua cidade, aproveita que você faz parte de um negócio e vai atrás de outras empresas para ver o melhor jeito de resolver isso. Você pode pressionar a prefeitura, pode combinar com uma associação de catadores de lixo que vocês vão entregar o lixo separado todo dia x, pode até vender para alguma empresa.



Separe papel, papelão, plásticos, metais, vidro em um lixo destinado ao lixo seco, o chamado resíduo reciclável. Esse lixo normalmente vai em uma sacola mais clara (verde ou azul). Só vale colocar ele na rua no dia exato da coleta seletiva, senão ele vai ser levado pelo caminhão do lixo comum para o aterro sanitário!

Crie Pontos de Entrega Voluntário (PEVs) de lixos especiais como pilhas e baterias, lixo eletrônico, materiais de escritório, óleo de cozinha, etc. Você pode pedir uma caixa para descartar esse lixo com a Terracycle e tornar sua empresa um ponto de coleta para mais pessoas além dos funcionários, olha que incrível.

Se possível, veja como destinar corretamente o lixo orgânico e fazer compostagem dele. Existem algumas empresas que coletam esse resíduo e, dependendo da disponibilidade de espaço, vocês podem ter composteiras na própria empresa.

Coisas mais além para negócios serem sustentáveis


Esses passos são para serem implementados aos poucos, mas gradativamente e sem parar. Podem parecer irreais, por isso vou citar somente ações que a Mercur tomou e alguns resultados, para vocês verem que é sim possível.
  1. Priorizar matérias-primas, produtos ou embalagens de materiais renováveis e/ou recicladas, impactando menos no meio ambiente.
  2. Desenvolver produtos com maior vida útil.
  3. Implementar estações de tratamento dos efluentes para não jogar água contaminada nem esgoto nos rios.
  4. Separar o lixo e doar o material para associações de catadores de material, gerando renda e incentivando a economia local.
  5. Reduzir a diferença entre o maior e o menor salário, dando aumentos maiores e graduais para quem tem menores salários e aumentos em % menores para quem tem os maiores salários. Assim, com o tempo, a diferença vai diminuindo gradativamente.
  6. Utilizar cada vez mais a água da chuva para as operações industriais especialmente em resfriações de caldeiras, geração de vapor, etc.


  7. Diminuir as importações e exportações e valorizar os produtores locais, fortalecendo a economia do seu país e os trabalhadores da sua região.
  8. Investir em pesquisa e desenvolvimento para produzir produtos que sejam menos impactantes (embalagens, etc). Investir especialmente em produtos que sejam pensados para o descarte, ou seja, que sejam 100% recicláveis ou 100% compostáveis e que, assim, cumpram o ciclo de vida de uma forma que voltem pro mundo, pensando na logística reversa. "Eliminar o conceito de desperdício significa projetar as coisas – produtos, embalagens e sistemas –, desde o início, com o entendimento de que o desperdício não existe." (1)
  9. Mudar a alimentação dos funcionários introduzindo os alimentos orgânicos. No caso da Mercur, a empresa se aproximou de cooperativas locais para comprar os alimentos e garantiu uma renda mensal para esses pequenos produtores.
  10. Medir e reduzir as emissões de carbono da empresa, com um plano de compensação através do plantio de árvores para ser neutros em carbono.
  11. Evitar e trabalhar para garantir o fim dos testes com organismos vivos inclusive com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias se assim for preciso.
  12. Assumir o compromisso de uma política de logística reversa que tem vários pressupostos: desde o que será lançado, o que segue nos catálogos de produtos, se o produto é realmente necessário, qual a fonte e o tipo de matérias-prima utilizada, se quando em desuso poderá ser reciclado.
Parece muito além do que a gente costuma pensar sobre, mas é o mesmo caminho de reduzir o lixo em casa: aos poucos. Primeiro você precisa analisar o problema, depois criar soluções para ele. No caso de uma empresa, ganha também o bolso porque normalmente essas ações fazem as contas diminuírem muito e as pessoas trabalharem melhor e mais felizes. É possível sim. A Mercur é um exemplo vivo do que toda empresa deveria estar fazendo.

Para ler mais:

– O documentário Demain que eu falei nesse post tem uma parte justamente sobre empresas e negócios, é bem lindo de ver como empresas "comuns" podem fazer tanta e até mais diferença que as "sustentáveis".
– O livro Cradle to Cradle (em português!), disponível na Amazon.
– O livro Narrativas da Mercur que conta justamente como eles mudaram a gestão da empresa e as ações que foram feitas.

________

(1) Do livro Cradle to Cradle: Criar e Reciclar Ilimitadamente de Michael Braungar e William McDonough.

*Atuando sempre em função das pessoas, a Mercur propõe ajudá-las no desenvolvimento do seu bem-estar. Para isso, tem como base o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis. A empresa busca estar presente em diálogos significativos que promovam reflexões sobre o mundo em que vivemos. Essa publicação é o início de um relacionamento que a Mercur deseja ter com as pessoas sobre assuntos que considera importante. Fique à vontade para acompanhar os seus canais: Portal MercurFacebookTwitterYoutube.
Este post foi gentilmente patrocinado pela Weasy

Se você tem cachorro em casa, é muito provável que tenha se perguntado como que eu faço com as necessidades da Filó aqui para tudo ser lixo zero. A gente não usa jornal nem tapete higiênico. Desde que eu descobri que existiam sanitários para cachorro, usamos essa opção. Se você nunca ouviu falar, é o equivalente à caixinha de areia dos gatos. :)

O jornal sempre foi uma solução fácil para a maior parte dos cães que ficam dentro de casa, mas na hora de descartar ele precisa ir pro aterro sanitário dentro de um saquinho plástico. :( O tapete higiênico foi uma invenção mais recente que nada mais é que uma fraldinha: tem algodão, plástico, etc ali que impedem a reciclagem e a decomposição vai pra casa de centenas de anos. Além de serem bem caros. Pior ainda.

O Weasy da Filó é amarelinho! :)

Existem muitos modelos de sanitários, mas hoje eu queria falar de um em especial que desde que descobri fiquei apaixonada. O Weasy é um sanitário feito no Brasil e criado pela Lara e pelo Fábio. Como eles são donos de cachorros, pensaram nesse produto resolvendo vários problemas que eles viam nos sanitários comuns e em outras formas de lidar com as necessidades dos bichinhos em casa. É por isso que o Weasy é maravilhoso.

Como o Weasy funciona: uma mangueira leva o xixi pro ralo e na versão com entrada pra água, uma mangueira leva a água da torneira pro Weasy pra hora da descarga.

Como o Weasy funciona?


O Weasy é muito legal porque com ele você pode dar uma descarga e mandar o xixi do seu cão direto pro ralo. Ele tem um caimento (olha a foto abaixo) que direciona todo líquido pro centro do sanitário e aí o xixi escoa direto pela mangueira e pro ralo onde você instalar ele. Todos os modelos tem essa mangueira que joga o xixi direto para o ralo na hora que o cão faz!!! Desse jeito o xixi não fica ali empoçado e você não sofre com cheiro ruim, além de ser muito mais tranquilo de limpar no futuro. Por causa do tapetinho de borracha o cachorro também não pisa no xixi, ficando com as patinhas limpas.

Sem mais fraldinhas descartáveis, usar um montão de água ou de produtos de limpeza pra limpar a área de serviço! :)



Só isso já seria incrível e suficiente, mas o Weasy tem mais opções!

No Weasy com entrada de água, você usa uma derivação na torneira e faz uma ligação que dá de fato a descarga que eu falei antes. A primeira vez que liguei a água fiquei muito chocada porque ela não sai de um ponto só. Esses vários furinhos ao redor do sanitário são de onde a água escorre pra limpar por igual a superfície toda!!! É incrível demais.

Se você precisar, tem essa pecinha para fazer a derivação da água na torneira e poder continuar usando ela no tanque normalmente.

Se você não quiser usar água potável pra isso, pode fazer como eu e reaproveitar a água com sabão que sai da máquina de lavar roupa, jogando com um regador no seu sanitário! Nesse caso você pode escolher o Weasy sem entrada para água e "dar a descarga" com um copinho ou regador.

Para quem tá sempre fora de casa e não consegue controlar essa saída de água da máquina, a opção da torneira é ótima para quando você chega em casa e vai limpar o banheiro do seu dog. Só não deixa muito tempo a torneira aberta, o planeta agradece.

O Weasy tem três tamanhos para todos os tamanhos de cachorros. A Filó é bem pequena, então o P é mais que suficiente. A Ramona, minha nova filhota que mora lá com Lucas deve ficar porte médio, então provavelmente vamos comprar um M assim que ela parar de crescer. Além da entrada de água e do dispenser, também existe a versão do Weasy para machos, com uma paredinha que escoa o xixi para dentro do Weasy – os meninos não ficaram de fora! :D A única coisa que você precisa ter é um ralo perto e espaço para colocar seu Weasy.

Como limpar o seu Weasy?


O dispenser de desinfetante é um acessório para ajudar na limpeza do sanitário com entrada de água. Você só precisa colocar dentro dele algo que tenha um poder de limpeza como vinagre ou o sabão líquido que ensinei aqui como fazer e bombear umas cinco vezes antes de ligar a água na torneira. Para os que não tem a mangueirinha ligada na torneira, é só adicionar à agua usada para a limpeza – o que fica dispensável se você reutilizar a água da máquina de lavar roupas.

Esse é o dispenser de desinfetante, tipo uma saboneteira, só prender na parede na melhor posição e ligar nele mesmo a entrada de água na conexão indicada.

Os cocôs você tira com uma pá e descarta no vaso sanitário! Se sujar o tapete de borracha do Weasy é só escovar com uma escovinha própria pra essa limpeza e jogar um pouco de água para enxaguar. Como tudo escoa direto no ralo, a limpeza é muito tranquila!

Outra vantagem é a economia. Apesar do Weasy não ser baratinho, a gente precisa olhar a longo prazo: comprando tapetinhos descartáveis você gasta cerca de R$550 por ano (levando em consideração o custo de R$1,50 por tapete como média do mercado e usando 1 tapete por dia – usei uma média de mercado). Já é mais que um Weasy! Com a vantagem de que ele vai durar a vida toda do seu cachorro, né?

Use o código CRISTAL10 e ganhe 10% de desconto na loja Weasy

É difícil de adaptar o cachorro pra um sanitário?


Não, mas precisa de um pouco de paciência. Se ele já faz em casa, num lugar específico e no jornal ou no tapetinho, vai ser muito mais fácil. Monte o Weasy no mesmo lugar e coloque o jornal ou o tapetinho em cima dele nos primeiros dias. Apresente o sanitário e toda vez que ele cheirar ou subir em cima, dê uma recompensa. Aos poucos vá liberando o próprio Weasy para seu cão sentir a textura da cobertura dele e ir se acostumando. Se precisar, na loja do Weasy vende grama sintética que você usa em cima dele até seu cão aprender como usa. ;)

Foca na Filó, que a lavanderia não é muito bonita aqui em casa. A modelo usa um modelo P abelhinha.

Aqui a adaptação durou poucos dias, porque a Filó já usava um sanitário. Ela acabou fazendo no chão algumas vezes até eu puxar um pouco o Weasy para o "meio do caminho" e ela não errar. Depois disso tem sido só sucesso! A mangueira do xixi ficou um pouco mais visível que na foto e assim eu vejo quando tem xixi nela.

O primeiro sanitário que comprei era a versão mais simples possível: uma caixinha de plástico com uma tela vazada por cima. Ao longo do tempo essa solução foi criando um problemão: o sanitário foi ficando impregnado dos resíduos do xixi no plástico, o cheiro não ia embora de jeito nenhum e eu já estava triste de talvez ter que comprar um e sempre jogar fora, até descobrir o Weasy. Esse sanitário é muito mais incrível porque já escoa todo xixi, então não fica tudo sujo, não emite cheiro ruim, é fácil de limpar, gasta muito menos água na limpeza do que a que eu usava antes.



Gostou? Então vai lá no site do Weasy e segue eles nas redes sociais pra ver todos os posts, todas as opções de tamanhos e cores do produto que tenho certeza que você e ser cachorro vão aprovar como aqui em casa. Vem tudo o que você precisa pra instalar, mais as instruções de como fazer isso e até de como treinar seu cachorrinho. Sucesso!

Para ler mais:

Passei a vida inteira querendo um desodorante que funcionasse direito. Sério. Não nasci com a graça de ter pouco cheiro nas axilas e vivia incomodada com a sensação de que aqueles desodorantes simplesmente não funcionavam. Os aerosóis me dão alergia. O roll-on parece que gruda na roupa para nunca mais sair. Detestava os cheiros e os sem cheiros pareciam não existir e nem funcionar. E pra coroar, todos eles tinham alumínio e outros químicos potencialmente nocivos na sua composição. A busca por um desodorante natural continuava.

Mas por quê se preocupar com o alumínio? Estudos já mostraram que ele pode estar ligado a doenças como o Mal de Ahlzheimer ou câncer de mama. Por isso, evito ao máximo.

Desde que comecei o blog, testei muitas opções e resolvi listar elas aqui, porque são muitas que funcionam e são muito mais naturais!

Bicarbonato de sódio – R$2


Lembrei que um amigo já tinha me falado de usar bicarbonato de sódio como desodorante e ta aí o melhor desodorante que já usei! É só pegar um pouquinho e passar na axila com a mão. Também dá pra usar um pincel de maquiagem gorducho pra depositar o bicarbonato na axila. Você vai suar mais, claro, já que não é antitranspirante como os normais. É um sal com poder bactericida que combate as bactérias que produzem o mau cheiro ali. Além disso, um potinho custa cerca de R$1,50 e vai durar uns 2 ou 3 meses. Diferente dos desodorantes normais que custam mais de R$10 e acabam em menos de um mês.

Vale testar e ver se você não tem alergia ou alguma reação. Muitas pessoas falaram lá no grupo do Facebook do UASL que tiveram reação ao bicarbonato de sódio, várias amigas minhas vieram contar que não deu certo. Por isso: testa e no menor sinal de arder, lava bastante e suspende o uso! Mas calma que não acabaram suas opções.

Desodorante em creme com bicarbonato de sódio – R$5




Apesar do bicarbonato ser ótimo desodorante, ele é muito forte e a maioria das pessoas não tolera ele puro direto na axila. Por isso eu desenvolvi uma receita que é bastante suave, cremosa. Ela tem como base uma manteiga vegetal que ajuda a manter o bicarbonato na axila e também hidrata sua pele, amido que serve para absorver o suor e o bicarbonato em pequena quantidade para evitar alguma irritação. Clique aqui para ver a receita completa.

Teo e Aromaco, da Lush  – R$50



Os desodorantes da Lush, o Teo e o Aromaco, também são a base de bicarbonato de sódio (portanto, faça o teste se você tem alergia antes de comprar um deles). Usei o Teo por muito tempo, dura muito (uns 6 meses) e funciona superbem! É um dos meus desodorante favoritos. Ele parece uma barra de bicarbonato comprimida com cheiro bem forte de limão. Quando você passa ele dá uma esfareladinha. Ele custa R$51.

Composição: Sodium Bicarbonate, Creme de Tártaro (Potassium Bitartrate), Óleo de Semente de Damasco (Prunus armeniaca Kernel Oil), Cera Azul (Cera Microcristallina), Óleo de Melaleuca, Carbonato de Magnésio, Citrus limon Peel Oil (Óleo de Limão), Óleo de junípero, Óleo de Capim Limão, Uvas Verdes, Pétalas de Centáurea-Azul (Centaurea cyanus Flower), *Citral, *Eugenol, *Geraniol, *Citronellol, *Limonene, *Linalool, Perfume
O Aromaco tem uma textura mais pra um sabonete ou um desodorante desses de stick e também funciona super bem. Custa R$49,10 por 100g (que também dura vários meses). Esse meu corpinho não gostou muito, não durou tanto tempo o poder desodorante. E o cheiro me incomodou, é de patchouli e bem forte (pra mim).

Composição: Extrato de Hamamélis, Propylene Glycol, Sodium Stearate, Vinagre de Camomila, Sodium Bicarbonate, Óleo de Patchouli, *Citral, *Limonene, Perfume

Os dois são vendidos em barra (só um papelzinho de embalagem) e precisam ser guardados em uma latinha longe da umidade. Ou seja, se você levar sua latinha na loja e não comprar embalagem nenhuma! :)

Crystal Stick ou Pedra Hume – R$35


Só ouvi elogios do desodorante Crystal Stick que tem as versões em barra, roll-on e spray. Ele é feito de um mineral antisséptico (alúmen de potássio) que cria um ambiente alcalino impróprio pras bactérias que causam o cheiro. A barra de 120g custa em média R$35 e dura cerca de um ano (de acordo com os sites que vendem). Pena que vem numa super embalagem de plástico e parece que também tem alumínio. Já testei e não funcionou pra mim. Mas conheço várias pessoas que amam.

Uma opção mais barata é comprar uma pedra hume direto na farmácia. É a mesma composição, só não tem a mesma forma e embalagem do Crystal Stick. Tem versão em pó e em pedra. A versão em pó você pode diluir e fazer um spray!

Desodorante natural de Aloe Vera, da Live Aloe – R$25



Testei esse desodorante da Live Aloe porque ganhei da marca e achei muito bom no começo! O cheiro é super maravilhoso, bem fresquinho por causa da mistura de óleos essenciais. Mas, depois de um tempo, percebi que não segurava muito bem para mim o fator desodorante não. Ele é uma mistura de gel de aloe vera, óleos essenciais e álcool. Por isso, quem tem sensibilidade a álcool melhor evitar essa opção.

Ele é em spray e também dura bastante! Como usei poucas vezes, ainda tem mesmo depois de um ano, olha só! Mas um ponto bastante negativo é que percebi que ele manchou várias roupas claras de amarelado/verde.

Composição: Aloe barbadensis* leaf Juice (Gel de Aloe vera certificado), Salvia officinalis* Leaf Extract (Extrato de Sálvia Certificada), Rosmarinus officinalis* Leaf Extract (Extrato de Alecrim Certificado), Morinda citrifolia* Fruit Extract (Extrato de Noni fruto), Azadiractha indica* Leaf Extract (Extrato de Neem Certificado), Ocimum basilicum* Leaf Extract (Extrato de Alfavaca Certificada), Moringa oleifera* Leaf Extract (Extrato de Moringa Certificada), Bryophyllum pinnata* Leaf Extract (Extrato de Folha Santa), Plectranthus amboinicus* Leaf Extract (Extrato de Hortelã graúda)**, Salvia officinalis oil (Óleo essencial de Sálvia)**, Rosmarinus officinalis Oil (Óleo essencial de Alecrim)**, Lavandula angustifolia oil (Óleo essencial de Lavanda)**, Melaleuca alternifolia oil (Óleo essencial de Melaleuca)**, Mentha arvensis oil (Óleo essencial de Menta)**, Copaifera officinalis Resin (Óleo Resina de Copaíba)**, Cymbopogon nardus oil (Óleo essencial de Citronela)**, Alcohol**, Glyceryl caprylate**, Gliceryl undecylenate**. * Plantas provenientes de cultivo Orgânico Certificado. **Ingredientes Naturais.

Leite de Magnésia – R$7,5


Pra quem tem alergia ao bicarbonato, o mundo vai ser salvo usando leite de magnésia como desodorante! É só passar puro nas axilas ou diluir e colocar em um potinho spray. Tem quem reutilize embalagem de roll-on tirando a bolinha, enchendo o potinho de leite de magnésia e voilá! :)

Faça um desodorante usando 1/2 xíc de leite de magnésia + 1/4 de xíc de água + 20 gotas de óleo essencial (de melaleuca, lavanda, capim limão). Coloque em um potinho com spray e use por até 2 meses.

A partir de agora, nada de desodorante com alumínio! Individualmente as opções que mostrei aqui parecem muito mais caras que os desodorantes normais. Mas, eles duram muito mais. Se você compra 1 aerosol por mês, gasta cerca de R$144 por ano em desodorante. Estimando que os da Lush duram cerca de 6 meses, você vai gastar cerca de R$100 por ano. Com o Crystal Stick, uma barra de 120g dura 2 anos e custa R$35. E a opção mais barata é bicarbonato puro, vai custar uns R$9 no ano (se você comprar o bicarbonato nos potinhos pequenos, se for a granel é ainda mais barato)! O leite de magnésia é super baratinho também, só R$7,50 pra uns bons 6 meses! ;)
Fazer o próprio cosmético é maravilhoso. Dá uma sensação de poder incrível, além de que você sabe exatamente qual sua composição, a origem dos ingredientes e escolhe eles a dedo conforme as funções que você espera. Mas quem só chega nesse mundo através de uma receita e não pesquisa um pouco, acaba cometendo erros que podem comprometer a eficácia do produto e inclusive gerar contaminação! Por isso eu listei os erros mais comuns que vejo as pessoas fazendo ou falando que vão fazer quando o assunto é esse pra explicar os perigos e cuidados que devemos ter.


Usar água para um produto que não é de uso imediato


A água é o principal veículo de contaminação dos cosméticos. É nela que se criam os microorganismos que fazem o produto estragar e ser perigoso de você usar. Qualquer receita que vá água ou algo que tenha água (chá, suco, água de coco, água de rosas) não deve ser feito pra usar por meses, e sim usar na hora. A única excessão pra essa regra são produtos aquosos que são feitos com sistemas de conservação. Sim, usando conservantes. Existem conservantes naturais, mas pra ser um sistema efetivo são necessários testes e estudos mais aprofundados. Não é um chute que se faz em casa.

Se você for comprar um produto de um produtor artesanal e ele tiver água na composição, mas você não identificar o conservante na fórmula, pergunte. Ele tem que saber na ponta da língua, e se responder que é o óleo essencial: fuja. Óleo essencial não é conservante de nenhum produto (1). Eles podem até ter propriedades antifúngicas e bactericidas, mas não existem comprovação de uso deles e em qual % seria seguro para evitar a criação de microorganismos em cosméticos. Ele não tem ação antimicrobiana de amplo espectro para criações caseiras.

Trocar ingredientes da fórmula sem entender sua função


Uma das coisas legais de fazer seus cosméticos é justamente escolher seus ingredientes. Mas quando a gente vai reproduzir uma receita x com um efeito esperado x, não dá pra mudar metade dos ingredientes só porque parece que dá na mesma. Os óleos vegetais tem funções bem diferentes entre si. O óleo de coco, por exemplo, tem índice comedogênico super alto – isso significa que ele entope os poros e pode causar espinhas. O óleo de jojoba tem uma fórmula química muito parecida com o sebo natural da pele, por isso tem resultado rápido e toque mais leve. A manteiga de manga está sempre cremosa, independente da temperatura, além de na pele ter um toque mais suave e seco.

Os óleos essenciais então são remédios naturais, cada um para sua função. Se na receita são sugeridos alguns óleos, entenda o porquê primeiro. No caso os óleos essenciais, preste ainda mais atenção – eu falo disso em seguida.

Se você está começando no mundo das receitas feitas em casa, siga as instruções da receita rigorosamente. Entenda o porquê dos ingredientes e como o uso do produto funciona. Antes de trocar qualquer coisa, pesquise antes. Adicionar bicarbonato no desodorante pode levar a uma alergia. Mudar a quantidade de óleo essencial pode ser ineficaz ou tóxico.



Usar óleos essenciais sem pesquisar suas indicações de uso


Como eu falei, os óleos essenciais são óleos super concentrados com efeitos terapêuticos incríveis. Mas por serem concentrados, podem ser tóxicos se não forem usados com sabedoria. Alguns OEs são fototóxicos como os de frutas cítricas (limão, laranja, bergamota) e não devem ser usados em produtos que podem ser expostos ao sol. Alguns OEs não são recomendados para mulheres grávidas. A grande maioria precisa ser diluído em algum óleo vegetal carreador e ser usado em percentual baixo para não ter risco de intoxicação. Sempre leve em consideração que os OEs precisam ser de 1% da fórmula (2). Se você não conseguir medir por peso, meça por volume, mas não em gotas.

Não cuidar com a higienização na hora de fazer o cosmético


Nesse post que a Eliziane Pozzagnolo, farmacêutica e bioquímica, escreveu aqui pro blog, ela dá as diretrizes principais de segurança na hora de fazer seu cosmético em casa. Usar potes de vidro escuro ao invés dos de plástico, limpar tudo com álcool 70 e papel, usar válvulas, fazer pequenas quantidades garantem a segurança do produto. Leia mais aqui.

Pra ler mais:


→ O site da Ane, Cosmetologia Orgânica, tem posts riquíssimos em conteúdos.
→ O blog da marca Trópica Botânica também.
→ O blog da Fefa Pimenta tem vários posts principalmente sobre saboaria.
→ O blog da Mona Soares da Ewé Alquimias tem aulas, receitas, até livros para comprar.
→ O ebook Beleza Natural & Sem Lixo que eu escrevi tem todo conteúdo para você aprender a ter uma rotina de beleza natural.

_____________

(1) Por que óleo de melaleuca não é um conservante natural, março de 2018, disponível em: https://tropicabotanica.com.br/oleo-de-melaleuca-nao-e-conservante/

(2) Cosmetologia Orgânica, Dicas para manipular seu cosmético em casa, março de 2018, disponível em: http://www.cosmetologiaorganica.com.br/dicas-para-manipular-seu-cosmetico/

(3) Cosmetologia Orgânica, Q&A Conservantes, março de 2018, disponível em: http://www.cosmetologiaorganica.com.br/conservantes/